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Pedras na vesícula não “saem” e o tratamento mais indicado é a cirurgia

O indivíduo que emagrece ou engorda muito, como quem passa pela cirurgia bariátrica, está mais suscetível a ter pedras na vesícula

Embora as causas principais ainda sejam desconhecidas pelos médicos, a condição é mais comum a partir dos 40 anos e em mulheres, em uma proporção de 3 para 1. Foto: Bigstock.Embora as causas principais ainda sejam desconhecidas pelos médicos, a condição é mais comum a partir dos 40 anos e em mulheres, em uma proporção de 3 para 1. Foto: Bigstock.

Os cálculos biliares ou pedras na vesícula são pequenas formações que podem ficar até anos dentro da vesícula, sem que você nunca perceba e nem mesmo sinta dor.

Embora as causas principais ainda sejam desconhecidas pelos médicos, a condição é mais comum a partir dos 40 anos e em mulheres, em uma proporção de 3 para 1.

A vesícula é responsável por armazenar a bile, líquido que ajuda na digestão de gorduras. Quando as pedras se formam e obstruem a passagem da bile, ou quando “decidem” sair da vesícula e seguir para o pâncreas ou fígado, acabam gerando dor no lado direito do abdome e cólica, podendo também ter sintomas de vômito, febre e – caso as pedras sigam para o fígado – icterícia, que deixa a pele amarelada. Esses últimos sinais aparecem quando a condição está mais grave.

Para tratar, basta retirar a vesícula através de uma videolaparoscopia. “Os médicos perceberam que a vesícula que produz pedras, mesmo que você retire todas elas, vai continuar produzindo. Logo, o melhor é retirá-la por completo. Os pacientes sempre perguntam se é possível viver sem a vesícula, e é sim, porque o fígado substitui essa função”, explica Alcides Branco Filho, médico cirurgião do aparelho digestivo.

A cirurgia é rápida e segura, na maior parte dos casos, e o paciente pode voltar ao trabalho uma semana depois do procedimento.

Nova dieta?

Nos 30 primeiros dias depois do procedimento, é recomendável diminuir o consumo de alimentos gordurosos e mesmo frituras. Após esse período, a alimentação pode voltar ao normal, sem problemas.

“Eventualmente, algumas pessoas podem ter dificuldades de digestão, principalmente de alimentos gordurosos, mas isso não é comum. O paciente também não precisa tomar qualquer remédio relacionado à condição para o restante da vida”, afirma Rodrigo Fontan, médico cirurgião do aparelho digestivo.

Mulheres em primeiro lugar

Os motivos que levam ao surgimento dos cálculos biliares ainda não são claros para a comunidade médica, embora alguns fatores possam estar relacionados. A começar pela obesidade, ganho e perda de peso muito grande e hormônios.

“Na pessoa que emagrece ou engorda muito, como quem passa pela cirurgia bariátrica, a pedra na vesícula é bem comum. Depois da gravidez também, e nesse sentido entra a questão hormonal, e é por isso que nas mulheres é mais comum”, explica Fontan.

O fator genético também influencia, de acordo com Branco Filho, além de doenças inflamatórias do fígado. Embora ter hábitos saudáveis não tenha relação com a prevenção da doença, sedentarismo e dieta rica em gordura podem  aumentar a probabilidade dos cálculos.

Exame certo

A melhor forma de diagnosticar os cálculos biliares é através do exame de ecografia, que mostra a formação das pedras antes que elas possam causar qualquer problema.

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