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Mauro Cezar Pereira

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Reação?

São Paulo, Vasco, Cruzeiro, Grêmio… crise!

  • PorMauro Cezar Pereira
  • 02/06/2019 20:13
Torcida do São Paulo protesta.
Torcida do São Paulo protesta.| Foto:

No Brasileiro de 2018, o Grêmio, então campeão da Libertadores, da Recopa e do Rio Grande do Sul, perdeu apenas oito partidas em 38 rodadas. Nas sete que realizou até aqui na atual edição do campeonato, o tricolor gaúcho já acumula quatro derrotas. Venceu uma só vez (1 a 0 sobre o Atlético, em Porto Alegre) e tem a quarta pior defesa de todo o certame.

>> Tabela do Brasileirão 2019

Depois de uma reação na reta final do Estadual, o São Paulo alimentou esperanças de sua sofrida torcida. Chegou à final e nem mesmo a derrota para o Corinthians nos últimos minutos interrompeu a onda de fé são-paulina. Mas o time não vence há cinco pelejas, perdeu três delas, duas disputando a Copa do Brasil, da qual foi eliminado pelo Bahia.

Conhecido por sua defesa segura, característica de seu treinador, Mano Menezes, o Cruzeiro saiu de campo após o 1 a 1 com o São Paulo, no Pacaembu, ainda como um dos times mais vazados na Série A: 14 vezes; só o Fluminense está pior, com 15. Vizinho da zona de rebaixamento, o time está a seis partidas sem vitória e saiu derrotado em quatro delas.

A situação do Vasco é a mais angustiante. Não apenas pelo momento atual, mas por seu retrospecto de três rebaixamentos em menos de uma década, com enorme risco de nova queda no ano passado. O time simplesmente não venceu e, desde que Vanderlei Luxemburgo foi anunciado, foram dois pontos ganhos em 12 possíveis, nove sob o comando do treinador.

A cada mau resultado gremista, mais acirrado fica o contato entre Renato "Gaúcho" Portaluppi e alguns repórteres. Depois da derrota para o Bahia, sábado, questionado por mais uma atuação fraca, o técnico do Grêmio alegou desfalques, perguntou se o repórter lá estava "pra fazer onda", afirmou que o time melhorará, mas, novamente, não explicou a má fase.

Nos arredores do estádio, antes de o São Paulo passar mais um jogo sem vencer, torcedores protestaram, irritados com a fase do time e, ainda mais, contra o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Prisões, bombas, confrontos com a polícia e mais manifestações na arquibancada marcaram o domingo chuvoso. E o time não dá sinal de reação.

>> TABELA: confira a classificação da Série A

O Cruzeiro, por sinal, mostrou algo de novo, pois o time criou muitas situações de gol, proporcionando ao goleiro são-paulino, Thiago Volpi, a chance de sair do gramado como o melhor em campo. Foram 13 finalizações, cinco na direção certa, com o arqueiro rival trabalhando. Mesmo fora de casa, esteve mais perto da vitória, dando esperança de reação.

Os vascaínos, também como visitantes, viram sua equipe finalizar mais do que o Botafogo, mas perderam na única vez que o time da estrela solitária mandou a pelota na direção certa. O problema é que os vascaínos estão na última colocação, sempre às voltas com atrasos salariais. No momento devem um mês do que está em carteira e dois no direito de imagem.

Como o próprio Renato Portaluppi tem dito, é muito provável, óbvio até, que o Grêmio reagirá. Mas a distância para o líder vai crescendo e recuperar terreno pode se transformar em missão impossível. E se o treinador não explica a fase ruim, será que ele já conseguiu identificar os problemas da equipe, para então trabalhar e corrigi-los?

O caso do São Paulo é complexo, demandaria algo como terapia coletiva por envolver uma torcida que na década passada se habituou a conquistas e na última década ganhou uma Copa Sul-americana, nada mais. As seguidas fases ruins, trocas de treinadores, idas e vidas de jogadores, vendas precoces de jovens promissores… Não há mais paciência. Só ódio crescente.

A grande dívida cruzeirense já preocupava os torcedores mais lúcidos há tempos. O cenário ficou ainda mais preocupante depois da reportagem dos jornalistas Rodrigo Capelo e Gabriela Moreira que a TV Globo levou ao ar há uma semana. Mesmo que Mano e seus jogadores consigam retomar um bom rumo nas quatro linhas, o que está fora dele parece de difícil cura.

Como não se observa saída para o também encalacrado Vasco, de finanças combalidas e time enfraquecido. A aposta da vez é um técnico que foi a maior grife do futebol nacional, comandou grandes clubes do país, a seleção brasileira e o Real Madrid, mas estava há quase 600 dias sem treinar um time. Uma combinação arriscada, com muitos jovens indo a campo.

Sim, são 38 rodadas, ainda faltam 31 e depois da Copa América, que nas próximas semanas interromperá as competições de clubes, restarão 29, ou pelo menos 87 pontos em jogo para cada time. Mas de acordo com os objetivos de cada um desses times, o mau começo e as razões que os conduziram às suas crises poderão deixá-los distantes do sonho e com seguidos pesadelos.

O Fluminense é outro grande em maus lençóis, na fronteira da zona de rebaixamento após a derrota para o Athletico. Sem o técnico Fernando Diniz, suspenso, perdeu o volante Aírton, merecidamente expulso a 32 minutos de cotejo. O placar já apontava 1 a 0 para o Furacão, terminou em 3 a 0, o mesmo resultado da visita do Boca Juniors à Arena da Baixada.

A diferença entre os tricolores cariocas e os quatro acima citados é que sua principal meta segue sendo alcançada: ficar fora do rebaixamento. E o elenco, embora bem inferior aos principais times do país, grupo do qual os atleticanos fazem parte, já mostrou capacidade de fazer bons jogos, com vitórias marcantes, mesmo sofrendo muitos gols.

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