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O mundo BANI e a Educação Híbrida: Realidades que desafiam e impulsionam
| Foto: Freepik

O ano de 2020 trouxe muitos desafios para a Educação. A pandemia fechou escolas e impossibilitou alunos de continuarem seus estudos presencialmente. Do dia para a noite, nos deparamos com a necessidade de criarmos alternativas para enfrentar este desafio e manter todos os nossos alunos estudando. Dúvidas e insegurança surgiram para movimentar os profissionais de educação a desenvolverem estratégias que pudessem trazer uma solução eficaz para o problema.

Talvez, para as escolas brasileiras, este tenha sido um desafio maior primeiramente pela falta de infraestrutura e conectividade que hoje são latentes. Segundo porque, para realmente exercermos a prática do ensino híbrido, ainda é preciso desfazer amarras políticas e investir em maior conectividade e na formação docente. A educação híbrida é uma modalidade que pode cumprir um papel essencial, principalmente no momento no qual estamos vivendo. Em outubro deste ano, foi lançada a Associação Nacional de Educação Básica Híbrida (ANEBHI), com a missão contribuir com a disseminação da modalidade e atuar fortemente na formação de professores. Esta é uma das boas iniciativas que foram criadas em resposta ao novo momento.

De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria, este novo momento, acarretado pela pandemia, trouxe uma aceleração dos processos tecnológicos, promovendo ações e demandas totalmente relacionadas com alta conectividade, programação e transações on-line. Além disso, o acrônimo VUCA que conhecemos para descrever o contexto atual (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) já deu espaço para outro termo: o mundo BANI ou, em português, FANI (Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível). A pandemia e a consequente aceleração do processo de transformação digital viraram nosso mundo de cabeça para baixo, acentuaram as dificuldades, desafiaram toda e qualquer forma de planejamento e bagunçaram nosso estado mental. Sem dúvida, o conceito BANI nos desafia à adaptação, à resiliência, à empatia, ao cuidado com a mente, ao desenvolvimento de mais criatividade e criticidade.

Com este contexto, a educação híbrida nunca fez tanto sentido como está fazendo agora. Esta modalidade, combinada com o desenvolvimento de soft skills para provocar a mudança de comportamento, são ingredientes poderosos. Podem capacitar nossos alunos para lidarem com a ansiedade, serem adaptáveis a este mundo não linear, buscarem soluções e alternativas para os desafios que se impõem, desenvolverem disciplina e aprenderem a utilizar o meio digital com consciência e como ferramenta de conhecimento.

Ao retornarmos nossas atividades presencialmente, com certeza não seremos iguais ao que éramos. O meio digital não mais deixará de fazer parte de nossas vidas, muito menos da escolar. A adaptação a esta nova realidade se faz necessária, com responsabilidade e consciência de que uma metodologia bem formatada, com investimento em infra e em capacitação de professores são o tripé eficiente para contribuir com a formação de cidadãos e profissionais resilientes ao BANI e preparados para o mercado. Aproveito para convidar a todos para conhecerem as iniciativas da Educação do Sistema Fiep, que desde o início vem repensando e reconstruindo suas estratégias educacionais para este novo momento, uma realidade sem volta e, com certeza, cheia de novidades a serem testadas e descobertas a serem experimentadas.

* Texto escrito por Giovana Chimentão Punhagui, pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), certificada pela Universidade de Cambridge para o ensino de língua inglesa e formação de professores. Gerente Executiva de Educação do Sistema Fiep.  O SESI/PR colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no Blog Educação e Mídia.

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