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Igualdade de gênero promove inovação
Igualdade de gênero promove inovação| Foto: Fauxels, Pexels/Reprodução

Estatísticas mostram que a pandemia da Covid-19 foi responsável por frear algumas das conquistas relacionadas à igualdade de gênero, que vinha melhorando na última década. Um relatório recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta a redução de quase 10% de mulheres participando do mercado de trabalho nas Américas, movimento contrário ao avanço observado nos últimos 15 anos.

Esse reflexo havia sido consequência de uma maior oportunidade de empregos formais no setor de serviços, justamente uma das áreas mais afetadas pela pandemia. Diante disso, qual será o caminho para voltarmos a crescer com a participação feminina nas empresas? Muitas vezes a solução pode ser encontrada onde também está o problema: na abertura e incentivo de oportunidades no mercado de trabalho, em especial, em áreas que ainda não têm essa cultura.

Há aproximadamente 4 anos, passei a acompanhar de perto esta transformação, quando mudei o foco da minha carreira da área Jurídica para a de Pessoas & Cultura. Desde então,  tenho percebido muita evolução no mindset de profissionais e empresas em relação à diversidade de gênero no ambiente corporativo. As empresas que se destacam como as mais inovadoras e melhores para se trabalhar consolidaram a visão do mercado de que diversidade gera inovação e crescimento. E que para atingir estes objetivos, é preciso ter pessoas com perspectivas diferentes e competências e habilidades que se complementam.

Mas apesar dessa evolução, a previsão do Fórum Econômico Mundial é de que a igualdade de gênero só será realidade em 2095, ainda que continuemos evoluindo em relação aos direitos das mulheres. Além disso, muitas mulheres ainda carregam uma bagagem interna que as fazem acreditar que não são boas o suficiente, que não estão prontas para cargos maiores e/ou que não são merecedoras de reconhecimento pelas suas entregas.

Tenho acompanhado de perto como esse tema tem sido pauta de discussão no Paraná Banco e PB Tech. Nos dois últimos anos, as ações voltadas a promover a diversidade de gênero ganharam foco. O Código de Ética e Conduta foi reformulado para reforçar o repúdio a qualquer ação ou omissão que reflitam preconceito ou outra forma de discriminação, abuso de poder ou assédio. Foi criado um canal interno e confidencial para apoio e orientação das vítimas de violência doméstica, e as campanhas internas em datas como Dia da Mulher e Dia das Mães focam na reflexão sobre os desafios enfrentados diariamente.

A ação mais recente foi a criação de um programa de estágio exclusivo para mulheres na tecnologia, o RePrograma PB, que resultou na contratação de 23 novas colaboradoras. A ideia surgiu com o objetivo de aumentar a representatividade de mulheres na tecnologia. Afinal, elas representavam mais de 50% no quadro geral de colaboradores e na liderança, mas na Tecnologia apenas 11%. Era preciso mudar essa realidade!

A experiência bem-sucedida fortalece a aspiração de contribuir para a mudança da realidade das mulheres do nosso país e servir como inspiração para que outras empresas se juntem a esse movimento. Mas sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, junto com a sociedade, em busca da equidade de gênero no ambiente profissional, doméstico e social de uma forma geral.

* Claudia Vidal Kuster tem mais de 20 anos de experiência profissional em empresas de grande porte. Conduz times há 15 anos e atualmente é head de Pessoas & Cultura do Paraná Banco. Com ampla vivência em jurídico corporativo, mais recentemente também adquiriu experiência em processos ágeis de RH, adaptação dos subprocessos para incorporação de times de squads, estratégias de treinamento e aculturamento para a promoção da transformação digital.

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