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Turismo

Cidade a 150 km de Curitiba promove roteiro turístico para os amantes de chimarrão

Roteiro Caminhos do Mate inclui gastronomia e visitas a atrações turísticas e históricas ligadas à produção da erva na região

  • PorRafael Costa
  • 24/07/2017 14:30
Erval da Ervateira Baronesa. Foto: Larissa Drabeski
Erval da Ervateira Baronesa. Foto: Larissa Drabeski| Foto: LARISSA DRABESKI

Três empresas de São Mateus do Sul, a 150 km de Curitiba,  promovem a partir de agosto um passeio turístico inspirado pela erva-mate, um dos principais produtos do município do sudeste paranaense.

O roteiro Caminhos do Mate  começa no Hotel Dom Leopoldo, um dos organizadores da rota, de onde partem as visitas a atrações turísticas como a Igreja Matriz São Mateus e o Chimarródromo — um espaço para rodas de chimarrão instalado na praça central da cidade (leia mais abaixo).

Além de atrativos históricos ligados à produção de erva-mate, à colonização e à imigração, o passeio inclui uma visita à Ervateira Baronesa, também responsável pela criação do Caminhos do Mate. Lá serão apresentados ervais certificados com Indicação de Procedência — IG-Mathe, a primeira indicação geográfica para erva-mate no país, que reconhece produto da região a exemplo do que fazem as certificações do Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul e da cachaça de Salinas em Minas Gerais.

Vista de São Mateus do Sul. Foto: Eduardo Covalesky/Divulgação
Vista de São Mateus do Sul. Foto: Eduardo Covalesky/Divulgação| Eduardo Covalesky

Márcia Silveira, proprietária da Ervateira Baronesa, diz que a erva-mate são-mateuense tem entre suas características um sabor menos amargo, naturalmente mais adocicado — outras regiões produtoras precisam adicionar açúcar para obter o mesmo efeito.

Na ervateira também está sendo montado um museu a céu aberto com um barbaquá da década de 1920 em pleno funcionamento, nos moldes dos antigos métodos de beneficiamento da erva-mate. No Restaurante Veneza, outro responsável pelo passeio, o grupo experimentará receitas típicas à base de erva-mate.

Ligação com o mate

A ideia é promover o passeio aliado a eventos do calendário de São Mateus do Sul. “Quisemos propor algo diferente para atrair olhares de fora da cidade. Como temos a melhor erva-mate, nada melhor do que trazer os turistas para prová-la”, explica Márcia. “As pessoas poderão fazer turismo rural, conhecer uma cidade de interior, provar o produto e também levar para casa o melhor chimarrão do país.”

A historiadora Hilda Dalcomuni, responsável pelas visitas guiadas do passeio Caminhos do Mate, explica que a erva-mate estava na região antes mesmo dos primeiros colonizadores de São Mateus do Sul. “Não tem como pensar o município sem a erva-mate”, explica. “Diferentemente dos ciclos do gado, da madeira e da navegação fluvial, que tiveram início, meio e fim, o ciclo da erva-mate continuou. É passado, presente e futuro de São Mateus do Sul.”

Conheça os pontos principais do passeio:

Praça do Rio Iguaçu

A praça era o antigo porto de São Mateus do Sul, onde a cidade começou. O principal atrativo é o vapor Pery, que percorreu as águas do Rio Iguaçu entre os anos 1930 e os anos 1950 e foi restaurado como monumento nos anos 1990.

Vapor Pery, na Praça Praça do Rio Iguaçu. Foto: Jonathan Campos/Arquivo Gazeta do Povo
Vapor Pery, na Praça Praça do Rio Iguaçu. Foto: Jonathan Campos/Arquivo Gazeta do Povo| GAZETA

Casa centenária

Trata-se de uma residência particular de mais de cem anos, tombada como patrimônio histórico por ser uma das casas mais antigas da cidade.

Igreja Matriz

Construída nos anos 1960, em estilo gótico, é a principal igreja de São Mateus. “Ela tem uma torre de 70 metros de altura, pinturas no interior e o próprio edifício é uma obra de arte”, explica a historiadora Hilda Dalcomuni, responsável pelas visitas guiadas do Caminhos do Mate.

Igreja centenária da Água Branca

Igreja centenária polonesa Água Branca, um dos destinos do passeio. Foto: Larissa Drabeski/Divulgação
Igreja centenária polonesa Água Branca, um dos destinos do passeio. Foto: Larissa Drabeski/Divulgação| LARISSA DRABESKI

A Água branca, comunidade a cerca de 12 quilômetros de São Mateus do Sul, é um reduto da cultura polonesa na região. “Ali, ainda se fala muito a língua e se mantêm muito da cultura e da tradição polonesa, que foi a principal leva migratória da região no século 19”, conta a historiadora. A Igreja Centenária São José é um dos testemunhos da imigração.

Chimarródromo

Inaugurado no fim de 2015, foi pensado como um espaço de lazer no Centro para incentivar os moradores a se reunirem para rodas de chimarrão.

Cuia

O reservatório de água da cidade foi construído em forma de cuia de chimarrão em 1967 e virou cartão postal de São Mateus do Sul. “Ela tem 23 metros de altura, pode ser vista de toda a cidade. Simboliza, para nós, uma de nossas maiores riquezas”, diz Hilda.

Reservatório em forma de cuia. Foto: Ozilda Drabeski/Divulgação
Reservatório em forma de cuia. Foto: Ozilda Drabeski/Divulgação

Igreja Ucraniana de Antonio Olinto

O templo ucraniano centenário inspirado na arquitetura bizantina se tornou o Santuário de Nossa Senhora dos Corais, padroeira dos ucranianos. A paróquia fica em Antonio Olinto, a 37 quilômetros de São Mateus, atrai fiéis de todo o Brasil.

Igreja Nossa Senhora dos Corais em Antonio Olinto. Foto: Eduardo Covalesky/Divulgação
Igreja Nossa Senhora dos Corais em Antonio Olinto. Foto: Eduardo Covalesky/Divulgação| LARISSA DRABESKI

SERVIÇO

A programação do primeiro grupo de visitação acontece nos dias 25, 26 e 27 de agosto e custa a partir de R$ 598 por pessoa, incluindo duas noites de hospedagem no Hotel Dom Lepoldo com café da manhã, seguro viagem individual, translados durante os passeios, jantar na sexta-feira (25) e sábado (26) no hotel, almoço no Restaurante Veneza e na Festa da Água Branca, que acontece no dia 27. Mais informações: (42) 9 8412-2744 (Nígia).

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