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Vacinas não duram para sempre; confira quais perdem a eficácia ao longo dos anos

Algumas só exigem uma dose, enquanto outras precisam ser reaplicadas todos os anos ou a cada década. Confira!

Quais vacinas devem ser reforçadas e quais podem ser aplicadas apenas uma vez na vida?Quais vacinas devem ser reforçadas e quais podem ser aplicadas apenas uma vez na vida? Foto: Bigstock

Nem toda vacina pode ser aplicada apenas uma vez na vida. Com o passar dos anos, a memória do nosso sistema imunológico a determinados imunizantes pode diminuir. É nessa hora que o reforço deve ser feito, a fim de evitar que o corpo fique vulnerável às infecções.

Vacinas nada mais são que um estímulo inteligente para o sistema imunológico. Ao serem expostas aos vírus mortos (ou vivos, porém atenuados) presentes nas vacinas, as células de defesa do organismo criam os chamados ‘anticorpos’. Assim, quando o corpo for exposto ao agente infeccioso, seja ele um vírus ou uma bactéria, o sistema imune saberá como combatê-lo. Afinal, já viu a versão atenuada desse mesmo micro-organismo antes e tem os anticorpos necessários a esse combate. 

“Em uma exposição futura a tais agentes infecciosos, as células de defesa estarão prontas com a memória imunológica para combatê-los, evitando as doenças”, esclarece a médica coordenadora do departamento científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Ana Karolina Barreto Marinho.

Proteção limitada?

Embora a proteção contra febre amarela exija apenas uma doses de vacina, para que o corpo fique sempre protegido contra a gripe, no entanto, é preciso um reforço vacinal anual. Mas por que algumas vacinas podem ser aplicadas apenas uma vez e outras precisam de várias doses, ao longo da vida?

De acordo com Bernardo Montesanti Machado de Almeida, médico infectologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), em Curitiba, alguns fatores explicam essas diferenças. A mudança estrutural no vírus, como ocorre com o imunizante contra a gripe, é um deles. É por esse motivo que há campanhas de vacinação contra a gripe todos os anos, em todo o mundo, com as vacinas modificadas e preparadas para o combate dos vírus alterados  — embora esteja em estudos uma nova vacina contra a gripe que não precisaria ser alterada todos os anos.

Há também uma queda natural da proteção imunológica com o tempo. É como se as células de defesa se esquecessem de um dia terem visto aquele micro-organismo, e o reforço pela vacina ajuda as células a relembrarem. Nesse caso está a vacina contra difteria e tétano (dT).

“Infelizmente, a maioria se esquece das vacinas na fase adulta e isso abre a possibilidade de entrada de alguns vírus previamente eliminados no país ou em alguns estados, como o sarampo. Para boa parte das vacinas, basta realizar um ciclo de vacinação para se ter proteção contínua. Esse é o exemplo da tríplice viral (SCR) que necessita duas doses, hepatite B que necessita três doses e a febre amarela, onde uma dose basta. Porém, há outras vacinas que necessitam de reforço em períodos definidos, devido à queda de proteção com o tempo, como no caso da dT (difteria e tétano), que necessita de reforço a cada 10 anos, ou à mudanças estruturais do vírus, como no caso do influenza (gripe), que necessita de reforço anual”, explica o médico Bernardo Montesanti Machado de Almeida, infectologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR), em Curitiba.

Vacinação sempre em dia para todas as idades

Além dos reforços, adultos precisam receber vacinas que não foram aplicadas na infância, de acordo com o risco de exposição a determinadas doenças. “Existem vacinas que são indicadas dependendo da profissão, gestação e viagens”, completa a médica Ana Karolina.

No caso de adultos com bebês em casa, pode ser necessário o reforço da vacina contra coqueluche, pois familiares podem carregar a bactéria e não manifestar a doença. “Os pais ficam assintomáticos ou com sintomas leves, porém podem transmitir o agente infeccioso para o bebê. Como o sistema imune da criança ainda está em desenvolvimento e é mais vulnerável, ela pode pegar a doença e desenvolver os sintomas de forma mais grave”, explica a médica.

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Doentes, mesmo depois de vacinados

Mas por qual motivo vemos adultos contraindo doenças mesmo após terem sido vacinados na infância? Dependendo da idade, alguns adultos não receberam as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, ou, de acordo com o calendário vacinal da época, receberam apenas uma dose, segundo a médica Ana Karolina.

“Muitas pessoas não possuem o esquema completo. Por exemplo, são necessárias duas doses da vacina para caxumba, rubéola e sarampo (SCR ou MMR) para garantir uma proteção de 95 a 99% para sarampo. Uma dose apenas confere proteção mais baixa. Outro motivo pela qual podem ocorrer casos, mesmo em pessoas com vacinação completa, é que, apesar da proteção ser alta, sempre haverá uma pequena parcela de pessoas que não terão soroconversão. Para o sarampo, isso ocorre entre 1 e 5% dos casos. Isso significa que o esquema completo protege muito, mas não anula a possibilidade de infecção”, completa o médico Bernardo Montesanti.

No caso de adultos que não sabem quais vacinas tomaram, seja pela perdas da carteira de vacinação ou a falta de controle, todas as vacinas devem ser dadas novamente. “Elas não sobrecarregam o sistema imunológico. Na dúvida, sempre vale a pena vacinar, pois esta é a única maneira de evitar doenças graves e incapacitantes”, esclarece Ana Karolina. A melhor forma de estar em dia com a prevenção é consultar um profissional de saúde e acompanhar os calendários de vacinação específicos para a faixa etária, em especial crianças, idosos e gestantes.

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