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A inovação é uma mente empreendedora
| Foto: Pexels.

Com o clima atual inundado por avanços tecnológicos e desafios geopolíticos, a próxima geração de trabalhadores enfrenta a entrada em um mundo de trabalho complexo, onde se contentar com o clichê não é mais uma opção.

Hoje em dia os modelos de contratação mudaram muito e a economia gig disparou. Um mercado de trabalho caracterizado pela prevalência de contratos de curta duração ou trabalho autônomo. Assim surgem os funcionários empreendedores.

Quando pensamos em empreendedorismo muitos outros conceitos vêm em mente. Startups, tecnologia e inovação são os principais deles, no entanto, ser um empreendedor não se trata só disso. Óbvio, trazer algo novo te diferencia no mercado, mas sem uma mentalidade empreendedora, é muito difícil progredir.

Naturalmente, a mente humana tem um instinto de autorrealização: sermos a melhor versão de nós mesmos e isso envolve ter uma mentalidade empreendedora. Uma pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostra que quase 40% dos brasileiros adultos são empreendedores. Esta taxa é superior a dos Estados Unidos, México, Alemanha, Rússia, Índia, China e África do Sul. Isso significa que participamos de uma cultura empreendedora.

No entanto, essa taxa também abrange aqueles profissionais, que mesmo prestando um serviço fixo para determinada empresa, é contratado como PJ. Assim, o “MEI” passa a ter outro significado, e se tornar a nova carteira de trabalho.

Nesse novo modelo de contratação, o funcionário precisa assumir riscos, abraçar a mudança e agir com persistência. A maioria dos colaboradores empreendedores podem não ter o mesmo interesse em abrir um novo negócio, mas serão extremamente úteis às empresas já estabelecidas.

Encontrar o sucesso nesta era dinâmica, portanto, requer uma mentalidade empreendedora. Então, como as empresas podem criar uma cultura proativa que permita o crescimento na volátil arena de negócios de hoje?

O sucesso vem da qualidade da gestão, da mentalidade dos líderes e colaboradores e do tipo de cultura organizacional. Isso significa que os gerentes que estão incutindo motivação, liderança e inspiração em toda a organização estão, em última análise, promovendo uma comunidade baseada em relacionamentos.

A mentalidade empreendedora envolve criatividade e uma série de habilidades gerenciais e de negócios que são os dois eixos principais do empreendedorismo. Isto nos traz um quadrante que ajuda a perceber quem tem este potencial, afinal ser empreendedor é o princípio para o sucesso em qualquer área.

Desde que se começou a se falar em mentalidade empreendedora, diversos métodos de gestão voltados para esse objetivo surgiram. Dentre eles, o que considero mais efetivo, foi o desenvolvido no livro “The Management Shift” (ou Mudança de Gestão, em tradução livre), de Vlatka Hlupic.

Ele inclui uma pesquisa que aponta que a expectativa de vida corporativa e o desempenho diminuíram 75% nos últimos 50 anos. Embora as pessoas sejam frequentemente consideradas o recurso mais importante de uma empresa, poucas empresas têm um modelo claro de liderança que melhora o engajamento, remove barreiras à inovação e descobre pontos fortes ocultos nas pessoas e na organização.

Com base em pesquisas de ponta apoiadas por vários estudos de caso, que demonstram o poder e o impacto da mudança, o livro oferece aos gerentes uma abordagem prática e sistêmica para diagnosticar problemas de liderança em sua organização. Ou seja, ensinamentos valiosos para empresários de todos os setores.

A tese principal do livro fala sobre cinco níveis de mentalidade e cultura organizacional pelos quais os indivíduos e as organizações passam, e em cada um desses cinco níveis há um impulso diferente para a mentalidade empreendedora, são eles:

● Nível 1: o pensamento empreendedor é quase inexistente, pois as pessoas estão focadas na sobrevivência.

● Nível 2: é aleatório e esporádico, quase acidental.

● Nível 3: é compatível, pois os funcionários tentam tarefas empreendedoras apenas quando solicitados

● Nível 4: o pensamento empreendedor é incorporado à cultura organizacional. Nesse nível, os funcionários têm autonomia para experimentar novas ideias e colaboram com diversas equipes.

● Nível 5: a mentalidade empreendedora se torna intrínseca, e fica embutido subconscientemente nos funcionários, pois não há limites para pensar sobre o que pode ser alcançado.

Esse com certeza é um modelo de gestão que vai impactar organizações em nível global, se os líderes que desejam continuar tendo e aumentando seus resultados adotarem essas estratégias a partir de agora. Ao longo das próximas semanas falarei bem mais a respeito – de 23 a 25 de março darei um curso online gratuito que falará exatamente sobre isso. Sinto que ainda existem muitas oportunidades não exploradas nesse sentido e que tanto empresas, quando indivíduos que traçaram carreiras trabalhando para alguém, ou mesmo autônomos e profissionais liberais, só conseguirão de fato abraçar oportunidades para o mercado 4.0 quando conseguirem colocar em prática o senso de dono e mentalidade de inovação constantes. Assim, volto ao título desta coluna e faço uma pergunta. Você já conseguiu ativar sua mente empreendedora?

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