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Saiba como evitar a cistite neste verão
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A cistite, infecção na bexiga causada por bactérias, costuma ser mais comum no verão, principalmente entre as mulheres. O calor e a umidade típicos da estação favorecem o quadro infeccioso, que costuma causar sensação de bexiga cheia, urgência para urinar e ardência no canal uretral.

Segundo os especialistas, uma em cada quatro mulheres terá o problema no decorrer da vida.

Mas embora a cistite seja um problema tipicamente feminino, os homens também podem ser vítimas da infecção. Como explica o urologista do Hospital Vita Batel, Rogério de Fraga, a explicação é a anatomia. “A uretra na mulher é muito mais curta que no homem e bastante próxima do canal vaginal e do ânus, o que favorece a infecção por bactérias”, explica.

Ainda segundo o médico, mais de 70% dos quadros infecciosos são causadas pela Escherichia coli, bactéria que integra a flora intestinal.

O mau cheiro e sangue na urina também são sintomas da cistite, que atinge com maior freqüência mulheres adultas jovens, embora também atinja idosas, devido às alterações hormonais provocadas pela menopausa.

Hábitos higiênicos inadequados, segurar demais a urina, imunidade baixa e prática sexual freqüente são fatores que podem favorecer o aparecimento da doença.

Mulheres grávidas também apresentam maior predisposição às infecções urinárias. De acordo com o urologista Fernando Koleski, do Hospital Vita Curitiba, quando não tratada adequadamente, a doença pode evoluir e até causar parto prematuro e aborto no primeiro trimestre de gestação.

Tratamento

Ao desconfiar da infecção, o primeiro passo é fazer um exame de urina para detectar o tipo de bactéria causadora do problema. “Somente depois será prescrito o antibiótico para o tratamento, que pode durar entre três e sete dias. Analgésicos também podem ser indicados para atenuar a dor”, explica Fraga.

O uso inadequado de antibióticos podem agravar o problema. A doença pode evoluir e atingir o rim, causando pielonefrite, cujos sintomas são dor nas costas na altura dos rins, febre alta, calafrios e toxemia (presença de toxinas no sangue).

Interromper o tratamento também pode ser perigoso, pois torna as bactérias resistentes. Cerca de metade das mulheres que procuram o médico por conta da cistite apresenta de duas ou mais infecções urinárias ao ano.

Prevenção natural

A mais nova aliada na prevenção de infecções urinárias é o cranberry, uma fruta ainda pouco comum no país.

Estudo realizado pela Universidade de Harvard, feito com 1.049 participantes, mostrou que o consumo diário de produtos à base da fruta, ao longo de um ano, reduzia a incidência de infecções urinárias em 35%. O efeito foi ainda maior em mulheres. Nelas, a redução foi de 39%. O alimento possui substâncias que regulam o pH da vagina e protegem o tecido da bexiga da aderência bacteriana.

O mirtilo, mais fácil de ser encontrado no país também pode ajudar a diminuir as infecções na bexiga. “Não há consenso quanto a quantidade terapêutica do suco ou das cápsulas. Mas o orientação tem sido de 400 miligramas ao dia”, revela Fraga.

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