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Óleo de coco emagrece, mas só se fizer exercícios físicos

Mudança de hábitos, como uma alimentação mais saudável e exercícios físicos, favorecem o lado positivo do óleo de coco

Para se beneficiar do óleo, pessoa deve fazer exercícios físicos e se alimentar bem (Foto: Bigstock)

Benéfico ou prejudicial, os efeitos do uso do óleo de coco para a saúde ainda são incertos. Há quem defenda e quem julgue precipitado adotar o óleo como solução para tudo. A nutricionista Ana Maria Lottenberg, durante participação no programa Bem Estar, da Rede Globo, no dia 18 de agosto de 2015,  condenou o uso do óleo de coco na cozinha.

Segundo a nutricionista, o óleo não traria nenhum benefício. “O óleo de coco, se a gente observar aqui, é branco e duro, e nós sabemos que a gordura saturada aumenta o colesterol. O óleo de coco ainda aumenta a inflamação do tecido adiposo. As pessoas, às vezes, usam o óleo de coco para emagrecer e estão fazendo algo ao contrário, estão aumentando a inflamação justamente do tecido adiposo”, explica.

A afirmação polemizou na internet. Muitos seguidores da nutricionista e apresentadora do programa da GNT Bela Cozinha, Bela Gil, requisitaram que ela desse sua opinião sobre o assunto:

bela gil

Óleo de coco emagrece?

O óleo de coco ficou famoso há cerca de dois anos, quando houve um boom de procura pelo produto, especialmente em forma de cápsulas, por supostamente favorecer o emagrecimento. Ele passou a ser usado também na cozinha, em substituição ao óleo de soja.

“Alguns estudos realmente mostraram que o tipo da gordura do óleo de coco poderia beneficiar a pessoa que quer perder peso, desde que associado a dieta e exercício físico. Mas ele é rico em gordura saturada, que tem o poder de formar placas de gordura nas artérias, tem ação pró-inflamatória e pode aumentar os níveis de colesterol ruim no sangue”, diz Petra Mirella Theis, nutricionista e professora mestre do curso de Nutrição da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

A professora indica para uso na cozinha os óleos vegetais insaturados, como o de canola, algodão, soja, girassol ou milho. Segundo ela, todas as gorduras saturadas – geralmente de origem animal, como a gordura presente na carne vermelha ou na pele do frango – têm potencial aterogênico, ou seja, contribuem para a formação de placas de gordura nas artérias, o que pode levar ao infarto.

Quando comparado à gordura da carne vermelha e da pele de frango, o óleo de coco é mais saudável, afirma Petra. Quanto às informações de Bela Gil, ela as confirma, mas alerta: “Posso me beneficiar com o óleo de coco, até posso, mas tenho de ter cautela, pois é muito calórico. Não é que ele não seja benéfico, mas o melhor é utilizar outros óleos vegetais para cozinhar”.

A docente lembra que o óleo de coco, por ser de origem vegetal, não tem colesterol. “Mas o alto grau de saturação do produto acaba auxiliando na elevação do colesterol ruim no sangue.”

Para se beneficiar das propriedade benéficas do óleo de coco, é preciso ter hábitos de vida saudáveis. “Não ter excesso de peso, ter bons hábitos de vida e alimentares, dieta hipocalórica, fazer exercícios físicos, não fumar nem consumir bebidas alcoólicas”, reforça a professora.

A inflamação no tecido adiposo provocada pela gordura saturada – na qual o óleo de coco é rico – pode colocar em xeque a sensação de saciedade. “O tecido adiposo é formado por células adiposas, mas ele também consegue sintetizar hormônios, como o responsável pela sensação de saciedade. Quando o tecido adiposo está inflamado, você compromete a liberação desse hormônio.”

Óleo de coco também é benéfico:

A nutricionista funcional Christiane Vitola, por sua vez, é favorável à utilização do óleo de coco na cozinha. “Indico sim o óleo de coco, tanto para o uso culinário como suplemento, os resultados são maravilhosos”, afirma ela, em entrevista por e-mail ao Viver Bem.

“O óleo de coco é rico em Triglicerídeos de Cadeia Média (TCM), que, apesar de serem gorduras saturadas, são de fácil metabolização pelo organismo. Além de sofrerem menos oxidação, tanto no ambiente como no nosso organismo. A vantagem desse tipo de óleo é que ele resiste mais ao calor, ou seja, não produz produtos ‘tóxicos’ com o aquecimento, ele resiste mais, sendo super indicado para uso culinário”, explica Christiane.

Segundo ela, o óleo de coco não apresenta  riscos para o coração, mesmo sendo uma gordura saturada. “Muitos estudos mostram que ele não aumenta o colesterol e nem o risco de doença coronariana, pelo contrário: ele melhora a fração boa do colesterol, que é o HDL. Na verdade, ele protege o coração, pois possui uma fantástica função antioxidante.”

O óleo de coco, de acordo com a nutricionista funcional, pode sim auxiliar no emagrecimento. “É uma fonte ótima de triglicerídeos de cadeia média, que não precisam de enzimas para sua digestão e metabolismo. No fígado, esse tipo de triglicerídeos se transforma em energia rápida, dessa maneira, não se deposita no organismo, por isso é considerada uma gordura ‘termogênica’.”

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