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Destinos do vinho
| Foto: Bigstock

Uma garrafa de vinho é como um bilhete de viagem para uma região longínqua. Basta pensar na origem da bebida e a imaginação transporta aos mais distantes e surpreendentes destinos. Cada qual possuidor de magia, cores e feições próprias, traduzidas nos sabores muito peculiares de seus vinhos – o gosto do terroir.

Com um rótulo do Douro à mesa, sinto-me dentro daquela região montanhosa, com os parreirais engastados nos patamares esculpidos de cima abaixo dos altos montes, entrecortados por vales onde serpenteiam rios e riachos. Vejo o casario branco das aldeias salpicado contra as montanhas, estradas e caminhos esgueirando-se pelos penhascos, o trem à beira do Douro, arte rupestre pré-histórica, adegas, quintas e o colorido da população e da gastronomia.

Um Malbec argentino nos leva à região de Mendoza, os cumes nevados dos Andes ao fundo; um Sauvignon Blanc chileno, às proximidades da escarpada costa daquele país, banhada pelo Oceano Pacífico. Quem não conheça ainda o lugar de origem do vinho, pela internet tem acesso imediato às imagens, usos, costumes, feição dos povos, história e cultura local.

Em Curitiba, as bandeiras bem ostensivas das variadas nacionalidades que formam a população indicam muitos surpreendentes destinos. O mais notório neste sentido é o vinho português, servido na terra dos pinheirais desde antes da chegada dos imigrantes de outros países.

Se pensarmos nos alemães, lembraremos dos formidáveis vinhos do Reno. Em relação aos italianos, a viagem é imensa e diversificada. Regiões das mais inusitadas, situadas ao pé de vulcões fumegantes, acomodadas em suaves planícies à margem de rios tranquilos, nas encostas e montes junto aos Alpes, à beira do azul Mediterrâneo e tantas mais. Cada qual com vinhos de sabor próprio e inconfundível.

Falar de dessas viagens a partir da indicação regional de uma garrafa de vinho – e das demais associados às muitas outras bandeiras que flamulam por aqui – ocuparia o espaço de alguns livros. Destaco a seguir duas referências emblemáticas, escolhidas dentre as mais influentes origens dos povos que formam a cidade.

Algumas regiões vinícolas associadas aos povos que formam Curitiba.

Vinhos icônicos do Norte de Portugal. Principal cidade: Porto.

  • Bairrada: planície litorânea entre as cidades de Coimbra e Aveiro.
  • Dão: planalto, com a Serra da Estrela e a cidade de Viseu ao centro.
  • Douro: Vale do Rio Douro. Cidades de Vila Real, Lamego, Peso da Régua e a distante cidade do Porto: junto à foz do rio, como referência de armazenagem e embarque do Vinho do Porto.
  • Vinho Verde e Alvarinho: Região do Minho, cidades de Viana do Castelo, Braga, Guimarães, Barcelos e Porto.

Vinhos icônicos do Veneto e Nordeste da Itália. Principal cidade, Veneza.

  • Bardolino: colinas junto ao Lago di Guarda. Cidade de Verona.
  • Friuli Venezia-Giulia: fronteira com a Eslovênia. Cidade de Udine.
  • Prosecco: extensa região no extremo nordeste da Itália. Cidades de Veneza, Cortina d’Ampezzo (estação de esqui nos Alpes). O centro e melhor origem é Valdobiadene.
  • Soave: Região de colinas ao redor da cidade de Verona.
  • Trentino e Alto Adige: Vale do rio Adige, junto aos Alpes. Região montanhosa, cidades de Trento e Bolzano.
  • Valpolicella: região de colinas ao redor da cidade de Verona.
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