Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
  • Ícone FelizÍcone InspiradoÍcone SurpresoÍcone IndiferenteÍcone TristeÍcone Indignado
Foto: Visualhunt
Foto: Visualhunt| Foto:

As regras para o transporte de cargas em aviões de passageiros são bem restritas, e é bem fácil imaginar o porquê. A última coisa que você quer, sentado em uma poltrona a 12 quilômetros do chão, é alguma substância pegando fogo ou vazando e infectando os passageiros.

Mas, vetados os artigos que podem colocar o voo em risco —  meticulosamente detalhados em normas dos órgãos internacionais de aviação —, o único limite para o que o serviço de frete de uma companhia aérea pode carregar é o que passa pela porta, conforme explica Eduardo Calderon, diretor da Gollog.

“O que determina é fundamentalmente o tamanho”, resumiu, em uma conversa do Viver Bem com a equipe da unidade de cargas da Gol em que foram citadas cargas como peles de cobra, uma coleção de 50 dentes de leite e até um carregamento de maçãs e azeitonas para a visita do papa Bento XVI ao Brasil, em 2007.

Esqueça cargas aparentemente incomuns como esquifes, por exemplo — que na verdade são acontecimentos bem banais neste ramo. Esse pessoal já transportou coisas muito mais insólitas, como:

Um coração de baleia conservado em glicerina. Foto: Wagner Souza e Silva/Wikimedia Commons
Um coração de baleia conservado em glicerina. Foto: Wagner Souza e Silva/Wikimedia Commons| Wagner Souza e Silva
  1. Um coração de baleia

Em 2007, a Gollog transportou um coração de baleia do aeroporto de Congonhas (SP) para o Santos Dumont (RJ). Como se tratava de um material biológico, é considerada uma carga perigosa, que precisa de medidas especiais. Esta teve de ser transportada em uma embalagem totalmente vedada contra vazamentos. O coração estava sendo levado para estudos científicos.

Foto: Laurent Mekul/Wikimedia Commons
Foto: Laurent Mekul/Wikimedia Commons| Laurent Mekul
  1. Ossos de dinossauro

Esta fez o pessoal da Gol coçar a cabeça. Se fossem ossos humanos, o procedimento seria mais complicado (não se pode nem despachar uma ossada sem enfrentar a velha burocracia deste país). Mas uma boa olhada revelou que a carga era um crânio com traços reptilianos e o que parecia ser uma pata. Assim, o dino foi embarcado sem problemas. A carga era propriedade de um museu desativado em São Paulo e foi levado para Campo Grande (MS) em 2012.

Barulho no avião: veja 5 cargas estranhas que podem ter viajado com você
  1. Um tubarão

Em 2011, a Latam Cargo transportou um tubarão da Fundação Temaiken, na Argentina, para o Aquário de São Paulo. Era um exemplar da espécie Carcharias taurus, com 1,80 metro de comprimento e 75 quilos. Foi necessário um tanque triplamente vedado e equipado com uma bomba alimentada por baterias para recircular a água — um trambolho digno de um Damien Hirst que totalizou 1,2 tonelada. Segundo a assessoria de imprensa da Latam, foi o primeiro transporte de um tubarão em avião comercial no país.

Foto: Latam
Foto: Latam
  1. Uma oncinha

A Latam Cargo tem uma parceria com o Ibama, o que faz com que volta e meia os aviões da companhia decolem com bichos ameaçados de extinção ou resgatados de cativeiros ilegais. Se você imaginou o seu poodle sendo perseguido por um jacaré no compartimento de cargas, saiba que o procedimento todo envolve jaulas seguras e até a sedação de animais — caso de bichos de grande porte como onças e hipopótamos.

Operação de transporte de uma onça-pintada 
de Belém (PA) para Campinas (SP) pela LATAM Cargo. Foto: Divulgação
Operação de transporte de uma onça-pintada de Belém (PA) para Campinas (SP) pela LATAM Cargo. Foto: Divulgação

Um dos casos preferidos da Latam é o transporte da onça-pintada Felipe de Cuiabá (MT) para Campinas (SP), em 2015. Resgatada em um cativeiro ilegal, ela foi levada para uma reabilitação na Associação Mata Ciliar, em Jundiaí (SP), e transportada de volta para Cuiabá para ser devolvida à natureza quatro meses depois.

5. Uma tartaruga-marinha

Foto: Projeto Tamar
Foto: Projeto Tamar

Em 2015, a Gol transportou para o Projeto Tamar uma tartaruga-marinha de cerca de cem quilos entre Fernando de Noronha (PE) e Natal (RN). Ela precisava passar por uma cirurgia. Nestes casos, não são necessários tanques de água: as tartarugas ficam bem fora da água durante o voo, tratadas com uma espécie de óleo vegetal.

LEIA TAMBÉM

>>>Deixar para pagar o despacho da bagagem na hora do check-in fica mais caro

>>>Conheça as regras para transportar animais em voos

>>>Veja as raças de cachorro proibidas de viajar em companhias aéreas do Brasil

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]