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Sua empresa está preparada para contratar remotamente?
Sua empresa está preparada para contratar remotamente?| Foto: Unsplash, Surface/Reprodução

Com o novo cenário das contratações no modelo remoto, a competitividade entre empresas passou a crescer quando falamos da busca por uma pessoa qualificada. Hoje, a realidade é diferente, o candidato tem em suas mãos o poder de decisão e cabe às organizações convencerem as pessoas a trabalharem para elas. Esta procura tem ultrapassado geolocalizações, é o que mostra a última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), onde 73% dos recrutadores afirmaram considerar candidatos de outras localidades e 64% efetivamente o fizeram ao longo do último ano. Mas, diante deste enredo, a sua empresa está de fato preparada e exercendo boas contratações remotas?

Capacitação do recrutador

O recrutamento parece fácil aos olhos de quem ainda não teve que realizar algum e muitas pessoas tendem a pensar que o processo é simples: baseado no primeiro contato com o candidato, seja por ligação ou mensagem, o compartilhamento da descrição da vaga, marcação da entrevista e em seguida a decisão de admissão ou não, mas a realidade é bem diferente, especialmente em uma contratação online.

Com a concorrência, no processo de convencimento do candidato é fundamental para além da remuneração, conseguir transmitir a cultura de empresa, os benefícios e a sua importância para o cenário daquele trabalho, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional também. E, sem a possibilidade de utilizar recursos táteis e realísticos,  este momento de provar a melhor escolha ao entrevistado, diante de tantas outras que devem o impactar diariamente, pode ser a parte mais desafiadora. Por isso, é essencial que o recrutador passe por uma boa capacitação antes de conversar com o escolhido, principalmente, porque este contato será disseminado pelo famoso “boca a boca” entre outros possíveis candidatos.

O processo de busca 

A fase de pesquisa necessita de um grande espaço de tempo e esforço. Geralmente, a busca acontece pelos perfis dispostos no LinkedIn, banco de talentos da empresa, rede de leads e, em sua maioria, por indicações também. A partir daí, um nivelamento das opções e contato mais direto com os candidatos passa a acontecer. Mas todo funil de contratação pode e deve ser otimizado com base no recrutamento orientado por dados, favorecendo a empresa em uma boa vantagem competitiva.

Ainda, com base no ICRH, cerca de 73% dos líderes de talentos corporativos disseram que os dados são essenciais para se manter competitivo no mercado, à medida que a realidade em evolução devido ao Covid-19 continua a se desenrolar e as necessidades mudaram. Logo, se tornou uma prioridade as empresas no quesito recrutamento.

Um bom exemplo é a criação de um portal de carreiras para atração e conexão com plataformas de divulgação de vagas. A Factorial, por exemplo, dispõe de um software ATS capaz de oferecer as empresas a administração dos processos seletivos e de recrutamento e seleção de forma automatizada e em minutos, empresas como The Power MBA, Whisbi e Arcelor Mittal optaram pela solução. Diante desta sofisticação, é aberto um leque para a empresa de oportunidades e agilidade em encontrar talentos já previamente qualificados para os requisitos desejados, uma pensamento também a longo prazo como uma estratégia multicanal.

Vale pensar também que, sem essa abordagem orientada pelos dados, se torna mais desafiador acompanhar todos os candidatos em potencial e realizar a seleção dos ideais.

Integração do novo funcionário

Depois da efetivação, o processo de contratação remota ainda continua, pois, chega a fase de adaptação e integração do novo funcionário a cultura organizacional, que também é um momento decisivo do candidato sobre sua permanência na  empresa. Ainda, segundo o estudo mencionado, para os recrutadores, a adaptação à cultura local e corporativa, a geração de aproximação com a equipe e o tempo necessário para a adequação do profissional ao fluxo de atividades são os 3 principais desafios na integração desse público.

Logo, com o início na capacitação do recrutador, passagem pela busca com base nos dados, o processo de onboarding também faz parte da preparação da empresa para contratações remotas e vantagem competitiva no mercado.

*Renan Conde é Diretor Brasil da Factorial, solução all-in-one de gestão de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, desde 2020, onde tem gerenciado grandes equipes e atuado no desenvolvimento de novos mercado como o Reino Unido, Holanda, Alemanha, Itália, Portugal e Brasil. Especialista no desenvolvimento de negócios internacionais há mais de 10 anos, passou por empresas como Casafari, a francesa Green-Acres, Coface, Icatu Seguros representando Insurope & Swiss Life no Brasil e Itaú. Formado em administração de empresas, já participou de conferências da Insurope em Leipzig onde foi premiado por Business Achievement Goal.

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