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Hospital Pilar Instituto de Oncologia do Paraná

Testosterona em equilíbrio

Check-ups regulares e hábitos saudáveis ajudam a evitar a queda do hormônio masculino



Marivaldo Silva, 52 anos, com filha Mayra: boa alimentação e atividades físicas previnem os problemas do envelhecimento

Cansaço, falta de desejo sexual, insônia e diminuição da força e vitalidade parecem ser sintomas normais do envelhecimento do homem, mas podem esconder um problema maior: uma queda mais acentuada dos níveis de testosterona, o hormônio responsável pelas características masculinas. “Existe uma perda natural da produção de testosterona com o envelhecimento (cerca de 1% ao ano), principalmente, a partir dos 40 anos. Se a redução for maior, pode indicar que haja um distúrbio”, alerta Marcus Vinícius Salazar, médico endocrinologista do Hospital Constantini.

O Distúrbio Androgênico do En­­velhecimento Masculino (Daem) costumava ser chamado de andropausa, mas a nomenclatura foi abandonada pelos médicos por fazer uma falsa associação à menopausa, que atinge todas as mulheres depois dos 40 anos. O problema masculino, na realidade, acontece de maneira mais lenta e progressiva que nas mu­­lheres – atingindo cerca de 20% dos ho­­mens com mais de 50 anos no Brasil, segundo dados da So­­cie­­dade Brasileira de Urologia (SBU).

O diagnóstico preciso do distúrbio, no entanto, é complicado, pois sintomas como disfunção erétil, perda de massa muscular, diminuição da capacidade cognitiva, perda da libido e cansaço podem estar relacionados a outras doenças. “Para fechar um diagnóstico de Daem é preciso estabelecer o quadro clínico com a presença de sintomas associada à diminuição dos níveis sanguíneos de testosterona”, explica o presidente da SBU Seccional São Paulo, Archimedes Nardozza Júnior.

É importante que os homens estejam sempre atentos a estes sintomas e, quando houver a suspeita do distúrbio, façam acompanhamentos regulares no médico. Diabete, problemas na tireoide, obesidade e estresse são algumas das doenças que podem interferir no nível de testosterona no sangue e confundir o diagnóstico. Esses distúrbios têm tratamentos simples, que podem fazer os níveis do hormônio voltarem ao normal e não caracterizam o Daem.

Vilões

Não há uma causa precisa para o distúrbio, porém, hábitos como o sedentarismo, o tabagismo e a obesidade podem contribuir para a redução na produção de testosterona. A recomendação médica é não deixar os cuidados para depois. “Manter hábitos de vida saudáveis com uma boa alimentação e a prática de atividades físicas é uma boa forma de prevenção desses problemas. Também é importante buscar auxílio médico de maneira preventiva, para ter o diagnóstico precoce das doenças”, indica Cyro Cezar de Oliveira, urologista colaborador do Instituto Med Prev.

O representante comercial Marivaldo Francisco Silva, 52 anos, dá o exemplo quando o assunto é prevenção. Ele vai ao consultório do urologista com frequência e realiza exames periódicos para estar sempre com a saúde em dia. “Faço caminhadas pelo menos quatro vezes na semana, procuro me controlar na alimentação, não fumo e durmo oito horas por noite, isso ajuda a driblar o es­­tresse do trabalho e ter uma vida melhor”, afirma.

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Sugestão de leitura:

Vida e prazer após os 50 – O impacto da reposição hormonal masculina sobre sua qualidade de vida
Maurício Bunderg Forneiro. Editora Batel.

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