i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

GazzConecta Colab

Foto de perfil de GazzConecta Colab
Ver perfil
Redes sociais

“O dilema das redes”: documentário da Netflix expõe o pior das redes sociais

  • PorBruno Dreher*
  • 11/09/2020 08:52
O Dilema das Redes: novo documentário da Netflix discute a privacidade digital.
O Dilema das Redes: novo documentário da Netflix discute a privacidade digital.| Foto: Reprodução/Netflix

“O Dilema das Redes” é um filme documental que estreou na Netflix na última quarta-feira (9). A obra dá voz a diversos executivos, programadores e ex-funcionários de algumas das gigantes de tecnologia do mundo, como Google, Facebook e Twitter, trazendo a público detalhes sobre seus modelos de negócios.

O documentário é um pouco alarmante e, a meu ver, um pouco exagerado. Porém, sempre há de se ouvir os exageros para fazer um exercício de imaginação sobre o que pode acontecer se não ficarmos vigilantes.

Deste filme, retirei uma frase que resume o mercado de tecnologia de hoje: se você não paga pelo produto, você é o produto.

Este é exatamente o modelo de negócios destas empresas. Na verdade, trata-se de uma releitura moderna de modelos antigos, como a TV aberta ou até mesmo o rádio: você não paga para consumir, as emissoras criam conteúdo para atrair sua atenção e vendem parte dela para um anunciante (falei sobre isso neste artigo sobre a Pluto TV e seu modelo "freemium").

Mas vamos voltar no tempo. Em 2007, criei minha conta no Facebook. Comparado a hoje, naquela época ainda havia poucos usuários na rede e eu possuía uma quantidade reduzida de conexões. Naquela época, eu poderia entrar uma vez por dia na rede e ver todos os posts de todos os meus contatos.

Com o tempo, o número de usuários da rede foi crescendo e o número de amigos que eu fazia, também. E aí tudo mudou de figura: era impossível entrar uma vez por dia e ver os posts de todos. Era preciso entrar duas, três, quatro vezes — até que isso ficou impossível. As pessoas começaram a perder parte dos conteúdos que lhes interessavam.

E aí entram os tão falados algoritmos. Como era impossível fazer você ver tudo, as empresas criaram uma inteligência artificial para identificar o que você quer ver, baseado em seus amigos, curtidas, páginas que você segue, etc.

Até aí, nada de errado! Isso foi feito para ajudar você a ver os conteúdos que lhe interessam. Com isso, você se mantém mais tempo conectado. E quanto mais eles lhe conhecerem, mais assertivos eles serão na escolha do conteúdo que você quer ver.

E isso serve também para os anunciantes: se você mora em Curitiba e nunca foi para Goiânia, não faz sentido aparecer um anúncio de imóvel em Goiânia para você.

Mas as redes sociais têm efeitos colaterais, os quais estamos percebendo agora. Uma delas é a criação de bolhas. Em 2014, já se falou muito em excluir pessoas do Facebook por diferenças políticas. Quem fez isso, se excluiu de pensamentos diferentes e sua rede só afirmou ainda mais suas convicções. O que, em 2018, tornou-se ainda mais evidente, com uma polarização ainda mais acentuada.

Outro efeito colateral é o vício. Cada curtida, novo amigo, seguidor ou notificação que você recebe é uma injeção de dopamina no seu cérebro. Isto acontece pois somos seres sociais e ao sermos “aceitos socialmente”, recebemos uma recompensa, que é este estímulo de dopamina. Este efeito também acontece com o uso de drogas ilícitas.

Inclusive, o próprio seriado compartilha outra frase interessante: “Os únicos mercados que chamam seus clientes de ‘usuários’ são os das redes sociais e das drogas ilícitas”.

Tudo há de se colocar em uma balança. É fato que as redes sociais trazem benefícios para os humanos. Caso contrário, não seríamos tão ativos e, por que não, dependentes delas. Porém, a percepção destes efeitos colaterais não muito positivos, pode fazer com que possamos nos tornar imunes a eles.

Eu não excluo ninguém por pensar diferente de mim. Pelo contrário, tento me manter longe de uma bolha, sempre explorando novos conteúdos, pessoas e pontos de vistas. Mas não pense que eu não fico indignado com o que não concordo, e penso muitas vezes em me afastar das pessoas. Mas isso permite que eu não me torne alienado, preso em um mundo em que todos pensam igual a mim.

A discordância leva o mundo adiante. Einstein discordou de Newton, Churchill discordou de Hitler, Nikola Tesla discordou de Thomas Edison, que discordou de John Rockefeller. Estes são apenas alguns exemplos de discordâncias que mudaram o mundo para melhor.

Saia da sua bolha! Aceite quem discorda de você! Crie novas soluções! Todos vamos sair ganhando.

*Bruno Dreher é consultor, palestrante, especialista em inovação pela Universidade Hebraica de Jerusalém, membro da World Futures Studies Federation (Paris, França) e World Future Society (Chicago, EUA).

5 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 5 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • D

    Dan

    ± 0 minutos

    Desculpa mas discordo totalmente com esse ponto de vista extremamente simplista e otimista que você fez, vou explicar: Os algoritmos não estão aí pra nos ajudar não, estão pra nos condicionar... como a rede de tv aberta, as redes sociais gratuitas não estão interessadas em apenas nos entreter ou informar, são elas que ditam as regras. Quando falam “se vc não paga pelo produto, vc é o produto” não estão falando necessariamente em dinheiro, mas em quem comanda (sistema) e quem ainda não entendeu isso.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • R

    Reinaldo de Oliveira

    ± 37 dias

    Respeito quem gosta das redes sociais, mas eu não consigo ver sentido no que ela entrega para o "usuário". Prefiro ser social num bom bate papo a moda antiga, olho no olho sem medo de mostrar as fraquezas e ser feliz.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • G

    Guerra Vaz

    ± 38 dias

    Não conheço nada mais chato do que Facebook Instagram. Entro muito de vez em quando e apenas no notebook. Não vejo utilidade nenhuma. Pra publicidade parece que o Face a cada dia perde engajamento e não dá retorno.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • E

    Eden Lopes Feldman

    ± 38 dias

    A verdade é que a mídia tradicional perdeu espaço e consequentemente muito dinheiro. Existe uma campanha para que grandes empresas não efetuarem propagandas nas redes sociais. Então vão fazer propaganda onde o público está diminuindo a cada dia. O disco de vinil , a fita cassete e o DVD foram substituídos na internet. Assim a mídia tradicional televisiva e o rádio como o conhecemos vão se extinguir. Em breve.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • A

    Ana Luiza

    ± 38 dias

    Documentário conta um monte de verdades para, no final, dizer que o Bolsonaro é do mal. Ou seja, só mais propaganda. Não recomendo!

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]