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Portrait of a dog on street. Small dog on street. Close up of dog. Cute little dog portrait. Beautiful dog. City dog life.
Portrait of a dog on street. Small dog on street. Close up of dog. Cute little dog portrait. Beautiful dog. City dog life.| Foto:

Hoje, venho trazer quatro estratégias que eu adoro, para não precisar punir o seu cão. Uma das estratégias visa valorizar o comportamento desejável. As outras existem para podermos lidar com problemas indesejáveis – aqueles comportamentos naturais para os cães, porém, que não desejamos a sua ocorrência, como, por exemplo, pé de cadeiras e mesas destruídos por mordidas, buracos no gramado do quintal ou até mesmo pulos.

Dito isso, vamos a primeira estratégia! Quando o comportamento é desejável, você deve REFORÇAR, com o uso de marcadores como o Cliker, acrescentando petiscos, carinho, atenção e até brincadeiras. Com isso, a tendência é que o comportamento aumente de frequência.

Podemos usar essa tática, por exemplo, para reforçar quando o cachorro acerta o xixi no tapete higiênico; quando ele “senta” para esperar a comida; ou, até mesmo, para reforçar um estado emocional calmo, quando perante a algum estímulo externo. Fico tentado a dizer que essa é a base do adestramento positivo.

Agora, quando o comportamento é indesejável, uma das técnicas é a ANTECIPAÇÃO. Se for possível, se antecipe para que o comportamento indesejável não aconteça. Parece bobo, mas muitas vezes não pensamos nessa estratégia.
Alguns exemplos: não deixar o chinelo em local de acesso ao nosso cão; não deixar comida na mesa sem supervisão; ou, até ideias mais complexas, como tirar provisoriamente os tapetes da sala, para evitar aquele xixi errado. O que vale aqui é a criatividade e pensar: “tá, isso aconteceu, eu poderia ter me antecipado para que não tivesse acontecido?”

A outra estratégica é IGNORAR. Sempre tem aquele cachorro que pega um chinelo e sai correndo, para que você vá atrás, ou que sabe fazer xixi no tapetinho, porém, quando você está com visitas, sem dar atenção, ele apronta contigo e faz um xixi na frente das visitas – pra tentar ganhar sua atenção. Nesses casos, você acaba não levando foco para aquela situação e, assim, não reforçando sem querer aquele comportamento.

Por último, ENSINE outro comportamento incompatível com aquele indesejável, para que a duração deste diminua. Por exemplo: seu cão está correndo atrás do seu gato, e você usa o “vem” ou o “aqui”, para chamá-lo neste momento. É tudo questão de ensinar, praticar e firmar comportamentos.

Vamos de exemplos curtos para estimular o exercício mental:

Comportamento indesejável: pular: se o cachorro não pulou, REFORCE, ele pode entender que não pular é o correto naquela situação. Se ele tentar pular, se ANTECIPE e tire o seu corpo, ele não conseguirá encostar as patas nas suas pernas. Se não tem como se antecipar, pelo menos IGNORE os pulos não dando atenção visual, verbal ou de carinho, com o tempo e repetição dessa técnica, a frequência dos pulos poderá diminuir. Agora, se ele já sabe o “senta”, você pode assim pedir, para aí lhe fazer um carinho na cabeça, recompensando-o por sentar ao invés de pular.

Mentalize outro comportamento indesejável qualquer e tente pensar nas quatro estratégias. Nem sempre as quatro se aplicam a determinados casos, mas, duas ou três delas sempre dão certo de imaginar e aplicar. Dessa forma, diminuímos a quantidade de brigas, “psiu” e até o “não”, expressão que alguns cachorros escutam mais até do que seus próprios nomes (risos).

*Raphael Schmidt é educador pet.

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