Vacina contra acne promete ser a solução para acabar com o problema

Pesquisadores descobriram que ao conter a proliferação de uma bactéria presente na pele poderiam reduzir os sintomas da acne

Vacina contra espinhas e acne está sendo produzidaPesquisadores desenvolvem vacina capaz de prevenir sintomas de acne (Foto: Bigstock)

Para que as futuras gerações de adolescentes não precisem se preocupar com as espinhas, pesquisadores de diversas nacionalidades estão em busca de uma vacina contra a acne — e os estudos que vem desenvolvendo apresentam resultados otimistas para os médicos dermatologistas e pacientes.

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Na publicação mais recente, divulgada pela revista científica Journal of Investigative Dermatology, os pesquisadores anunciam a relação, que até agora era estimada, entre a ação de uma proteína secretada pela bactéria presente na pele humana e o desenvolvimento das espinhas.

Embora a bactéria, conhecida como Propionibacterium acnes ou P. acnes, seja comum na nossa pele, em algumas pessoas ela se prolifera de forma intensa, secretando as toxinas que a tornam mais agressiva. A bactéria não é a responsável direta ou causadora da acne, mas contribui com o surgimento da doença, conforme explica Tatiana Gabbi, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“A vacina vai ajudar a controlar a proliferação da bactéria e os sintomas a acne inflamatória, mas é algo que está em fase de estudos ainda. Os pesquisadores já viram a eficácia no modelo animal, realizado em camundongos, e em um modelo ex-vivo, que não é feito em seres humanos, mas recria o mesmo ambiente”, diz a especialista.

Ainda levarão alguns anos para o desenvolvimento efetivo da vacina, mas a novidade é vista como promissora e interessante, especialmente aos pacientes que não obtêm bons resultados com o tratamento tradicional contra a acne.

“A vacina provavelmente será indicada a quem tem histórico de acne grave na família, ou já passou por outros tratamentos sem sucesso. Não é algo para tratar qualquer tipo de acne e o estudo ainda está bem no início, nem os pesquisadores indicam quem será beneficiado com o imunizante”, reforça Gabbi.

Enquanto a vacina não chega

Atualmente há diversos tipos de tratamentos para combater a acne, e eles variam conforme a origem do problema e a resposta do paciente. Isso porque existem, também, diferentes tipos de acne, que é uma doença complexa. Há doenças que estão associadas ao surgimento da acne, bem como a influência hormonal e até o estilo de vida da pessoa afeta a saúde da pele.

Na maior parte das vezes, porém, consultam-se com médicos dermatologistas pacientes com acne de grau dois, onde há presença de espinhas, mas que não deixam tantas marcas, e cravos.

“O tratamento mais comum, nesse caso, é o uso de medicamentos tópicos, como sabonetes, loções noturnas e filtros solares. Depois, dependendo de como o paciente responde, podemos prescrever medicamentos orais e entram várias opções. Há aqueles que atacam diretamente as bactérias com antibióticos ou o tratamento hormonal”, explica Tatiana Gabbi, médica dermatologista.

O diagnóstico da acne, que pode ser desde juvenil à acne da mulher adulta, é feito a partir de uma análise clínica, feita em consultório médico, a partir de uma entrevista com o paciente sobre os hábitos de vida. Se o dermatologista achar necessário, podem ser solicitados exames de sangue

“A acne não é uma única doença. Existem a acne juvenil, a medicamentosa, a cosmética, a acne da mulher adulta, entre outras. É preciso entender o que acontece com o paciente antes de pensar em tratamento” – Tatiana Gabbi, médica dermatologista. 

Sinais

Os principais sintomas da acne são, de acordo com informações divulgadas no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

  • Comedões (cravos);
  • Pápulas (lesões sólidas arredondadas, endurecidas e eritematosas);
  • Pústulas (lesões com pus);
  • Nódulos (lesões com inflamação que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem levar à destruição de tecidos, gerando cicatrizes);
  • Cistos (maiores que as pústulas, inflamados, expandem-se por camadas mais profundas, sendo dolorosos e deixando cicatrizes).

Embora as lesões apareçam com mais frequência na região do rosto, costas, ombros e peito também podem ser acometidos.

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