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Luciana Ogusco é CPO da Gentelab.
Luciana Ogusco é CPO da Gentelab.| Foto: Divulgação/Gentelab

A presença das mulheres em comparação com a dos homens em cargos de liderança ainda é muito pequena no Brasil. O setor de startups reflete essa disparidade como mostra o “Female Foun-ders Report 2021”, estudo elaborado pela empresa de inovação Distrito, em parceria com a rede global de empreendedorismo Endeavor e a empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia B2Mamy.

O levantamento, divulgado no último Dia Internacional da Mulher, mostra que em 2020 as startups fundadas exclusivamente por mulheres representavam 4,7% da totalidade das empresas do mercado. Já as startups fundadas exclusivamente por homens constituíam 90,2% do mercado.

As dificuldades da mulher no panorama de startups são uma herança ruim como tantas outras que temos do mercado corporativo como um todo. Mas a situação vem mudando aos poucos com referências fortes de empresas que estão em outros patamares, como Cristina Junqueira que assumiu como CEO do Nubank recentemente.

Para que mais mulheres assumam cargos de liderança no mundo dos negócios, além da postura crítica, algumas atitudes precisam ser levadas a cabo por parte das empresas. Acredito que o movimento mais simples e básico é estar aberto ao diálogo, buscar informações em tantos meios que temos à disposição e colocar o plano em prática com pequenas ações é um começo.

Compromisso com a equidade

Na Gentelab, estabelecemos duas premissas importantes (dentro e fora da organização), que foram definidas em março deste ano na reflexão que fizemos para o Dia Internacional da Mulher. A primeira delas é ter equidade no processo de contratação, garantindo que temos o mesmo número de candidatos por gênero. A segunda premissa é ter equidade no catálogo de conteúdo.

Esses dois passos são ainda pequenos diante de tantos outros que a Gentelab necessita dar e que são parte da responsabilidade da empresa em atuar na área da educação, garantindo a diversidade em todos os cenários.

O grande desafio da bandeira que sinaliza por uma participação maior das mulheres em startups, assim como de tantas outras, é que ela deve ser sustentada em todo o ecossistema de negócios, não só no que diz respeito à equidade de cargos e salários, mas também no que se refere à facilidade de se conseguir investimentos.

Ainda é bastante comum que, numa rodada de investimentos por exemplo, tenha mais homens que mulheres, tanto nas empresas que estão sendo avaliadas, quanto nas cadeiras de quem dá o veredicto. Isso não significa, porém, que não haja mulheres na operação ou em outros cargos de lideranças das startups. Assim como eu, que sou co-founder e CPO na Gentelab, existem outras mulheres que possuem cargos de c-level e que têm sua relevância nos negócios.

Apesar do cenário ainda bem desigual, é possível enxergar mudanças; e tenho esperança de que transformações robustas e duradouras sejam geradas. Como sociedade, passamos a assumir que existem diversas lacunas, não apenas para mulheres, e isso passa a refletir em pautas que vão além das revistas de nicho, entrando em conversas cotidianas e em debates nas redes sociais. Acredito que o passo agora é cada vez mais buscar como fazer a diferença dentro e fora da startup.

*Luciana Ogusco é CPO da Gentelab. Empresária com formação em Publicidade e Propaganda e foco em Product Growth Marketing, Luciana Ogusco tem mais de 10 anos de experiência profissional no marketing de produto, serviços e relacionamento.

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