Bungee jump: saltos radicais e paisagens fantásticas

Muita adrenalina e sensação de liberdade nos mais belos lugares do mundo



A ponte do Rio Kawarau é um dos pontos mais tradicionais para saltar de bungee jump


Homem se prepara para saltar da Torre de Macau, ex-colônia portuguesa da Ásia
O guindaste. O corajoso sobe, sobe, sobe empurrado pelo equipamento e vence o primeiro desafio: a altura, que, no limite, chega a 233 metros. Fácil decifrar essa informação, basta se imaginar no alto de um prédio de nada menos que 76 andares.

O superelástico. Aquela infinidade de fios trançados no corpo e o segundo calafrio: agora que estou pronto, para onde foi toda aquela coragem?

O salto. Na plataforma, diante de um visual deslumbrante, é preciso respirar fundo, fechar os olhos e sentir os pés tão leves a ponto de voar. Ou melhor, de despencar. São poucos segundos de queda e uma sensação infinita de liberdade.

Os aventureiros dizem, porém, que só mesmo na hora do ioiô, aquele momento insano de vaivém, dá para relaxar e curtir toda a adrenalina do bungee jumping.

A atividade é jovem – comemora 20 anos em 2008 – e tem adeptos nos quatro cantos do mundo. A idéia surgiu de um ritual milenar chamado naghol (mergulho em terra), até hoje praticado pelos nativos da Ilha de Pentecoste, em Vanuatu, no Oceano Pacífico. Para comemorar a colheita do inhame, eles se atiram de uma torre de 30 metros de altura, amarrados pelo tornozelo por um tipo de cipó.

O ritual enlouqueceu o neozelandês A.J. Hackett, que logo adaptou a “brincadeira” para as pontes de seu país. Inventou o bungee jumping, em 1988, abriu uma empresa (www.ajhackett.com) e levou a atividade para outros países. Hoje, ele opera os bungees mais radicais do planeta.

Para ajudar na escolha, selecionamos opções extremas de bungee jumping pelo mundo: o mais alto, o mais antigo, o mais selvagem… Antes de fazer as malas, assista aos vídeos no site de Hackett. Só para dar aquele empurrãozinho.

O mais antigo

O primeiro salto de bungee jumping realizado por A. J. Hackett ocorreu em 1988, em Queenstown, na Nova Zelândia. A cidade tornou-se a meca da atividade, com sete locais para saltos, entre 41 e 134 metros de altura.

O mais antigo do mundo, batizado Kawarau Bridge Bungy, parte de uma ponte 43 metros acima do Rio Kawarau. O turista pode escolher pular de frente, de costas, sozinho, em dupla, e até mesmo se quer passar perto, tocar ou mergulhar na água. Para participar, basta ter mais de 10 anos e pesar entre 35 e 235 quilos. O salto custa US$ 113. Informações nos sites www.ajhackett.com/nz e www.queenstown-nz.co.nz.

O mais tradicional

Na floresta tropical australiana, a cerca de 15 quilômetros do centro de Cairns, está a torre construída para bungee jumping. Do alto dos 50 metros, o turista tem a melhor vista do verde e da grande barreira de corais, em segundo plano.

Existem mais de 15 opções de saltos – como o molhado, que termina dentro do lago. Até hoje, 500 mil pessoas já encararam o desafio. Custa 125 dólares australianos (R$ 178). Site www.ajhackett.com.au.

O mais alto

Nem o mirante, nem o restaurante. Quem quer adrenalina sobe na Torre de Macau, cartão-postal da ex-colônia portuguesa na Ásia, para pular do mais alto bungee jumping do mundo, segundo o Guinness Book.

Instalada a 233 metros de altura, a plataforma apavora. O corajoso despenca a 200 quilômetros por hora. Preço: US$ 159,60. Confira mais no site www.ajhackett.com/macau.

O mais selvagem

O bungee jumping sobre o Rio Storm, na Província de Eastern Cape, na África do Sul, tem 216 metros e pode ser considerado o mais selvagem. Principalmente por sua localização, no Parque Nacional de Tsitsikamma, o início oficial da Rota Jardim.

Na Ponte Bloukrans, os turistas são amarrados por cabos de aço. A “loucura” dura 30 segundos e custa 590 rands (R$ 123). Sites: www.faceadrenalin.com e www.sanparks.org/parks/tsitsikamma.

O mais badalado

Praias paradisíacas, baladas e aventura combinam com Bali, na Indonésia. Vá direto para a Kuta Beach. A torre de bungee jumping conhecida como AJ Hackett Bungy Tower foi erguida aos pés do Double Six, o clube noturno mais quente da ilha.

Há três opções de salto. À tarde, para ver do alto a imagem das praias – e de surfistas. No pôr-do-sol, para a melhor foto de bungee jumping que você poderá tirar. E à noite (ou de madrugada), enquanto se diverte na balada. Um elevador leva ao topo da torre, 45 metros acima. O salto custa US$ 79. Site: www.ajhackett.com/bali.

No Brasil

De acordo com o instrutor Rodrigo Ferreira, da equipe Adrena, de São Paulo, um dos melhores lugares para se saltar no Brasil é em Paulo Afonso, na Bahia. A ponte metálica usada para o salto tem 80 metros de altura e o visual é deslumbrante.

A ponte férrea da cidade de Mairinque, em São Paulo, com 50 metros de altura, também é point muito freqüentado pelos adeptos do esporte. O pacote de um dia para Mairinque (com alimentação e outras atividades incluídas) custa R$ 180. Já a expedição para Paulo Afonso custa a partir de R$ 350.

Também é possível pular de bungee jump em feiras e festas ao ar livre, como o último Tribal Tech, que aconteceu dia 23 de agosto, em Curitiba. O salto é realizado de guindastes e custa cerca de R$ 50.

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Serviço

Equipe Adrena, fone (11) 3361-2723, site www.adrena.com.br.

Equipe Master Jump, fone (41) 7814-2755.

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