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A força da inovação curitibana

  • Fernando Bittencourt LucianoPor Fernando Bittencourt Luciano
  • 26/11/2020 17:20
A força da inovação curitibana
| Foto: Lu Prezia/Divulgação

Novembro tem sacudido a capital paranaense e fixado Curitiba como referência no cenário nacional de inovação. Semana passada, foi anunciada a compra de 75% do brechó online TROC pela Arezzo&Co. Trata-se de um case muito importante e que traz vários elementos que demonstram um ecossistema que vem alcançando a maturidade. Vejamos:

1. Primeiro, a TROC foi contemplada por um fundo de investimento local, a Honey Island Capital – que possui capital de outra startup local famosa, o EBANX. Esse case é o primeiro exit da Honey Island;

2. Luanna Toniolo Domakoski é a CEO da empresa, e realizou a venda na semana em que o mundo estava celebrando o dia mundial do empreendedorismo feminino;

3. O core business da empresa traz consigo a visão de sustentabilidade ambiental e da consciência no consumo, vez que a TROC é uma plataforma de venda de roupas de segunda mão.

Segundo Luanna e Henrique Domakoski, a TROC recebeu também a oferta de outros dois grandes grupos de corporate venture. Isso torna o caso da companhia ainda mais icônico, pois demonstra o apetite de grandes empresas em investir em startups, denotando uma mudança de cultura no nosso país, já que o corporate venture era muito tímido ou quase inexistente até pouco tempo atrás em terras brasileiras.

Mariana Foresti, partner na Honey Island, conta que “esse é o primeiro case de ciclo completo que comprova a força que nosso ecossistema vem ganhando. Startup com fomento de um fundo criado por empreendedores locais fazendo uma venda para um player de renome nacional. O fato de ser uma fundadora mulher nos deixa animados, pois será exemplo e inspiração para outras”.

Além do investimento da TROC, na semana passada também foi anunciada a rodada de série D na Olist, injetando um total de R$ 310 milhões de reais na startup curitibana, uma plataforma de marketplace para pequenos lojistas. Esse investimento oportunizou a aquisição da startup paulista Clickspace e deverá gerar um crescimento ainda mais acelerado da Olist, que foi impulsionada em 2020 pelo crescimento vertiginoso das vendas online no Brasil. Outro exemplo divulgado nesta semana foi o investimento de US$ 10 milhões da gestora Península e da Endeavor na healthtech Hi Technologies, que passa a se chamar Hilab.

A healthtech, que tem como propósito entregar mini laboratórios de análises clínicas em todos os lugares, foi uma das empresas que respondeu rapidamente à pandemia de Covid-19, desenvolvendo exames rápidos para a detecção do vírus SARS-CoV-2. A startup nascida em Curitiba levantou sua terceira rodada de investimento em um ano no qual duplicou seu corpo de colaboradores, apresentando também um crescimento mensal em mais de dois dígitos percentuais.

Para finalizar as ótimas notícias do Vale do Pinhão, grandes veículos nacionais noticiaram rumores de que a MadeiraMadeira estaria prestes a receber uma nova rodada de investimento, o que poderá conferir à empresa o status de segundo unicórnio curitibano.

Essas ações, em conjunto, certamente irão criar algumas centenas de empregos na cidade. Mas, ainda mais importante: novembro está sendo um período de validação de uma Curitiba que cria tecnologia e inovação de impacto no Brasil e o mundo. Esses casos icônicos ajudam a dar coragem para que novas startups sejam criadas e que as atuais se desenvolvam, que fundos de capital de risco olhem cada vez mais para a nossa comunidade e que sejamos mais uma das grandes referências fora do eixo Rio-São Paulo.

Ao mesmo tempo, esse movimento de consolidação não chega sem outros grandes desafios. O principal deles, acredito, será o acesso a recursos humanos qualificados. Apesar de estarmos falando de empresas de tecnologia, startups são feitas de pessoas capacitadas, muitas delas em cargos que ainda nem possuem uma formação exata nas universidades. 

A melhor maneira de resolver esse problema, que já é latente em nosso ecossistema, será, mais uma vez, por meio da união. As instituições de educação devem se abrir para criar modalidades flexíveis de formação e conectadas à nova realidade do mundo. As empresas de tecnologia devem colaborar para elaborar esses currículos e fomentar a criação de novos modelos de aprendizagem, que devem ter um olhar para públicos diferentes: tanto os jovens que buscam sua primeira formação profissional, quanto pessoas que buscam uma transição de carreira, porque esse é um efeito colateral da inserção tecnológica em nossa sociedade, onde muitas carreiras vêm perdendo a sua relevância e estão desaparecendo.

Essa colaboração poderá criar um solo ainda mais fértil para o desenvolvimento socioeconômico local. Caso não ocorra, poderemos enfrentar um cenário de restrição que é gritante em centros maiores como São Paulo, onde a mão de obra tem atingido custos absurdos por conta de sua escassez.

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