PUBLICIDADE

Turismo

Programe as férias sem preocupação; veja dicas para viajar com crianças pequenas

Expert no tema, a curitibana Patricia Papp ensina métodos para os filhos não se estressarem na estrada e em aeroportos

É importante pensar em todos os detalhes: da escolha da hospedagem à criação do roteiro. Foto: Bigstock.

Viajar com crianças pequenas — especialmente menores de três anos — requer cuidados especiais pelos desafios impostos pela mudança na rotina: mas, com organização, o programa pode ser uma experiência incrível para toda a família.

A curitibana Patricia Papp, mãe do Pedro, 13, e da Luiza, 8, tem a companhia dos filhos em suas viagens desde que tinham três meses. Foram tantas experiências que Patricia decidiu compartilhar tudo que aprendeu no blog “Eu Viajo com Meus Filhos” e nos livros “Como Viajar com Seus Filhos sem Enlouquecer” e “Praias do Nordeste com Crianças”.

Experiente no assunto, ela conversou com o  Viver Bem e deu algumas dicas para planejar uma viagem com as crianças que seja agradável para todos. Confira:

Vale a pena viajar com crianças pequenas?

Patricia conta que, apesar das adaptações que precisam ser feitas, vale a pena, sim, sair de casa.“Eles [filhos] dão trabalho de qualquer jeito — em casa, para ir ao mercado  —, mas o momento da viagem é a melhor hora para ter esse cuidado, pois estão aproveitando um lugar diferente. É uma delícia”. Entre outra vantagens, está o custo da viagem. “Geralmente é mais barato viajar quando eles têm menos de três anos do que com crianças maiores, pois as passagens aéreas são mais baratas. Até os hotéis cobram valores menores”, fala.

De acordo com a autora, o ponto principal na viagem é entender o ritmo da criança. É preciso criar momentos confortáveis e não ter pressa para conhecer todos os pontos turísticos, por exemplo. “A grande questão é adaptar a rotina da viagem e não tornar o roteiro exaustivo para a criança”.

Patricia com os filhos e o marido em Foz do Iguaçu. Foto: arquivo pessoal.
Patricia com os filhos e o marido em viagem para Foz do Iguaçu. Foto: arquivo pessoal.

 

O primeiro passo é a escolha do destino. Para Patricia, não há restrições e a decisão vai de acordo com o estilo dos pais. “Em qualquer parte do mundo tem bebês, e eles têm as mesmas necessidades que seus filhos”, acrescenta. “Se os pais estiverem confortáveis com o ambiente, os filhos também estarão”.

Antes da viagem

O que levar

Os itens mudam de acordo com o destino, mas, segundo Patricia, alguns são essenciais em qualquer lugar:

Carrinho de bebê para passeio onde a criança possa ficar e descansar. É importante que seja prático e fácil de ser transportado;
Fraldas que a criança já esteja acostumada — a viagem não é o momento de testar nada novo;
Fraldas de pano que possam servir como coberta ou até para emergências, como limpar ou cobrir superfícies;
– Itens que façam a criança se sentir familiarizada — pode ser um prato, copo ou talher para ela sentir que está comendo uma refeição de casa, por exemplo;
– Travesseiro, urso de pelúcia ou outro objeto que a criança tenha apego.

Durante o trajeto

Viagem de carro

via GIPHY

Em viagens de carro, o ideal é respeitar o horário de sono da criança e fazer a rota enquanto ela dorme (assim ela não fica entediada ou cansada). Outra dica é evitar horários em que tenha muito sol ou esteja muito frio.

Viagem de avião

Antes de comprar as passagens, os pais devem consultar o site ou entrar em contato com as companhias aéreas para verificar quais os serviços disponíveis para as crianças. Segundo Patricia, a chave para um bom voo é mais psicológica do que prática: manter a calma. “Os pais ficam muito ansiosos e nervosos com a situação e, assim, deixam todos ainda mais nervosos. A criança chora porque fica incomodada, mas em algum momento vai parar, é só manter a calma”.

Comida

Para crianças pequenas que ainda mamam, levar doses extras de leite. Também lembrar de alimentar os pequenos antes de entrar no avião, além de levar comidas que eles já estejam acostumados.

Habituar a criança à situação

O grande “problema” dos voos é que fogem muito da rotina e realidade da criança. Para Patricia, uma boa saída para amenizar a situação é torná-la uma brincadeira. Antes das viagens, a autora brincava de “andar de avião” com os filhos: simulava o ambiente e então, quando era real, os pequenos não sentiam que estavam em um lugar tão desconhecido. “Você está tirando a criança totalmente do contexto e dando regras novas, então precisa dar subsídios para que ela entenda aquela situação”, afirma Patricia.

Levar brinquedos e uma “surpresa”

Além dos brinquedos que os filhos já estão acostumados, os pais devem levar uma “surpresa” para o caso de imprevistos, como um engarrafamento ou atraso de voo — eletrônicos são uma boa opção. Mas é importante não dar tudo de uma vez: assim a criança não vai enjoar e sempre terá novas formas de se distrair.

No destino

via GIPHY

Conhecer a estrutura do hotel com antecedência 

Para evitar contratempos, os pais devem se informar sobre a estrutura e os serviços que o hotel oferece antes da viagem, assim podem programar o que precisa levar na mala. Conferir o cardápio das refeições, se tem berço e banheira para crianças, entre outros. A localização do hotel também é um ponto crucial — se for na região central, a família pode fazer paradas estratégicas ao longo do dia.

Respeitar as vontades da criança

É importante lembrar que elas têm prioridades diferentes da dos pais — inclusive nos lugares para visitar. É preciso deixar brechas no roteiro para que elas façam o que tem vontade (passar um tempo brincando em um parque, por exemplo). “Para ela, aquele momento é tão importante quanto a Torre Eiffel”, acrescenta Patrícia. Como consequência, segundo a autora, os pais passam a ver a cidade com outros olhos: é uma oportunidade de redescobrir o destino a partir do olhar da criança.

 

LEIA TAMBÉM:

PUBLICIDADE