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Saúde e Bem-Estar

Ficar muito tempo em frente às telas pode gerar comportamento agressivo?

Resultados preliminares de um dos maiores estudos já realizado mostra que as telas podem afetar estruturas no cérebro, especialmente em crianças com transtornos de atenção (TDAH)

  • PorAmanda Milléo
  • [13/01/2019] [15:00]
Agressividade e impulsividade podem surgir entre grupos específicos de crianças que fazem uso exagerado de telas, como videogames ou smartphones (Foto: Bigstock)
Agressividade e impulsividade podem surgir entre grupos específicos de crianças que fazem uso exagerado de telas, como videogames ou smartphones (Foto: Bigstock)| Foto:

Os resultados preliminares de um dos maiores estudos já realizado sobre a relação entre o tempo de tela — em smartphones, computadores e videogames — com o comportamento de crianças e adolescentes indicam que as tecnologias podem, sim, exacerbar a agressividade e a impulsividade dos jovens, ainda que em grupos específicos.

O grupo em questão seria formado por crianças cujo lobo frontal cerebral é mais imaturo que o lobo posterior. Nelas, o maior tempo de tela tenderia a uma maior incidência de um comportamento agressivo, conforme ressalta o estudo divulgado no início de janeiro na revista científica NeuroImage.

Os dados ainda são bastante iniciais e podem mudar conforme o avanço da pesquisa, mas isso não significa que os pais não devam prestar atenção neles.

Até o momento, o estudo Adolescent Brain Cognitive Development (ABCD) avaliou 4,5 mil participantes: crianças entre 9 e 10 anos, que serão acompanhadas durante uma década. Quando chegar ao fim, os pesquisadores terão analisados o comportamento de 11,5 mil adolescentes. Para verificar o impacto das tecnologias, os pesquisadores avaliarão o tempo de tela de cada participante, bem como os resultados de exames de ressonância magnética tomados a cada dois anos.

>> Até dois anos de idade, tempo de tela para crianças deve ser de zero, dizem pediatras

Tempo de tela não é o único culpado

Como o estudo ainda não chegou ao fim, os resultados vistos até o momento são meramente especulação, conforme lembra Antonio Carlos de Farias, médico neurologista do hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba. Porém, alguns dados indicariam que, talvez, o tempo de tela não seja o único culpado (ou nem o principal causador) das mudanças no comportamento.

“Foram encontradas alterações maiores em crianças com outros fatores de risco associados, como crianças com alguma patologia de base, ou que sofreram maus tratos, etc. Eles [os pesquisadores] não têm claro se os resultados são só pelo tempo de tela ou se o comportamento mais agressivo é mais impactante nas crianças que tenham essas associações”, explica o especialista.

<< Pais buscam alternativas para tirar crianças de eletrônicos

Crianças com transtornos de atenção (TDAH) têm um lobo frontal levemente menor que as crianças sem o diagnóstico, reforça Farias, e nelas o tempo maior de tela está associado a uma agressividade maior também — conforme demonstra o estudo.

“Agora, existe uma lógica ao falar que se a criança tem esse transtorno de atenção, e esse é só um exemplo de doença, e a ela é agregado o tempo de tela, a tendência é que os sintomas de agressividade fiquem mais exacerbados”, explica o especialista, que reforça: “mas, por enquanto, não é possível afirmar claramente que ficar mais tempo na tela do celular ou videogame afetaria o cérebro, de forma geral”, completa Farias. 

O médico lembra ainda que cada geração, conforme os estímulos que recebe, tende a ter modificações nas estruturas cerebrais e que passar mais tempo em frente às telas não significa que isso trará apenas influência negativa para a vida familiar. “No meu doutorado, mensurei o impacto do videogame estruturado em habilidades como atenção, matemática e raciocínio abstrato. Quando as crianças são treinadas em um jogo que visa uma habilidade específica, elas adquirem mais destreza. Temos que tomar cuidado com isso de que o impacto é sempre negativo. Pode ter impacto negativo sobre algumas habilidades, mas positivos sobre outras”, lembra Farias.

Por garantia, reduza

Afetando as estruturas do cérebro de crianças e adolescentes, ou não, o ideal é que o tempo em frente a aparelhos eletrônicos seja sempre controlado pelos pais. Um guia divulgado em 2018, a Sociedade Brasileira de Pediatria sugere o tempo para cada atividade, conforme a faixa etária das crianças e adolescentes. Confira:

Dos 0 aos 2 anos de idade: o tempo de tela indicado para esta faixa etária deve ser de zero.

Dos 3 aos 5 anos de idade: o tempo de tela indicado para esta faixa etária deve ser de, no máximo, duas horas por dia.

Dos 6 aos 19 anos de idade: o tempo de tela indicado para esta faixa etária deve ser de, no máximo, duas horas por dia, exceto quando se tratar de tarefas escolares.

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