Confira os prós e contras da técnica da espuma para tratar varizes

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, apesar de ser considerado seguro e de baixo custo em comparação aos outros, o método da espuma tem um alto índice de recorrência

Foto: Bigstock

Basta uma pequena quantidade de espuma aplicada na veia através de uma seringa e, em poucos segundos, adeus às varizes. Parece mágica? Não é. Embora exista há mais de 30 anos, a esclerose com espuma ganhou destaque recentemente. A técnica capaz de secar vasos sanguíneos prejudicados, porém, não serve para todos os casos. Quando o objetivo principal é a estética, deve ser repensada, pois pode causar manchas escuras na pele.

“Os pacientes acham que a espuma é milagrosa. Ela é um método de neutralizar a doença, não de curar. Além das possíveis manchas, pode causar dor e inchaço local”, explica Alexandre Shiomi, cirurgião vascular do Hospital Santa Cruz. Segundo o especialista, a procura pelo tratamento de varizes com espuma cresceu consideravelmente nos últimos meses. “Ela pode ser indicada para fins estéticos, mas depende do caso. O especialista deve avaliar a necessidade”, pondera.

Formada por um medicamento esclerosante e gás carbônico/oxigênio, a técnica da espuma é indicada para tratar pacientes com hipertensão venosa, varizes calibrosas, úlceras de perna ou quem tem risco aumentado para realizar a cirurgia (tratamento convencional). Pessoas que têm insuficiência venosa crônica também reagem bem à técnica. “O tratamento é bom, mas é preciso entender e respeitar quando ele é aplicável” afirma José Fernando Macedo, do Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Curitiba (IACVC). Quem tem alergia ao polidocanol ou já teve embolia pulmonar, assim como gestantes e pessoas com doenças arteriais não devem realizar a técnica.

Para os especialistas, o tratamento de varizes que proporciona o melhor resultado é a combinação de três técnicas: a esclerose com glicose, a radiofrequência e o laser transdérmico. Porém, devido ao alto custo da sessão, que pode sair por mais de R$ 800, os pacientes optam por apenas uma. “Para perceber uma melhora de 70% a 80% na lateral da coxa, por exemplo, são necessárias cerca de três sessões, no mínimo”, afirma Shiomi. Uma sessão da técnica com espuma custa, em média, R$ 350.

Confira os prós e contras da técnica com espuma:

Prós

– Tem uma aplicabilidade eficiente em úlceras venosas e nas varizes de médio e grosso calibre;

– A técnica facilita a cicatrização das feridas em casos de úlceras, dispensando a necessidade de cirurgia;

– A recuperação do paciente é muito mais rápida em comparação à cirurgia;

– Pode ser aplicada no consultório do médico angiologista e não requer anestesia.

Contras

– As chances de a espuma deixar manchas na pele são altas, de acordo com os especialistas. Shiomi explica que elas podem levar meses para sair e, em alguns casos, é preciso fazer um tratamento com peeling e ácidos;

– A durabilidade é bem menor em relação às outras técnicas, com “prazo de validade” de um a dois anos. Por conta disso, é preciso fazer acompanhamento médico caso uma nova aplicação seja necessária;

– Em estudo publicado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), foram percebidas reações adversas além das manchas na pele, como a ocorrência de tromboflebite, trombose venosa menor e reação alérgica local em alguns casos;

– De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, apesar de ser considerado seguro e de baixo custo em comparação aos outros, o método da espuma tem um alto índice de recorrência. Em seis anos, as varizes podem voltar em até 90%. Por outro lado, a SBACV recomenda o uso da escleroterapia com espuma para tratar veias que voltaram mesmo após a cirurgia convencional ou tratamento por termoablação.

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