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Liberdade de imprensa

Entidades de jornalistas repudiam ataques e ameaças à equipe que fez reportagens sobre mensagens de Moro e procuradores

  • PorCélio Martins
  • 19/06/2019 19:25
Foto: Reprodução/The Intercept
Foto: Reprodução/The Intercept| Foto:

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgaram notas em que repudiam ataques sofridos pela equipe do site Intercept após a divulgação de mensagens de interesse público do ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça, e procuradores da Operação Lava Jato.

“A Abraji manifesta solidariedade a Glenn Greenwald (editor do Intercept) e repudia os ataques direcionados a ele, à sua família e a seus colegas do Intercept, especialmente os que partem de agentes públicos. Tentativas de intimidar e silenciar um veículo são ações típicas de contextos autoritários e não podem ser tolerados na democracia que rege o país”, diz a nota da Abraji, divulgada nesta quarta-feira (19).

De acordo com o texto da Abraji, “a publicação de diálogos de autoridades relacionadas à operação Lava Jato, feita pelo site The Intercept, gerou ataques descabidos aos jornalistas responsáveis pela série de reportagens”.  A entidade também classificou de preocupante o fato de Moro ter chamado o Intercept, em texto no Twitter, de “site aliado a hackers criminosos” (14.jun.2019).

A Fenaj assinou nota com outras entidades na qual afirma que “após publicar uma série de reportagens que trouxe à tona o que provavelmente seja o maior escândalo jurídico-político da história do país, o site The Intercept Brasil vem sofrendo ataques oriundos de setores defensores da Operação Lava Jato”. A Federação observa ainda que as reportagens “revelam diálogos desenvolvidos por agentes públicos no âmbito da operação Lava Jato que tiveram consequências fundamentais para os rumos políticos do país. Portanto, de elevado interesse público. Nenhuma informação divulgada tem caráter privado/individual, outro aspecto a ser considerado ao se analisar se houve violação do direito à privacidade”.

A Repórteres Sem Fronteiras, entidade internacional que defende a liberdade de expressão e de informação como primeira das liberdades, expressou em nota que logo após a publicação das conversas de Moro e procuradores, “nas redes sociais, insultos, mensagens caluniosas e ameaças de morte espalharam-se como rastilho de pólvora, alimentadas por informações e notícias falsas com o objetivo de descredibilizar o trabalho” dos jornalistas. “As autoridades brasileiras devem respeitar o direito ao sigilo da fonte, garantido pela Constituição Federal, assim como assegurar a proteção dos jornalistas“, diz a organização ao acrescentar que “ataques contra a credibilidade de meios de comunicação que revelam informações de interesse público, comprometedoras para o governo, são infelizmente frequentes no Brasil” e “têm por objetivo claramente desviar a atenção do público sobre o conteúdo das revelações”.

A Associação Brasileira de Imprensa afirma, também em nota, que não se pode “impedir que determinadas informações sejam levadas ao conhecimento da sociedade, mesmo que desagradem instituições como o Judiciário”. “A imprensa tem o dever de revelar fatos de interesse público mesmo que o poder insista em mantê-los confinados no universo privado”, finaliza a ABI.

Moro e procuradores da Lava Jato não haviam respondido diretamente às notas publicadas pelas entidades até às 19 horas desta quarta-feira (19).

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