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Carboidratos são reduzidos na dieta cetogênica para 5%. Foto: Bigstock
Carboidratos são reduzidos na dieta cetogênica para 5%. Foto: Bigstock| Foto:

Com o objetivo de alertar os consumidores sobre os perigos do excesso de açúcar, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou um material informativo intitulado como “Especial Açúcar que você não vê”. Uma das formas mais comuns de se orientar sobre a presença do açúcar nos produtos é verificar a lista de ingredientes que compõem o alimento.

O Idec orienta prestar a atenção nas denominações presentes nos rótulos. O açúcar pode ser mencionado de diferentes formas. Conheça os nomes utilizados:

– glucose de milho
– lactose
– xarope de malte
– glicose
– frutose
– néctares
– açúcar cristal
– sacarose
– açúcar invertido
– açúcar de confeiteiro
– açúcar mascavo
– açúcar bruto
– mel
– açúcar branco/refinado
– melaço/melado
– caldo de cana
– dextrose
– maltose e xarope de milho
– xarope de malte
– maltodextrina

Surpreendido? Agora, o mais importante é ter o conhecimento sobre as diferentes denominações do açúcar e precaver o consumo exagerado. Outro alerta importante do Idec é relacionado à tabela nutricional. No Brasil ainda não é obrigatória a informação referente ao açúcar, que é incluso na tabela como carboidrato.

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Seja lactose, dextrose, mascavo ou invertido, pessoas que consomem açúcar em excesso tendem a desenvolver as chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Estas enfermidades constituem um dos maiores problemas de saúde pública nos dias de hoje e elevam o número de mortes prematuras ou perda de qualidade de vida. Veja como o açúcar é retido pelo organismo e as consequências:

Fígado – Armazena glicose, e o excesso retido é transformado em gordura. A reserva de gordura causa ganho de peso.

Pâncreas – libera insulina, que auxilia a entrada de glicose nas células. Insulina em excesso favorece o ganho de peso.

Dentes – Bactérias se alimentam de açúcar e produzem ácido que destrói os dentes, provocando cáries.

Cérebro – Na presença do açúcar, deflagra sinais nervosos e libera serotonina, considerada um “boom” de prazer e que causa dependência.

Uma dica importante é reduzir aos poucos a quantidade de açúcar na alimentação para que o paladar se adapte a esta redução. No entanto, é preciso tomar cuidado com os adoçantes. A nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto, afirma que não há evidência que essa substituição traga vantagens para a saúde e, assim, o paladar continua habituado ao sabor adocicado. “Isso estimula as pessoas, principalmente as crianças, a preferir alimentos com sabor mais doce”, diz a nutricionista.

O Especial do Idec traz ainda orientações práticas com base nos direitos dos consumidores à informação clara e correta. “Esperamos sensibilizar a todos sobre o tema, destacando orientações que empodere a sociedade a realizar escolhas alimentares mais saudáveis”, finaliza a Bortoletto.

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