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Saúde e Bem-Estar

Padre Marcelo Rossi achava que depressão era “só frescura”

Declaração mostra realidade preocupante: a das pessoas que, ao acreditar que a doença não existe, prejudicam o seu tratamento e o dos outros

  • PorWillian Bressan
  • 17/07/2015 01:00
Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo
Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo| Foto: GAZETA

Mais magro, sacerdote assumiu que errou sobre a doença. (Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo)

Famoso no início dos anos 2000, pelas músicas “Erguei as mãos” e o carisma contagiante, o padre Marcelo Rossi participou do programa Encontro com Fátima Bernardes nesta terça-feira (14) e chamou a atenção pela magreza excessiva e as declarações sobre depressão, doença que o acometeu. O religioso afirmou durante a participação não acreditava que estar sofrendo de depressão. “Achava que era frescura. Foram sete meses e 22 dias de depressão. Nunca cheguei a pensar em suicídio, mas cheguei a comer sem sentir o sabor”, revelou ele.

A depressão é comum entre o sexo masculino, mas muitas vezes quem sofre dela não admite estar doente. Para Élio Luiz Mauer, psiquiatra e diretor da clínica Uniica, do Grupo Marista, o erro cometido pelo padre é comum e acontece por conta de uma visão generalista da sociedade. “Esse conceito de que depressão não existe, infelizmente, é generalizado. As pessoas não acreditam que possam estar sofrendo desse quadro clínico”, comenta Mauer.

A depressão de padre Marcelo foi desencadeada por um acidente na esteira de corrida, em 2010, e agravada pela perda de três cachorrinhos em seguida. O acidente fez com que ele quebrasse a perna e ficasse numa cadeira de rodas por seis meses. Usando anti-inflamatórios, ele ganhou peso, e chegou a pesar 125kg.  No programa, ele contou ainda que passou vários dias sem praticar atividade física: “a serotonina é um hormônio necessário e, além disso, o sacerdote lida e acaba guardando só coisas ruins. Com todo o respeito, digo que o ouvido acaba sendo uma lata de lixo, porque você escuta todo pecado, toda a sujeira”, afirmou.

Padre Marcelo Rossi achava que depressão era “só frescura”

O padre evitou declarar novamente que não tomou remédios para se curar da depressão como já havia feito em outras entrevistas no ano passado, apenas reforçou que “a ginástica e a oração” foram fundamentais para que ele fosse curado. O psiquiatra Élio Mauer, no entanto, não concorda com o “testemunho” do religioso. “Depressão é curada com remédios. E pela simples aparência dele, dá para ver que ele realmente teve depressão e ainda sofre do quadro. É próprio da depressão o envelhecimento precoce”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com Padre Marcelo para falar sobre o assunto, mas a assessoria de imprensa informou que ele estava com a agenda complicada e não tinha disponibilidade para atender a solicitação.

Sintomas

Segundo o Élio Mauer, há dois elementos fundamentais para identificar a depressão: uma tristeza patológica, que não tem fim, e a absoluta incapacidade de sentir prazer. É normal relatar, como disse o padre Marcelo no programa, a falta de “dias coloridos”.  ” O relato é que tudo ficou preto e branco. Fora isso, existem outros sintomas, insônia, principalmente, que ocorre no meio da noite e perda de peso, de quem está desenvolvendo uma doença maligna”, aponta Mauer. “Acima de tudo, depressão é fator de perda de qualidade de vida, mais do que suficiente para determinar o quanto é importante o tratamento”, conclui Mauer.

 

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