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Embedded Finance: o futuro das finanças é ter tudo conectado em um só lugar
Embedded Finance: o futuro das finanças é ter tudo conectado em um só lugar| Foto: Pexels, Anete Lusina/Reprodução

Ao pensar em experiência completa de usuários, é difícil imaginar uma ocasião que não envolva algum tipo de transação financeira. Independente da situação, para reservar um hotel, solicitar um carro de aluguel ou pedir um lanche à noite, sempre envolve finanças: para abrir uma conta, cadastrar um cartão de crédito ou fazer um pagamento.

A questão mais importante é que o usuário procura por experiências leves e fáceis e se torna incômodo e desgastante quando precisamos de um serviço específico, mas que para concluí-lo é necessário passar por vários outros canais antes.

Uma forte tendência, atrelada à uma experiência mais fluida, é o embedded finance, que possibilita que as empresas com atuação fora do mercado financeiro ofereçam produtos e serviços desse setor para os seus clientes. Empresas como iFood e Amazon são exemplos dessa prática de compras rápidas.

Essa nova tendência permite a criação de produtos direcionados e relevantes, que visam entregar a melhor experiência ao usuário. A partir do momento em que a empresa integra os produtos financeiros, adaptados às necessidades do usuário, nas plataformas que eles já estão possuem no mercado, se abre um novo mundo de possibilidades, no qual o atrito não existe e o produto original dispara.

Seguindo esse padrão, as companhias não nativas se deparam com um campo de possibilidades para oferecer contas e carteiras digitais, cartões de crédito, de débito ou pré-pagos, pagamentos, transferências, empréstimos, seguros, entre outras alternativas. Varejistas, e-commerces e marketplaces, por exemplo, podem oferecer soluções financeiras aos clientes, usufruindo de vantagens competitivas.

A partir dessa novidade de mercado, a resolução de problemas se torna cada vez mais fácil e as pessoas não precisarão voltar ao mundo das finanças toda vez, criando experiências completas e fluidas. A tendência é que essas parcerias entre empresas e bancos ou fintechs aumentem, visando sempre o bem-estar do consumidor.

As inovações propostas para o mercado de meios de pagamento são uma alavanca para a criação de produtos originais com novas propostas — como o PIX e o Open Finance, que estão intimamente ligados à transformação digital no setor e a digitalização do dinheiro. Além disso, novas medidas regulatórias e a evolução de sistemas de Banking as a Service (BaaS) e Fintech as a Service (FaaS) impulsionam ainda mais a disrupção.

O novo termo embedded finance, se trata de uma plataforma base que não é uma fintech e também não cumpre a proposta de ser auto suficiente, ou seja, é necessário que seu negócio, como, por exemplo, o Uber, esteja atrelado a uma solução financeira. Vale ressaltar que a jornada do usuário não é descontinuada e a experiência se concentra em uma única aplicação o que consequentemente remove os atritos e promove uma experiência com ofertas personalizadas e com contexto, diminuindo a taxa de rejeição.

Além disso, as empresas não nativas em finanças, utilizam uma programação de acesso (APIs) que conecta o sistema às companhias nativas com automação financeira. Portanto, apesar do cliente final não conseguir enxergar essa solução de back-office, é ela que concede os pagamentos efetuados para um marketplace, por exemplo.

O setor está cada vez mais abrindo espaço para empresas de back-office e automação, pois elas propõem soluções para processos complexos e ajudam a reduzir os  custos de operações, fazendo com que as empresas não nativas foquem no bem-estar do cliente.

Ter uma fintech embarcada pode ser rentável e eficiente porque melhora a retenção de clientes e a monetização dos produtos financeiros, diminuindo o churn também. Importante ressaltar que existe uma estratégia no setor financeiro para a oferta de produtos e soluções. Mas o mais valioso é a experiência do cliente, com expertises de serviços e produtos mais funcionais. Os meios de pagamento estão fadados a um futuro com a área de finanças atrelada e visando rentabilidade.

*Fernando Nunes é cofundador e CMO na Transfeera, fintech de gestão e automação de pagamentos e recebimentos que ajuda empresas a simplificarem a rotina financeira. Fernando possui mais de 15 anos de experiência em comunicação digital, atuando na Sapient AG2, A2C e na ContaAzul. Estruturou as áreas de Marketing e de Vendas da Transfeera, liderando os times para atingimento dos objetivos e escalabilidade da empresa.

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