Xingar durante o treino na academia aumenta força física e resistência

Quem fala palavrão durante os treinos na academia tem maior predisposição à dor e demonstra mais força e resistência física, segundo pesquisa

Xingar na academia tem uma razão importante: força e resistência física (Foto: Bigstock)

Se você é do tipo de aluno de academia que se irrita com quem fala alto e xinga durante os treinos, saiba que essas pessoas podem ser mais fortes e resistentes que você. Um estudo realizado pela Universidade de Keele, no Reino Unido, pediu para que 81 jovens completassem dois experimentos de força física. Nos dois casos, quem xingava antes do exercício demonstrava maior força e resistência.

No primeiro experimento, 29 adultos participaram de um exercício curto, porém intenso, de treino na bicicleta. Todos fizeram o experimento em dois momentos: depois de xingar e depois de permanecer em silêncio. No segundo experimento, para verificar a resistência, 52 participantes completaram um teste isométrico do aperto de mão – também em dois momentos, depois de xingarem e depois de não xingarem.

Ambos os experimentos demonstraram maior força e resistência entre quem havia xingado e a explicação para isso, de acordo com o autor principal da pesquisa, Richard Stephens, seria a tolerância à dor depois dos palavrões.

“Nós sabíamos por pesquisas anteriores que xingar faz com que as pessoas sintam maior tolerância à dor. Uma possível razão para isso é que o palavrão estimula o sistema nervoso simpático do corpo, que é o sistema que faz com que o coração acelere quando você está em perigo”, explica o pesquisador. Ainda assim, Stephens não está totalmente confiante nessa explicação, visto que não viram uma mudança muito significativa na taxa de batimento cardíaco – que deveria mudar se o sistema nervoso simpático tivesse aumentado a força do participante.

“Então, o por quê dos palavrões terem esses efeitos na força e na tolerância à dor dos participantes continua um mistério a ser descoberto. Nós ainda temos que entender o poder completo do xingamento”, completa o pesquisador, em publicação da Universidade.

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