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Aeroportos do Paraná já sofrem com efeitos da greve e têm voos cancelados

Paralisação dos caminhoneiros dificulta o abastecimento de aeronaves em aeroportos paranaenses

Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba/São José dos Pinhais. Foto: Antônio More/Gazeta do Povo.

Pelo menos dois aeroportos paranaenses podem ficar sem combustível já a partir desta quinta-feira (25):o Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, e o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas. Com a paralisação nacional dos caminhoneiros entrando hoje em seu quarto dia, o combustível necessário para os voos não está chegando aos aeroportos.

O Aeroporto Internacional Afonso Pena seguia operando normalmente e sem previsão de problemas até a manhã desta quinta-feira (24). Em Maringá a informação é de que o Aeroporto Silvio Name Junior não corre o risco de sofrer atrasos e cancelamentos pelo menos até o início da próxima semana. Até a publicação dessa matéria, o aeroporto de Cascavel não tinha confirmações sobre cancelamento dos voos.

Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Recife, Palmas, Maceió, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, divulgaram na tarde de ontem (23) que corriam o risco de ficar sem combustível para abastecer as aeronaves devido aos protestos.

De acordo com um relatório do Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago) da Empresa Brasileira de Estrutura Aeroportuária (Infraero), tanto Londrina quanto Foz estão, realmente, em uma lista de aeroportos que têm estoque suficiente apenas até amanhã. Também fazem parte dessa lista os aeroportos de Goiânia, em Goiás, o de Teresina, no Piauí, o de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e o de Ilhéus, na Bahia.

O que dizem as instituições

Procurada pela reportagem, a Infraero não quis dar informações sobre a situação de nenhum aeroporto, especificamente. O órgão se pronunciou somente por meio de uma nota em seu site. “A Infraero esclarece que seus aeroportos estão operando normalmente e que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais, além de estar em contato com companhias aéreas e órgãos públicos relacionados ao setor aéreo para garantir o fornecimento de combustível de aviação. Em caso de dúvidas, a Infraero recomenda aos passageiros que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado.”

Outros órgãos públicos e entidades privadas ligados à aviação civil também divulgaram notas a respeito da situação. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) disse, na tarde de quarta-feira, que “haverá impactos para as operações aéreas nas próximas horas em decorrência da falta de abastecimento de combustível em alguns aeroportos brasileiros“. De acordo com a Abear, ainda não é possível “contabilizar o número de voos ou rotas impactadas”. Mesmo assim, a associação orienta os passageiros a se informar sobre a situação de seus voos junto às companhias antes de se deslocar aos aeroportos.

O mesmo conselho vem, ainda, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) recomenda aos passageiros com voos marcados para os próximos dias que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize.”

Latam flexibiliza regras

Das companhias brasileiras que operam no Paraná – Gol, Latam, Avianca e Azul – apenas a Latam já se posicionou oficialmente sobre o problema. Um comunicado em seu site informa que a companhia está flexibilizando as regras de remarcação em alguns aeroportos. “Para minimizar impactos aos seus passageiros, a companhia flexibilizará suas regras, oferecendo isenção da cobrança de taxa de remarcação da passagem para nova data à escolha do cliente, sem multas, em voos domésticos com partidas, chegadas ou conexões programadas para os aeroportos de Aracaju, Brasília e Recife nos dias 23 e 24 de maio. Os passageiros impactados por esta contingência podem entrar em contato com a Central de Vendas, Informações, Fidelidade e Serviços (4002-5700 nas capitais ou 0300-570- 5700 nas demais localidades do Brasil) ou procurar uma loja da companhia.”

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