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Carneiro Neto

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Análise

Técnicos caem como folhas no futebol brasileiro

  • Por Carneiro Neto
  • 09/10/2020 10:31
Ramon foi demitido pelo Vasco
Ramon foi demitido pelo Vasco| Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

Ramon Menezes, do Vasco foi o último a cair no atual Campeonato Brasileiro, no qual quase todos os times mudaram de treinador.

As poucas exceções servem apenas para confirmar a regra.

Alguns falam na necessidade de mudar a cultura do futebol brasileiro em relação aos comandantes das equipes. Sim, pode ser, já que na Europa, o maior centro futebolístico do mundo, a estabilidade profissional é maior.

A meu ver, entretanto, só mudar a cultura dos incorrigíveis dirigentes do nosso futebol – cada vez mais parecidos com os políticos e governantes deste triste e pobre país – não basta.

Até porque parece impossível alterar o comportamento dessa brava gente que burla currículo para tentar subir na vida, que não pensa antes de falar em público, que não sabe se comportar a altura do cargo que ocupa e que não respeita os princípios básicos da gestão pública.

Penso que o sucesso de um time passa, necessariamente, pela categoria técnica dos jogadores.

Há pouco menos de dez anos, quando deu um banho de bola no Manchester United, no Estádio de Wembley, em Londres, e levantou a taça de campeão da Liga dos Campeões da Europa, o Barcelona apresentou verdadeira aula de futebol.

O Barcelona do treinador Pep Guardiola ensinou como o futebol pode ter uma abordagem matemática, desde que gênios como Lionel Messi terminem a obra.

Desde os primórdios da civilização se pressupõem que os deslocamentos no tempo e no espaço beberam na fonte da geometria.

A legião, a principal divisão militar do Império Romano, que variava de mil a oito mil homens, lutava ancorada em teoremas com precisão matemática.

No futebol, desde que Zagallo começou a jogar como falso ponteiro esquerdo e compôs o meio de campo arrasador com Zito e Didi na conquista do primeiro título mundial da seleção brasileira, em 1958 na Suécia, as coisas nunca mais foram iguais.

Por meio de triangulações repetidas à exaustão, sempre contando com jogadores hábeis e inteligentes, diversos times se destacaram através dos tempos.

Até hoje soam como musica nos ouvidos dos puristas do futebol nomes como Di Stefano e Puskas, no Real Madrid; Garrincha, Didi e Pelé, na seleção brasileira bicampeã mundial; Gerson, Tostão e Pelé, na seleção brasileira tricampeã mundial; Cruyff, Neeskens e Rensembrink, na seleção holandesa; Burruchaga, Maradona e Valdano, na seleção argentina; Matthaus, Brehme e Klinsmann, na seleção alemã ou Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho na seleção brasileira pentacampeã mundial.

Esquemas táticos bem elaborados, entrosamento perfeito, preparação física moderna, enfim, tudo nos trinques, só que sem os craques a matemática não funciona.

Por isso, e só por isso, os técnicos caem como folhas no futebol brasileiro.

Faltam bons jogadores.

Os melhores nem vêem a barba crescer e já embarcam para o exterior. Ficam os jogadores de segunda linha, sem mercado lá fora ou voltam os craques, então já sugados pelo tempo e enriquecidos pela própria arte, mas sem as mesmas condições técnicas.

Como os cartolas não se emendam e muito menos procuram corrigir o modelo de gestão dos clubes, dá nisso: vida curta para os treinadores.

Simplesmente porque é mais fácil dispensar um profissional do que revelar maior número de jogadores e evitar o êxodo anual irreversível.

E, também, é mais econômico mandar o técnico embora do que mudar o time inteiro.

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Comentários [ 5 ]

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  • J

    JoacirSS

    ± 0 minutos

    Esqueceu de citar o papel da imprensa que aliás, poderia até fazer uma análise sobre isso por que lá atrás não havia a cobertura absurda que temos hoje com repórter cobrindo cada clube, programas dia e noite que ficam dissecando jogos, criticando o trabalho do técnico e que direta ou indiretamente acabam influenciando a torcida que já começa a pedir a cabeça do técnico. Sem falar na falta de tempo para treinar e que a maioria dos técnicos/times precisam ter mais de um jogador bom por posição, caso contrário se perde o titular já não consegue o mesmo desempenho. Isso quando o jogador de destaque é vendido e o que vem já não está no mesmo nível o que acontece na maioria das vezes.

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  • J

    JOSMAR PORTUGAL VAZ

    ± 3 dias

    O futebol brasileiro precisa urgentemente de uma LAVA JATO.....vai ser um terror...

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  • L

    Luciano

    ± 3 dias

    É isso mesmo. Para os dirigentes está bom assim, faturam com venda de jogadores, todo mundo sabe. Levam parte do salário de muitos jogadores, todo mundo sabe. O produto Futebol Brasileiro é ruim, mas ainda tem gente que consome. Assim nunca vai mudar. Tem que partir do torcedor: não assista na TV, não vá ao estádio, não compre camisa. Tem vários campeonatos europeus. Não nos emociaonam, mas dão bom espetáculo. Prefiro um bom jogo de time estrangeiro do que essas peladas patéticas do brasileirão, que ao invés de emoção dão raiva.

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  • C

    Cynthia Zaidowicz

    ± 3 dias

    Perfeito!

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  • A

    Admar Luiz

    ± 3 dias

    Pois é, prezado Carneiro, sempre sobra para os técnicos. Como se eles pudessem marcar gols, né? Veja o caso do TN no Corinthians, não era ele o problema? Parece que não. E assim vai. Mas os grandes fritadores de técnicos, na realidade são os jornalistas exportivos. Vivem criticando os dirigentes pela não continuação de seus trabalhos nos clubes. Mas são os primeiros deixá-los na frigideira. Dirigentes são covardes. A maioria - com exceções, como o Petraglia, - aliam-se a torcida organizada para derrubá-los.

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