i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Carneiro Neto

Foto de perfil de Carneiro Neto
Ver perfil
Carneiro Neto

O artista de rua sofre nas mãos dos treinadores

  • Por Carneiro Neto
  • 07/02/2020 10:57
André Jardine comanda a seleção brasileira sub-23 no Pré-Olímpico. Vaga para Tóquio está por um fio
André Jardine comanda a seleção brasileira sub-23 no Pré-Olímpico. Vaga para Tóquio está por um fio| Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Acompanhando a trajetória da seleção brasileira no Pré-Olímpico percebi o quanto os técnicos atrapalham os jogadores no futebol atual.

Mesmo contando com grandes revelações e talentos raros, que logo se firmarão no cenário internacional, o treinador André Jardine insiste em mexer constantemente no time, promover rodízios ou simplesmente atazanar a vida dos garotos com sistemas táticos rígidos e engessadores.

O resultado é que, de uma classificação tranquila, a seleção brasileira terá de vencer a Argentina para chegar a Tóquio.

Isso me recordou uma entrevista do holandês Johan Cruyff, um dos maiores astros de todas as Copas e que, na condição de treinador, revolucionou o Barcelona. Ele louvava, à revista francesa “L´Equipe”, ao que denominou de jogador de rua.

Na época, inicio da década de 1990, estabelecia uma distinção entre o futebol brasileiro e o europeu: para ele, no Velho Mundo, faltava esse tipo de jogador que faz seu aprendizado nas ruas, nos terrenos e nas praias brasileiras. Na Europa quando surge um jogador assim, logo vira exceção. Como ele.

E ainda citava Beckenbauer e Platini, como outros craques de rua. E curvava-se diante da genialidade de Pelé e tantos outros brasileiros.

Qual seria o privilégio do jovem que faz as primeiras embaixadas e joga as primeiras peladas nas ruas?

Segundo Cruyff, seria a liberdade.

A oportunidade de escapar ao jogo dos técnicos que, nas escolinhas dos clubes, começam a tolher a criatividade e o individualismo de meninos de 10 e 12 anos, obrigados desde cedo a assimilar esquemas, exigências e obrigações no futebol dito moderno.

Craque como poucos e convertido a treinador, o saudoso Cruyff talvez não soubesse que aqui no Brasil sofremos do mesmo mal – o tecnicismo que persegue e inibe o jogador, da escolinha à seleção.

Voltando a seleção brasileira pré-olímpica, é triste observar jogadores talentosos e com natural vocação para a prática do futebol tenham que se submeter a escravização da rigidez das táticas e à opção dos treinadores pela tarefa mais fácil e mais cômoda da destruição.

Marcar, marcar sempre, ocupar o espaço, obstruir, impedir a ação do adversário, são algumas palavras de ordem que os meninos inventivos e criativos estão cansados de ouvir.

Os atuais treinadores não sabem que um drible pode ser mais bonito do que um gol.

Ou a imagem do desconcertante drible de Marcelo Cirino, na final da Copa do Brasil no Beira-Rio, mais do que o gol de Rony para o Athletico, não ficou eternamente gravada na retina dos puristas e apaixonados pelo futebol arte ?

Sou fã dos jogadores que desafiam os técnicos e passam a vida correndo e driblando para fugir dos medíocres.

6 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 6 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • R

    Roberto Karam

    ± 0 minutos

    Em geral, concordo com a Coluna . Mas há que acrescentar, que se não temos mais " espaços de rua " ou " campinhos de bairro ", onde se forjaram muitos craques e bons jogadores, a alternativa de campos de futebol reduzidos / society / grama sintética ou similares, e "esquecimento" do futebol de salão, contribue e muito para o atual estágio das crianças e futuros atletas. A matéria deveria merecer estudo aprofundado e recuperar soluções simples, jogadas fora.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • H

    helio

    ± 2 dias

    A era Dunga empobreceu o futebol arte brasileiro'.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • H

    helio

    ± 2 dias

    A era Dunga empobreceu o futebol sorte brasileiro'.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • A

    Admar Luiz

    ± 2 dias

    É isso Carneiro, outro dia estava vendo um jogo do São Paulo e pensei exatamente no que vc diz no texto aqui na Gazeta. O coitado do Alexandre Pato - nunca vi alguém ser tão perseguido e por mais restrições que vc tenha dele, é um excelente jogador - que é atacante e deveria estar lá na área do adversário, estava mesmo era marcando um adversário na sua própria área. É um desperdício de talento. E não faça isso pra ver, logo é sacado do time. Treinadores tolhendo a liberdade dos jogadores, tirando sua criatividade. Esquemas rígidos. Marcação, marcação, e salve-se quem puder. Jogador talentoso tem de ter liberdade. Brucutus que marquem, né não?

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    1 Respostas
    • ██

      ± 2 dias

      Paranaenses..ago assistem o campeonato paulista.

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • E

    EDUARDO SERGIO DA COSTA NEGRAO

    ± 2 dias

    Concordo plenamente com Carneirinho. O Brasil está por um fio.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

Fim dos comentários.