i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Mauro Cezar Pereira

Foto de perfil de Mauro Cezar Pereira
Ver perfil
Análise

Calendário feito pela CBF, com jogos em meio a Natal e ano novo, é necessário

  • PorMauro Cezar Pereira
  • [09/07/2020] [19:09]
CBF divulgou calendário de 2020 com final das competições em 2021
CBF divulgou calendário de 2020 com final das competições em 2021| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

Aos poucos o futebol vai voltando, mesmo com o Brasil mantendo o ritmo e produzindo mortes em larga escala devido à Covid-19. Mas qual a alternativa? Depois de meses desperdiçados sem que uma verdadeira quarentena com medidas realmente necessárias fossem tomadas, o pouco fôlego dos clubes já se foi e muitos precisam de respiração artificial.

Por essas e outras o Coritiba busca saída no ato trabalhista, o Athletico reivindica a volta do Campeonato Paranaense e o Paraná corre atrás de investidores. Em São Paulo os times agradecem o fato de terem desatado o nó com o governo estadual para que possam voltar a jogar ainda em julho. Sem entrar em campo as receitas minguam ainda mais, afinal.

Por essas e outras a decisão da CBF de estabelecer um calendário, embora tardia, é correta, necessária. Até quando os clubes poderiam ficar à espera de um cenário mais adequado? Obviamente não é uma situação simples, mas times com o mínimo de estrutura têm condições de testar seus profissionais e isolá-los, se necessário. Criar uma bolha segura.

>> Todas as colunas de Mauro Cezar Pereira

Da mesma forma que setores diversos da economia, o futebol emprega muita gente. No primeiro momento o segmento fez o necessário, interrompendo treinos e partidas. Mas o país jamais conseguiu o mínimo de harmonia nas decisões tomadas para conter o novo coronavírus. O governo federal remava para um lado com força, governos estaduais para outros. Uma bagunça.

Os equívocos cometidos por políticos, uns mais, como o presidente da República, outros menos, na forma como deveriam enfrentar a pandemia, praticamente queimou o gás existente. Quando a bola parou em março, as estimativas eram de que a maioria dos clubes de futebol, com dificuldades, poderia suportar três meses sem atividade. Esse prazo já foi embora.

Evidentemente a saúde dos atletas e demais profissionais deve ser prioridade, por isso cabe a cada agremiação criar zonas seguras em seus Centros de Treinamento e estádios, com rigorosos protocolos de segurança e muitos testes. Jogando, pelo menos é possível faturar com o recebimento do dinheiro da venda dos direitos de transmissão e os patrocinadores têm retorno.

Atuar em meio a Natal e ano novo não é problema. Já tivemos inúmeros momentos nos quais se jogou nesse período do ano no Brasil. Decisões aconteceram entre as duas datas comemorativas como a final do Brasileiro de 1998 e da Copa Mercosul 2000. E no passado eram comuns as temporadas invadindo o ano seguinte. Não é o ideal, mas esse é um ano atípico, não há saída.

Exceto se quisermos que os clubes fiquem um ano inteiro parados, em processo de falência. Como quase 800 mil empresas nesse período de luta contra a Covid-19. Treinar, jogar, ter todos os cuidados necessários com a criação de ambientes realmente seguros. Jogadores e quem os cerca sendo responsáveis, evitando saídas quando não estiverem a serviço. Pela sobrevivência de clubes e preservação de seus empregos.

>> Brasil x Argentina, 1990: contra volantes e zagueiros, a vitória da paciência e da fé em Maradona

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]
Tudo sobre:

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.