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Cães não regulam a temperatura corporal como humanos e precisam de mais atenção em dias quentes
Cães não regulam a temperatura corporal como humanos e precisam de mais atenção em dias quentes| Foto: Karsten Winegeart/Unsplash

A chegada do verão traz consigo não apenas dias ensolarados e divertidos ao lado dos nossos cães, mas também preocupações quanto à saúde deles. Isso porque os cachorros estão suscetíveis a uma condição perigosa conhecida como hipertermia, tornando vital que os tutores estejam cientes dos cuidados específicos necessários para garantir o bem-estar e a segurança de seus pets durante essa estação.

A hipertermia é caracterizada pelo aumento da temperatura corporal acima dos níveis normais e pode ser desencadeada pelo calor excessivo. Ela é uma ameaça real para os cães no verão, porque eles não regulam a temperatura corporal da mesma forma que os humanos, sendo mais vulneráveis a condições climáticas extremas.

Um dos principais desafios que os cães enfrentam durante os dias quentes é a incapacidade de dissipar o calor de maneira eficiente. Diferentemente dos humanos, que transpiram para se resfriarem, os cães dependem principalmente da respiração rápida e da liberação de calor através das almofadas das patas. Esses mecanismos são muitas vezes insuficientes quando as temperaturas sobem.

Para protegê-los, é essencial seguir algumas diretrizes durante o verão. Primeiramente, evite realizar atividades durante os horários de pico de calor, optando por passeios mais curtos nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde. Certifique-se de que haja sempre água fresca disponível e nunca deixe seu cão sozinho em um carro estacionado, mesmo que por um curto período, pois as temperaturas internas podem subir rapidamente, levando à hipertermia.

Outra prática importante é proporcionar áreas sombreadas para os cães, seja em casa ou durante atividades ao ar livre. Superfícies quentes como calçadas e asfalto podem causar queimaduras nas almofadas das patas, agravando ainda mais o risco de hipertermia.

Permita também que ele tenha acesso a locais ventilados em casa e, nos dias mais quentes, ofereça maneiras de se refrescar: molhe uma toalha com água fresca e envolva seu cão suavemente para resfriar seu corpo – mas certifique-se de não deixar a toalha molhada por muito tempo para evitar um resfriamento excessivo. Tapetes de refrigeração ajudam os cães a manterem uma temperatura corporal mais baixa, tenha-os disponíveis. E por fim, congele brinquedos ou petiscos em água e ofereça a seu cão para lamber e brincar. Isso não apenas o entretém, mas também o refresca.

Reconhecer os sinais de hipertermia é crucial para a intervenção rápida. Ofegar excessivo, salivação intensa, fraqueza, vômitos e respiração acelerada são indicadores de que um cão pode estar sofrendo com o calor. Em casos graves, a hipertermia pode levar a danos irreversíveis nos órgãos e à morte.

Portanto, ao desfrutar dos dias ensolarados com seu cão neste verão, lembre-se de protegê-lo do calor excessivo. Adotar medidas preventivas e estar atento aos sinais de desconforto pode garantir que nossos leais companheiros continuem a desfrutar de uma vida saudável e feliz mesmo nos dias mais quentes.

*Pedro Fontoura é biólogo comportamentalista e adestrador

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