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Tremedeira no olho pode ser causada por estresse e até mesmo tumores

Estresse, excesso de cafeína, ansiedade e falta de sono são as causas mais comuns relacionadas ao tremor

Tremor nas pálpebras: causas vão de estresse a tumoresTremor nas pálpebras: causas vão de estresse a tumores (Foto: Bigstock)

Em dias de estresse, ansiedade, falta de sono e excesso de cafeína, um sinal de que algo não vai bem está no olhar: pálpebras tremendo. Embora essas sejam as causas mais comuns do tremor (aquele repuxar quase imperceptível que só sente quem prestar atenção), especialistas indicam que quem tem os sinais com frequência deve ir ao médico.

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Na maioria das vezes, o fenômeno neurológico não implica em nenhuma doença, conforme explica Gustavo Franklin, médico neurologista do hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), mas é preciso um olhar de especialista, visto que os tremores podem ter causas variadas.

“Quando falamos de pálpebras tremendo, remetemos a vários fatores. O estresse está relacionado àquela contração involuntária, rápida, geralmente unilateral [um lado só], chamada de mioquimia. É o movimento involuntário de contração de uma fibra muscular nas pálpebras. Mas nem tudo é mioquimia”, reforça o médico. 

Doenças que puxam a pálpebra

Há contrações que, ainda que ocorram de um lado do rosto, acabam por puxar o olho ou mesmo fechá-lo totalmente. Em outros casos, o tremor fecha os dois olhos ao mesmo tempo. Esses dois sintomas não são decorrentes do estresse ou excesso de cafeína, mas de doenças mais importantes.

“Podem ter causas que o desencadeiem, como a presença de um tumor, ou mesmo ter causa idiopática, desconhecida. A própria mioquimia pode ocorrer por uma doença neurológica, como a esclerose múltipla ou tumores cerebrais. Mas, nesse caso, [os tremores] são mais repetitivos”, reforça Franklin.

Algumas contrações são tão significativas que, além da pálpebra, acabam afetando outros grupos musculares no rosto, como a língua. “A mioquimia, na maioria das vezes, é benigna e idiopática. A minoria é causada pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou tumores do tronco cerebral. Mas grande parte das vezes a causa é benigna”, diz o neurologista. 

De acordo com Reginaldo Oliveira Filho, hospitalista clínico do hospital São Vicente, em Curitiba, há ainda causas oftalmológicas que podem resultar em tremores. “Existem algumas doenças oculares que fazem isso, como a ceratite, doença da córnea, e doenças neurológicas, que atuam na placa neuromotora e que se manifestam como esses espasmos musculares”, diz.

O que diferencia esses casos dos espasmos benignos é a intensidade do sintoma: “Se for algo esporádico, e em um movimento pequeno, geralmente a causa é estresse ou cansaço. Mas se é algo que atrapalha a vida do paciente, então é preciso investigar”, completa o hospitalista clínico.

Tratamentos

A primeira etapa para o tratamento dos tremores nas pálpebras, conforme explica Reginaldo Oliveira Filho, hospitalista clínico, é a anamnese do paciente, ou uma entrevista, que verifica a frequência do sintoma e outros detalhes de estilo de vida.

“Assim é possível mensurar se tem algum fator de risco, ou sintomas de outras doenças que podem trazer o tremor. Pessoas com rinite, por exemplo, podem coçar o olho, gerar uma inflamação, e favorecer o tremor. Problemas com o olho seco, decorrente de alguma medicação, também podem levar ao tremor”, reforça o médico.

Os tratamentos visam atingir a causa principal do sintoma — seja reduzindo o estresse ou a condição que levou ao tremor. “Quando é algo que atrapalha a qualidade de vida, há inúmeras alternativas, como a aplicação da toxina botulínica. Se a causa for uma deficiência em nutrientes ou vitaminas, a suplementação pode ajudar”, diz o hospitalista.

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