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Como cortar as unhas de bebês (e adultos) corretamente para evitar que encrave

Seja pelo formato da unha, que predispõe ao dano, ou o corte errado, a unha encravada em bebês deve ser tratada para que não gere infecção

Unha encravada em bebês: o que fazer?Bebês também podem ter as unhas dos pés encravadas, especialmente o primeiro dedo; tratamento pode ser simples, com mudança na hora de cortar, a cirurgia (Foto: Bigstock)

Bebê com unha encravada? Acontece, e é uma situação relativamente comum. Seja por conta do formato da unha dos recém-nascidos e bebês, que predispõe ao problema, ou seja pelo corte inadequado feito pelos pais ou responsáveis, o momento de aparar as unhas da criança deve ser de atenção redobrada, afim de evitar lesões importantes e até infecções.

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No momento do corte das unhas, deve-se prestar atenção aos cantos e deixá-los intactos. Do contrário, a unha passa a crescer para o lado errado, e vem a encravar logo na sequência.

A forma correta de cortar as unhas do bebê é reta, sem cortar os cantinhos, permitindo que a unha cresça livremente para fora da pele“, explica Maraya Mainardi, médica dermatologista pediátrica do hospital Pequeno Príncipe.

Os sinais mais comuns de que a unha encravou são de inflamação e, entre os bebês, a indicação pode ser ainda mais sutil, como: “O bebê sente dor quando alguém manipula a região da unha, ou reage ao toque e, com o passar do tempo, se a inflamação continuar, pode formar uma bolinha, que é um granuloma”, reforça a dermatologista.

Tratamentos mais indicados

O tratamento da unha encrava em crianças vai depender do grau e estágio de inflamação. Se for em um estágio inicial, basta uma orientação adequada aos pais de como fazer o corte mais adequado e o manejo correto daquela unha.

Até mesmo uma massagem no local tende a facilitar o desencravamento, segundo Daniela Seidel, médica pediatra com ênfase em cuidados na pele da criança e do adolescente da Clinikids.

“Pode-se passar um óleo, aqueles de bebê mesmo, ou um creme hidratante em cima da unha e esfregar na pele em volta da unha. Os movimentos sempre do meio da unha para a lateral, pois assim ajudará a soltar a pele encravada”, reforça a pediatra.

Caso haja uma inflamação em um estágio mais avançado, é preciso avaliar se não há nenhuma infecção e, então, o tratamento inclui o uso de antibiótico tópico ou oral. Esses são cenários mais raros com bebês e crianças pequenas.

Nas unhas encravadas mais resistentes, que não apresentam melhora com o tratamento clínico, e haja um sofrimento e interferência no dia a dia, é possível fazer a indicação da cirurgia, mesmo entre crianças, embora seja bem mais incomum.

“No caso de uma cirurgia, não se arranca mais a unha. Hoje tem uma cirurgia específica, que faz o corte apenas do canto da unha que está encravado. É feita uma ablação da parte lateral do canto da unha, de forma que a unha passe a crescer livremente, sem encravar”, sugere a dermatologista Maraya Mainardi.

Qual unha merece mais atenção?

Em geral, a unha mais acometida no pé é o dedão ou o polegar e tende a afetar, com mais frequência, homens dos 10 aos 30 anos de idade. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia, além do corte inadequado, outros fatores tendem favorecer o quadro de encravamento da unha (principalmente entre os adultos), como por exemplo:

Anormalidades na forma da unha;

Excesso de suor nos pés, deixando o ambiente úmido e machucando a pele ao redor das unhas;

Uso de sapatos apertados;

Uso de meias sintéticas.

Quando o caso da unha é simples, a aplicação de órteses ou chumaços de algodão que separam a espícula da unha da pele ao redor pode ajudar. Há ainda a indicação de banhos de imersão do pé em soluções com antissépticos e agentes secativos. Quem preferir, água quente e sal também tende a ajudar a reduzir a inflamação, de acordo com a SBD.

Se surgir o granuloma (ou aquelas bolinhas ao redor da unha encravada), além de sentir dor, a lesão sangra com mais facilidade e o tratamento deve ocorrer no consultório dos médicos dermatologistas. Para tratá-la, são indicadas aplicações de ácidos fortes ou a crioterapia, além de antibioticoterapia tópica realizada em casa. Caso não seja suficiente, o médico poderá indicar a cirurgia.

Não se retira mais a unha completa nos procedimentos cirúrgicos de unha encravada. Isso porque, certamente, a unha voltará a encravar ao crescer. 

“O tratamento cirúrgico visa desobstruir a passagem da unha, retirando até sua matriz e o canto que encrava, que poderá, então, crescer livremente. Há diversas técnicas, utilizando o fenol ou não, com ou sem pontos para fechar o defeito criado. Quando a intervenção é bem indicada e realizada nas condições ideais, as taxas de recidiva são baixas, desde que o paciente evite os hábitos que o levaram a desenvolver o problema”, reforça o site da SBD.

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