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Home Office: o que a gestão de pessoas das empresas está se recusando a ver
Home Office: o que a gestão de pessoas das empresas está se recusando a ver| Foto: Reprodução

Estamos na era low touch. Pouca ou nenhuma interação física nos processos de compra e venda fazem parte de uma nova forma de comercialização que é cada vez mais exigida pelos consumidores pela facilidade que essa prática permite. Isso já vinha claramente se instalando na nossa vida há muito tempo, mas claro, com a pandemia, esse processo se acelerou. Vimos um crescimento exponencial no food delivery, e-commerce de quase tudo o que é físico, educação à distância, home office, enfim, experimentamos fortemente a low touch economy, não somente devido à necessidade de nos mantermos em casa, mas também pela comodidade que essa forma oferece. Fluidez nas compras com entrega descomplicada, não-necessidade de deslocamento, economia de tempo e mais tempo com a família foram os fatores mais significativos.

Só que em 2020 e em 2021, aceleramos essa prática para muitas outras instâncias da vida. Tivemos restrições de todos os tipos em nossas relações. E essas mudanças mais intensas em nossos hábitos de consumo, baseados em uma interação reduzida bem mais rígida focada na higiene, nos levaram a intensificar um tipo de comportamento low touch em lugares como reuniões, encontros de família, entretenimento, educação e, principalmente, TRABALHO!

O home office foi uma alternativa que muitas empresas adotaram durante a pandemia e que evidenciou ainda mais o momento em que estamos inseridos, a era low touch. E agora em 2022, onde já podemos retornar para nossos escritórios físicos, muitas empresas estão enfrentando resistência de parte dos profissionais que querem permanecer em home office.

Funcionários da Apple, por exemplo, fizeram uma resistência pública ao enviar uma carta à alta gerência da empresa manifestando sua frustração com o anúncio da volta do trabalho presencial, mesmo com uma proposta de trabalho híbrido.

A Amazon e o Google também receberam resistência quanto à volta ao formato presencial e introduziram, recentemente, mais flexibilidade em suas posições anteriores de retorno ao escritório.

Uma matéria da Veja apresentou esse movimento como “o novo dilema no mundo empresarial”, o de voltar ao escritório ou não, e temos também acompanhado muitas outras formas de expressão nas redes sobre esse assunto, como um vídeo do canal de comédia Porta dos Fundos que satiriza essa questão e apresenta um pouco do dilema atual.

Mas então, por que as empresas estão dando preferência para o trabalho presencial? Simples, começaram a ter problemas para integrar as novas equipes na cultura empresarial – e é mais complexo mesmo. O ambiente virtual pode realmente parecer dificultar algumas coisas. Senso de pertencimento, de time, motivação em grupo, cultura empresarial, tudo parece mais difícil. O aprendizado por colaboração, em que você aprende observando e ouvindo o outro, fica muito menos fluído. Existe também o pensamento de que muitas ideias, soluções criativas e sugestões práticas surgem de conversas espontâneas em lugares mais casuais, como na hora do cafezinho. Além de tudo isso, existe também a necessidade de inovar na forma de medição de resultados, atividades e performance.

Mas, espere aí! Será que essa dificuldade vem de onde? O que pode ter acontecido nesses dois anos atípicos? Será que as pessoas não estão em um processo de mudança cultural? Será que isso não é um novo e já estabelecido comportamento o qual precisamos olhar e considerar com mais cuidado?

Certamente as preferências variam, mas será que, para os que desejam permanecer no home office ou aos que expressam frustração com relação a isso, não deveríamos ter uma outra forma de tratamento? Uma opção seria a de prestadores de serviço, por exemplo, menos preocupada em impregnar a cultura empresarial.

No entanto, esses profissionais, estando mais para prestadores de serviços, obviamente acabariam alçando, em menor quantidade, cargos mais altos de gestão nos times.

De qualquer forma, tendo cada opção seus prós e contras, o foco nessa percepção se deve ao fato de que, sempre quando alguma coisa se torna muito difícil numa empresa, é porque ela está indo para o caminho errado. E perceber isso é, antes de mais nada, uma necessidade.

Creio que teremos pela frente uma separação de profissionais que querem se manter como prestadores de serviços apenas e aqueles que se encaixam na cultura da empresa. Perceber isso e adequar sua organização é ser inteligente e adaptável ao que os novos tempos exigem.

Para que isso ocorra, o primeiro passo é conhecer verdadeiramente o seu time, analisar perfis, levar em consideração a singularidade, saber das expectativas e alinhar resultados.

Convidei Flavia Saturnino de Sá, Diretora de Pessoas e Performance da Viasoft, para fazer uma participação nessa matéria para nos falar sobre uma ferramenta que tem feito a diferença dentro da Viasoft nesse sentido - o Nela - que foi uma plataforma essencial para a gestão de pessoas durante a pandemia e que continua sendo nesses novos tempos:


“A Viasoft utiliza a plataforma Nela, especialista em Gestão de Pessoas (www.nela.com.br) , que proporciona uma comunicação ágil, assertiva e segura entre os seus colaboradores,  ocorrendo em todas as esferas, líder e liderados, entre times, chat individual, enfim, foi através do Nela que criamos aproximação e gestão da singularidade. Atualmente cada colaborador sabe exatamente o que precisa ser feito, possui clareza dos seus objetivos, suas softs e hards skills, bem como das suas KPI’s, tudo isso de forma descentralizada.

O que oferecemos foi clareza, estímulo à autonomia e à autorresponsabilidade, propondo um Plano de Desenvolvimento Individual e de Equipe, feedbacks frequentes, trilhas de aperfeiçoamento e gestão da informação, tudo isso em um único lugar. Isso gera sentimento de pertencimento, confiança e resultados.

Além da Viasoft, outras diversas organizações utilizam o Nela, tais como Grupo Muffato com 18 mil usuários ativos, Grupo Koch com 8 mil usuários, Cooperativa Primato com 1,4 mil usuários, American Pet com 1 mil usuários, entre outros tantos que também aplicam a gestão de pessoas assídua, descomplicada e voltada a elevação de performance.”

Em junho, vamos falar com especialistas sobre gestão de pessoas em uma das 11 trilhas de conteúdo da 4ª edição do Viasoft Connect, o maior evento de inovação em gestão empresarial do Brasil, que vai acontecer no Expo Unimed, em Curitiba.

André Heller, Campeão Olímpico pela Seleção Brasileira de Vôlei em 2004 e especialista em gestão, vai conduzir a trilha Gente e Gestão em uma palestra sobre cultura colaborativa para excelência e alta performance.

Gilmar Silva de Andrade, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR) estará presente com uma discussão justamente sobre os novos desafios da gestão de pessoas no momento em que estamos vivendo.

José Salibi Neto, coautor do livro "Gestão do Amanhã", que mantenho na minha cabeceira e que teve mais de 6 mil exemplares vendidos também estará no evento, além de muitos outros nomes!

Você vai se impressionar com grandes palestrantes, shows, exposição de produtos e metodologias inovadoras para sua empresa e muito networking. Saiba mais em https://www.viasoftconnect.com.br/

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