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Análise

O singelo retorno do alquebrado futebol brasileiro. Vivemos tempos estranhos

  • Por Carneiro Neto
  • [17/07/2020] [11:45]
O singelo retorno do alquebrado futebol brasileiro. Vivemos tempos estranhos
| Foto: Marcelo Cortes/Flamengo

O futebol brasileiro é admirado em todo mundo pela quantidade de jogadores revelados e de títulos conquistados.

Já foi muito mais reverenciado, exatamente por alguns de seus principais rivais europeus, gente que disputou títulos e Copas do Mundo com o Brasil.

Com a escassez de triunfos consagradores – o último Mundial foi há 20 anos –, participações discretas nas recentes Copas e esvaziamento técnico dos seus times por um descontrolado êxodo de jogadores, o futebol brasileiro perdeu muito do seu encantamento.

Os franceses sempre foram o povo que mais admira e estuda o nosso futebol, que mais publica livros e ensaios sobre ele, mas os ingleses pouco ficam atrás.

Os ingleses eram tão fãs que nos convidavam sempre para que a seleção abrilhantasse a Copa Stanley Rouss, popularizada como Copa Umbro, no começo de cada temporada. Profissionalmente, estive em pelo menos quatro ou cinco edições entre os anos 1980 e 1990.

Verifiquei que os ingleses são capazes de descer de seu orgulho nacional, capazes de descer do seu orgulho de inventores do futebol, para se curvarem em admiração ao futebol brasileiro.

Em termos técnicos, óbvio, pois em organização e planejamento ficamos muito para trás. Não há termos de comparação entre a milionária Premier League inglesa e as competições promovidas pela CBF e suas federações.

Os ingleses cunharam a expressão “beautiful game”, o "jogo bonito", para designar o estilo brasileiro de jogar. Mas ultimamente a crônica esportiva da Inglaterra tem manifestado sua preocupação com a queda vertical da qualidade do futebol brasileiro, embora, por enquanto, ainda não o esteja chamando de “ugly game”, o "jogo feio".

A constatação pura e simples é que os europeus aprenderam a lição de casa, evoluíram tática e tecnicamente, suaram a camisa e hoje em dia nadam de braçada nos seus lucrativos e movimentados campeonatos.

No plano técnico a dura constatação da nossa decadência ficou registrada na eliminação da seleção pentacampeã para a esforçada Bélgica na Copa da Rússia.

Enquanto isso, continuamos com um calendário mal formulado, tanto que ainda existem os estaduais em formato absolutamente anacrônico.

Aliás, o Campeonato Paranaense volta a ser disputado neste final de semana em meio a pandemia do coronavírus. O Carioca já voltou e já acabou, com o Flamengo campeão. O singelo retorno do alquebrado futebol brasileiro tem sido acompanhado com cautelas.

Além do flagrante desinteresse pelos torneios estaduais, que deveriam se transformar em festas do interior, observa-se uma disputa fratricida entre a maioria dos grandes clubes e a principal rede de televisão do país.

Ninguém discute o direito de reivindicação por maiores verbas, equilíbrio na divisão das receitas, etc., mas não se pode perder a visibilidade e o interesse público pelo já desgastado futebol brasileiro.

Antigamente os times viviam exclusivamente da renda obtida nas bilheterias dos locais onde se realizavam os jogos; depois, passaram a agregar a arrecadação com a venda do direito de transmissão para a tevê e, consequentemente, a publicidade fixa nos estádios e nos uniformes das equipes.

Como será o amanhã?

Tempos confusos de muitas discussões, ideologias, politizações, exacerbações, asneiras e pouca racionalização.

Estamos vivendo tempos estranhos.

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Comentários [ 6 ]

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  • R

    Rosny Aryon Conrad

    ± 3 dias

    Os dirigentes só querem faturar em cima da venda de jogadores, não sonham em fazer um time competitivo por vários anos basicamente com os mesmos jogadores como era antigamente. O Futebol era paixão dos brasileiros, hoje isso acabou. Quando desponta um garoto com algum talento, já oferecem aos europeus e logo ele se vai. Aqui só permanecem jogadores de 2a ou 3a categoria. Tudo mal administrado e sem planejamento adequado visando fazerem campeonatos de alto nível. ACABOU!

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  • R

    Rosny Aryon Conrad

    ± 3 dias

    Os dirigentes só querem faturar em cima da venda de jogadores, não sonham em fazer um time competitivo por vários anos basicamente com os mesmos jogadores como era antigamente. O Futebol era paixão dos brasileiros, hoje isso acabou. Quando desponta um garoto com algum talento, já oferecem aos europeus e logo ele se vai. Aqui só permanecem jogadores de 2a ou 3a categoria. Tudo mal administrado e sem planejamento adequado visando fazerem campeonatos de alto nível. ACABOU!

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  • J

    José antonio Luciano

    ± 3 dias

    Amo futebol , mas para mim acabou o encanto , nossos dirigentes do futebol tal qual os políticos estão acabando com nosso país . Que saudades dos anos 70 -80 nosso futebol dava gosto de assistir uma partida , estádios divididos metade para cada torcida , acabou

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  • N

    Neanderthal

    ± 4 dias

    O povo não quer saber de futebol já estafou

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  • V

    Vinicius Montgomery de Miranda

    ± 4 dias

    O futebol brasileiro é como o próprio Brasil, com um potencial gigante. Mas de que adiante esse potencial com dirigentes tão medíocres? Pra não entrar em outra seara, são no mínimo muito incompetentes e burros. Era hora de todos se unirem ao Flamengo e se valorizar, mas os incompetentes que nada entedem de gestão (embora gestores dos clubes), preferem ficar na rivalidade ridícula, que deveria estar somente nas 4 linhas. Pior é a imprensa também entra nesse jogo ridículo. Por exemplo, aqui no Sul de Minas não mostram muito o Flamengo na TV (programas esportivos) só porque estamos em MG. Ora, se é assim, qual a lógica de mostrar os clubes europeus? Em SP mesma coisa. Bairrismo ridículo.

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  • I

    Ivan S Ruppell Jr

    ± 4 dias

    Boa e coerente análise da realidade do futebol diante da situação social que vivemos. Um fato esquecido é o modo como a principal rede de TV do país adquire a grande maioria dos jogos de futebol, mas não os transmite e nem deixa transmitir em rede aberta; o que "mata" a exposição dos clubes e os faz mendigar alguns milhões por ano, que só servem pra custear a estrutura administrativa e de funcionários.

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