Terapia ayurvédica: bem-estar que vem da Índia
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Quando ouviu de médicos que não havia o que fazer para aliviar seu sofrimento, ele resolveu procurar terapias alternativas e achou o ayurveda. Em cerca de sete meses, após um tratamento que incluiu mudanças na alimentação, massagens e ervas, o refluxo e a prostatite estavam curados. “Eu também tinha insônia, dormia só três ou quatro horas por noite. Hoje durmo bem, estou mais tranquilo e equilibrado”, conta Nelson.

Ayurveda significa conhecimento (veda) da vida (ayur) e essa tradução desvenda um pouco do que é a terapia. Com cerca de 5 a 6 mil anos de existência, a medicina tradicional indiana trabalha com o reequilíbrio orgânico, emocional e espiritual do paciente. “Trata o ser humano como um todo, inclusive o ambiente em que ele vive e seus hábitos de vida”, explica a terapeuta ayurvédica Aline Reipert.

Para o ayurveda, toda a matéria é formada por cinco elementos: éter, ar, fogo, água e terra. Isso vale também para o ser humano. E são esses elementos que constituem os chamados doshas: vata, pitta e kapha. Todos temos graus diferentes de cada um deles e normalmente um que domina. Este é o dosha principal da pessoa, que vai determinar suas características físicas e mentais. São sete constituições físicas baseadas nos três tipos básicos: vata, pitta, kapha, vata-pitta, vata-kapha, pitta-kapha e vata-pitta-kapha. O mais comum é o tipo bidosha e o mais raro, o tridosha.

Faça o teste e descubra qual o seu dosha

“A constituição serve de referência no tratamento. Só que mais importante do que saber qual a estrutura da pessoa é descobrir o que está em desarmonia”, afirma o terapeuta ayurvédico Max Reis. Ele explica que um dosha em desequilíbrio pode gerar toxinas, que causam doenças. Por isso, o primeiro passo do tratamento é reduzir essas toxinas.

O tratamento

Na primeira consulta, o terapeuta ayurvédico faz a anamnese – uma entrevista sobre hábitos de vida, problemas físicos e emocionais – e o diagnóstico pela observação de pulso, língua, unhas, pele, cabelos e urina. O tratamento depende muito do paciente, porque além das massagens com óleos específicos e uso de ervas, inclui mudanças na rotina.

A alimentação é uma das principais. “O conceito é bem diferente do ocidental. Para o ayurveda, não é o alimento em si que é ou não saudável”, diz Max. Cada dosha tem comidas que são boas e outras nem tanto. A parte boa dessa história é que quase nada precisa ser retirado do cardápio: quando se opta por algo “ruim”, é possível usar alguns “antídotos”, como temperos ou dois alimentos bons para equilibrar. “Muitos dos tratamentos ayurvédicos estão na nossa cozinha.”

E nos nossos costumes. “As terapias trazem de volta o equilíbrio físico e emocional. E a mudança de hábitos garante que o desequilíbrio não ocorra novamente. Com o tempo, a pessoa identifica o que traz desarmonia e lida com isso de forma a não adoecer”, assegura Aline.

Serviço

Max Reis, terapeuta ayurvédico: Centro do Corpo Studio, Rua Ângelo Sampaio, 350, fone (41) 3016-8777, e-mail max@toquedesaude.com

Aline Reipert, terapeuta ayurvédica: fone (41) 9968-6310, e-mail aline.reipert@gmail.com

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