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Fundador e CEO da ROIT, idealizador de solução hiperautomatizada e presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro chama a atenção para o protagonismo que a inteligência humana tem nessa nova onda
Fundador e CEO da ROIT, idealizador de solução hiperautomatizada e presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro chama a atenção para o protagonismo que a inteligência humana tem nessa nova onda| Foto: Unsplash, Frank Busch/Reprodução

A bola está quicando na área, à espera de alguém anotar o gol. A metáfora vale para a nova onda do mercado, a hiperautomação. Os instrumentos e recursos estão postos para transformar em realidade o que hoje é tendência. O que falta? Na analogia com o futebol, um atacante para estufar as redes. No mundo dos negócios, os profissionais se apropriarem e implementarem o conceito em suas organizações.

A análise é do empresário Lucas Ribeiro, fundador e CEO do Grupo ROIT, vanguarda na prestação de serviços de gestão contábil, fiscal, tributária e financeira baseada em hiperautomação. Tanto que ele vem sendo convidado para falar em eventos para explicar em que consistem e os ganhos de processos hiperautomatizados – participou, por exemplo, como debatedor no South Summit 2022, um dos maiores encontros do mundo sobre inovação, realizado em maio, em Porto Alegre (RS).

<em>Lucas Ribeiro, fundador do Grupo ROIT</em>
Lucas Ribeiro, fundador do Grupo ROIT

Na avaliação de Ribeiro, atual presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação no Paraná (Assespro-PR), a hiperautomação não vem por si só, tampouco apenas a partir de macrodecisões organizacionais. Para o executivo, é um processo de construção mais orgânico: está nas mãos dos talentos a tarefa de entender, lançar mão e tornar processos hiperautomatizados práticas de fato.

“Seja o profissional que vai protagonizar na sua empresa essa nova onda evolutiva, a hiperautomação”, recomenda a colaboradores, gestores, executivos e líderes empresariais o fundador do Grupo ROIT. “E, embora já seja um termo sobre o qual, numa busca na internet, já encontramos várias referências, ainda precisa ser mais bem conhecido e difundido entre as organizações”, pontua.

Uma compreensão basilar, observa Ribeiro, é a de que a hiperautomação não se restringe à atualização de soluções tecnológicas, como uma geração sucessora da onda de automação. Vai além. É, sim, a intensificação combinada da Automação Robótica de Processos (RPA), do Machine Learning (ML) e Inteligência Artificial (IA), mas de forma “orquestrada” e em todas as etapas dos processos, liberando o profissional para se dedicar a funções estratégicas, inerentes à inteligência humana.

“A Gartner, empresa internacional de consultoria, em pesquisa recente com executivos, calculou que até 2024 serão investidos US$ 600 bilhões, em todo o mundo, em hiperautomação. Isso significará ganho competitivo das organizações que apostarem nesse caminho e constituirá incremento em produtividade. O profissional que estiver atento a isso sairá na frente, levando essa inovação à sua empresa”, argumenta Ribeiro.

Baseando-se no estudo da consultoria Gartner, e no que o próprio Grupo ROIT tem colocado em prática, o executivo ressalta a importância de profissionais e corporações – e mesmo da sociedade, de um modo geral – incorporarem uma cultura digital. Esta implica, além de inovações tecnológicas, na adoção de práticas e procedimentos integrados, colaborativos. “É como diz a Gartner em seu estudo: implementar a hiperautomação passa por ‘estabelecer um mapeamento holístico, e priorizar o coletivo nas iniciativas, em vez de ilhas de automação de tarefas’.”

Ou seja, é buscar negócios “sinérgicos e coordenados” e abolir processos “compartimentados em seus respectivos setores, sem conexão com outras áreas”. “A hiperautomação de fato, e não de retórica, é aquela em que, por meio de um único sistema, viabiliza a conexão de seus processos, de ponta a ponta; possibilita um olhar sobre o todo. Além, claro, de embarcar elementos como agilidade e acuidade nos processos.”

Do portfólio de clientes (corporações de atividades econômicas diversas) que estão contratando a solução hiperautomatizada do Grupo ROIT (a Esteira de Hiperautomação), passa a fazer parte o Grupo Equatorial, com suas distribuidoras de energia elétrica e outras empresas de utilities e serviços, consolidadas de Norte à Sul do Brasil. A empresa chegou recentemente no Rio Grande do Sul, ao adquirir a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). Parte do case de sucesso, inclusive, foi apresentado durante o South Summit.

“É uma solução de hiperautomação end-to-end de compras e pagamentos para mais de 30 tipos de documentos. A Esteira de Hiperautomação começa com a entrada dos documentos, seguindo pela classificação, extração, complementação, robô de vínculos, robô fiscal, robô contábil, robô financeiro e integrações”, ilustra Ribeiro.

*Lucas Ribeiro é fundador e CEO do Grupo ROIT e presidente da Assespro-PR.

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