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Malhar tomando “choque”? Academia de Curitiba traz essa proposta – Viver Bem testou

Academia em Curitiba tem tecnologia que estimula 350 músculos durante 20 minutos, o que equivale a três horas de musculação

(Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

A promessa da tecnologia XBody, que acaba de chegar a Curitiba, é grande. Ao estimular 350 músculos ao mesmo tempo, durante 20 minutos, a eletroestimulação muscular traz resultados de tonificação, fortalecimento e emagrecimento em até um mês, ou oito encontros – bem menos que os três meses preconizados por qualquer exercício físico.

Ela também é vista como uma opção para quem não gosta da academia tradicional, visto que os 20 minutos de exercício, de duas a três vezes na semana, equiparam-se a três horas de musculação. Celulites, dores nas costas e até a postura prometem ser corrigidas também pela tecnologia, indicada tanto para jovens ativos quanto para idosos, adultos sedentários e obesos.

Com tantas promessas, o Viver Bem acompanhou uma aula da academia TecFit Batel, que abre as portas nesta segunda-feira (22), para verificar a novidade e destacar os pontos positivos e negativos da tecnologia que conquistou atletas, como Usain Bolt, e famosos como as atrizes Deborah Secco e Claudia Raia.

Como funciona?

A ideia é que a eletroestimulação atinja todos os músculos, inclusive aqueles cuja contração é involuntária. Para tanto, o praticante coloca uma camiseta e calça feitas a partir de algodão e elastano e, por cima, é presa uma veste com eletrodos molhados em água, que vão fazer a distribuição correta da corrente elétrica. Sem molhar, a roupa com os eletrodos não funciona e a pessoa não sente o formigamento que a máquina proporciona. Todas as peças são disponibilizadas pela academia.

Vestido, o professor conecta, a partir de um cabo, a veste do praticante a um totem – que é o aparelho de eletroestimulação. Disposto em frente ao espelho, a pessoa se vê durante todo o exercício e consegue imitar os movimentos do professor, que acompanha até dois alunos por vez.

(Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

As vestes são colocadas em cima da camiseta e calça de elastano e algodão, com os eletrodos (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

São indicados um a dois treinos por semana, pensando em indivíduos sedentários ou que praticam exercícios sem muita regularidade, e três práticas semanais apenas para quem for  mais ativo, como atletas. Não são indicadas mais práticas por semana para evitar desgaste muscular. Quando for fazer uma aula de eletroestimulação, não vá a academia no mesmo dia.

Vou sentir dor?

A primeira sensação, ao ligar a máquina, é que o corpo todo passa a formigar, e a intensidade muda conforme o desejo do professor. O formigamento se assemelha, primeiro, a cócegas e, depois, a um descontrole sobre os músculos. Com isso, os movimentos propostos são cada vez mais difíceis de realizar, mas em nenhum momento você sente dor. Ela vem nos dias seguintes, visto que muitos músculos são trabalhados de uma vez.

“Depois da prática é importante que a pessoa tome muito líquido, água principalmente, e se alimente de proteínas para reforçar a massa magra. É indicado evitar bebidas alcoólicas e, se não puder, que intercale com água para hidratar bem o corpo. Caso contrário, a recuperação demora mais a chegar”, explica Keko Rodrigues, diretor técnico da tecnologia XBody, e professor na aula do Viver Bem.

(Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

No totem pode ser vista a intensidade da eletroestimulação em cada grupo muscular (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

É uma aula de academia tradicional?

Os movimentos que o professor propõe ao aluno são bem semelhantes àqueles feitos em aparelhos de academia, como agachamentos, movimento de braço junto ao peito e pernas jogadas para trás. Mas o estímulo muscular torna mais difícil de realizá-los, exigindo um esforço extra do praticante.

Novamente, não se trata de sentir mais dor, mas de dificuldade – pois parece que algo está segurando o braço ou a perna, fazendo uma força contrária.

Os 20 minutos de prática são divididos em dois momentos, especialmente se for a primeira vez. No início, o professor testa a capacidade muscular e a coordenação motora do aluno. Pode não parecer, mas é preciso ter muita coordenação, porque a veste com os eletros faz com que o movimento não pareça tão natural.

(Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

Posição de alívio entre os movimentos, sob orientação do Keko Rodrigues, diretor técnico da tecnologia (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

No segundo momento, os mesmos movimentos são intensificados e é possível que, de formigamento, a pessoa sinta – em alguns momentos – como se pequenas agulhas agarrassem a musculatura. A sensação, porém, é temporária e suportável.

Para alívio, há uma posição que ajuda a relaxar entre as práticas, que é de leve agachamento com os braços cruzados em frente ao peito. De fato, a posição permite ao praticante respirar e se preparar para as etapas seguintes.

Sem impacto, sem lesão

Por não fazer uso de pesos, a tecnologia de eletroestimulação muscular não gera impacto, reduzindo o risco de lesões especialmente entre o grupo de pessoas sedentárias, acima do peso. A indicação de uso do aparelho, de acordo com Felipe Castro, CEO da tecnologia no Brasil, é para qualquer pessoa que vá em uma academia tradicional, exceto gestantes, pessoas que fazem uso de marcapasso, quem tiver hérnia na região abdominal, com problemas neurológicos ou crises de labirintite.

(Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

Movimentos com a veste se assemelham aos da academia tradicional, mas são intensificados pela corrente elétrica da veste (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

Funciona de verdade?

Embora os defensores da tecnologia creditem a ela redução de gordura corporal , tonificação e fortalecimento muscular, alívio de dor nas costas, melhora postural, entre outros, ainda não há estudos científicos suficientes que comprovem todos esses benefícios.

Inclusive, na área de fisioterapia, onde a tecnologia é amplamente utilizada há anos, os profissionais também não sabem dizer se a eletroestimulação funciona sozinha ou apenas em associação a outras técnicas.

“A eletroestimulação, na fisioterapia, é sabido: aumenta a massa muscular, mas os fisioterapeutas não conseguem identificar se é só a eletroestimulação, se é em conjunto com o modelo tradicional de reabilitação ou se é só a reabilitação. Em pacientes com alguma deficiência ou lesão articular, sabemos que a eletroestimulação tem bons resultados, mas em pessoas sem lesão, ainda não”, explica Ricardo Cunha, professor da disciplina de Fisiologia da Universidade Positivo.

Incentivo

O benefício maior dessa tecnologia, segundo Cunha, é a opção que ela oferece aos praticantes. “Metodologias novas são sempre bem vindas para motivar o indivíduo a fazer atividade física. E, lógico, elas vão sempre prometer milhões de coisas, mas o mais importante é a motivação da pessoa que não gosta da musculação tradicional, que é realmente monótona, para se manter fisicamente ativa”, diz.

Serviço

TecFit Batel

No Brasil, a tecnologia pode ser encontrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e, agora, Curitiba:

Endereço: Avenida Sete de Setembro 6248 A – Batel.

Telefone: (41) 3092-4929

Valores: pacotes variam de R$ 240 (contrato anual no horário normal, das 9h às 17h, de segunda a sexta, e das 11h Às 14h aos sábados, uma vez por semana) a R$ 1.100 (contrato mensal no horário premium, das 6h às 22h, de segunda a sexta e das 8h às 14h aos sábados, três vezes por semana).

Mais informações, aqui.

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