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A necessidade de maior percepção da sociedade sobre a importância das Unidades de Conservação foi a principal conclusão do VIII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado na semana passada – de 21 a 25 de setembro – em Curitiba. O evento reuniu mais de 1.200 especialistas em conservação do Brasil e do exterior em conferências e simpósios, e contou com 167 trabalhos técnicos apresentados.

Um dos pontos que fomentaram a discussão foi o incentivo para a proteção de terras privadas, tema de uma das mesas do IV Simpósio Internacional de Conservação da Natureza, evento realizado em paralelo ao CBUC. O diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges, compôs a mesa de debate, ao lado de representantes de programas governamentais de pagamento por serviços ambientais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, que apresentaram suas experiências.

Ele falou sobre o Programa Desmatamento Evitado, que a SPVS desenvolve desde 2003 com o objetivo de promover a conservação dos últimos remanescentes de áreas naturais no bioma Mata Atlântica, em especial a Floresta com Araucária, no Sul do país. Através da adoção de áreas, a instituição faz a ponte entre as propriedades adotadas e as empresas interessadas em apoiá-las, além da orientação dos proprietários sobre como preservá-las.

“O programa é um mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) focado em áreas consideradas prioritárias”, explica Borges. Ou seja, dependendo do tamanho da área e da situação de conservação em que ela se encontra, o proprietário recebe, por um período de até cinco anos, uma quantia para protegê-la. Até aqui, foram 33 áreas adotadas em 23 municípios do sul do Brasil, somando quase cinco mil hectares de mata nativa conservada.

Atualmente, 12 propriedades desse total se tornaram ou estão em processo de transformação em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), o que garante de maneira definitiva a proteção de longo prazo dessas áreas. Orlando Crema já foi adotado pelo programa e transformou sua área em RPPN. Graças ao projeto, ele conseguiu cercar toda a propriedade e protegê-la de forma mais eficaz. “Sempre fui tachado de sonhador. Quando fui adotado, tinha só um filete de água passando pela área. Hoje, 1.500 m³ de água cristalina passam por dia pela propriedade”, conta emocionado.

Além de apresentar o programa e trocar experiências sobre estratégias de incentivo, a SPVS participou do evento com um estande, onde os técnicos tiraram dúvidas dos participantes sobre as iniciativas da instituição, e com trabalhos técnicos expostos no local do evento. A medição das emissões de carbono do CBUC também foi feita pela instituição, que vai calcular a melhor maneira para que elas sejam compensadas.

*Artigo escrito pela equipe da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, parceira do Instituto GRPCOM no blog Giro Sustentável.

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