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Stent, agora na versão absorvível

Dispositivo de desobstrução arterial que “desaparece” no organismo chega ao Brasil

Nova tecnologia de desobstrução das artérias do coraçã
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o, o stent bioabsorvível chegou ao Brasil no fim de novembro, com a primeira cirurgia feita no país pelos hospitais Costantini, em Curitiba, e Albert Einstein, em São Paulo. Ele ainda expande o vaso obstruído pelo acúmulo de gordura, favorecendo o fluxo sanguíneo, como os antigos stents metálicos, mas a estrutura não fica como corpo estranho no organismo, sendo expelida em até 18 meses pela urina como água e dióxido de carbono. A mudança é considerada uma revolução nas técnicas cardiológicas pelos especialistas, que ainda pesquisam outros benefícios e riscos do stent que “desaparece”.

“O novo stent não é rígido, é formado por um tecido plástico de ácido poliláctico, envolto com medicamento, que permite a expansão da artéria. É um tubo mais fisiológico, que acaba absorvido pelo organismo”, explica o diretor geral do Hospital Cardiológico Costantini, Costantino Costantini. Entre os principais benefícios, o cardiologista do Hospital Papa Giovanni 23, de Bergamo, na Itália, Giulio Guagliumi, explica que a estrutura maleável do stent permite a constrição e dilatação do vaso como se não houvesse nada ali. “O paciente com muitas morbidades, como diabete, tabagista, pressão alta, obeso está começando a ter arterosclerose em idade mais jovem. Uma técnica que não exija a implantação permanente do stent pode trazer vantagens caso seja necessária nova cirurgia”, diz ele, que esteve em Curitiba para o 14º Simpósio Internacional de Cardiologia Intervencionista, promovido pelo Hospital Cardiológico Costantini, nos dias 27 e 28 de novembro.

Apesar de recente no Brasil, a técnica do stent bioabsorvível é realizada desde 2011 em países da Europa. De acordo com Costantino, a perspectiva brasileira é montar um registro de pacientes que tenham artérias com anatomias mais simples, para que o stent seja testado.

Riscos

Há dois riscos envolvendo a nova técnica, segundo o pesquisador italiano: o primeiro é a incapacidade de o stent ser colocado na lesão, porque o implante exige a identificação exata dela. A malha do stent também é mais grossa que a normal, o que exige cuidados. “O segundo é o de deixar o stent mal posicionado, que aumenta o risco de casos de peroprocedural, lesões que ocorrem antes, depois ou mesmo durante o procedimento, e trombose”, alerta. Além disso, o material plástico não pode ser muito estendido, como o de metal, pois pode fraturar a peça.

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