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Jarret de vitelo, assado lentamente, ao molho do próprio assado e risoto de açafrão – do novo cardápio do restaurante La Varenne.
Jarret de vitelo, assado lentamente, ao molho do próprio assado e risoto de açafrão – do novo cardápio do restaurante La Varenne.| Foto: Mariana Lima

Tem cardápio novo no La Varenne.

O restaurante, que agora está lindo, desde que reformou seu espaço interno (escrevi aqui sobre isso no ano passado, mas entre o abre e fecha da pandemia só agora pode ser plenamente apreciado), também tem novo comandante na cozinha, o chef Gustavo Prazeres, que já está na casa há um bom tempo, crescendo de posição em posição e agora é quem responde pela brigada.

As modificações no menu foram consideráveis, muito bem coordenadas pelo restaurateur Ronaldo Bohnenstengel, profundo conhecedor da matéria e, durante o período mais apertado do isolamento social, o restaurante manteve seu cardápio, tentando se adequar às instáveis variações das autoridades sobre o abre e fecha.

Agora, com a flexibilização das bandeiras, por conta da melhora do quadro local da pandemia, Bohnenstengel entendeu ser momento de apresentar novos pratos e de dar uma revigorada nas sugestões de pratos para os clientes. E que revigorada!

Fui conferir, não resisti, pelo apreço e pelo carinho que tenho pela casa desde sua inauguração. E o resultado não poderia ter sido melhor.

Blinis, caviar e sour cream, um clássico da alta gastronomia internacional, agora no menu de entradas do La Varenne.
Blinis, caviar e sour cream, um clássico da alta gastronomia internacional, agora no menu de entradas do La Varenne. | Foto: Mariana Lima

Tudo começou com Blinis com caviar, sour cream e páprica (R$ 89), abrindo no melhor estilo possível. Caviar Beluga, é bom que se diga. Quando perguntei a origem vieram me trazer o vidro, a embalagem oficial importada. Acompanhado por uma flute de Ferrari Maximum Brut, tornou-se divino.

A seguir veio o Polvo grelhado, com risoto de limão siciliano (R$ 189), que, ouso dizer, é o melhor polvo servido em Curitiba. Ele é cozido em mirepoix por pouco menos de uma hora (nada de pressão, de choque térmico e outras interpretações) e depois levemente grelhado em azeite e manjericão. E chega com um risoto cremoso de limão siciliano, formando o par perfeito para o paladar. Gostei tanto, que pedi algumas instruções e reproduzi o prato para um jantar com pessoas próximas.

Polvo grelhado, com risoto de limão siciliano - o melhor que provei nos últimos tempos.
Polvo grelhado, com risoto de limão siciliano - o melhor que provei nos últimos tempos. | Foto: Mariana Lima

O segundo prato foi o Jarret de vitelo, assado lentamente, ao molho do próprio assado e risoto de açafrão (R$ 129), que, como era de se prever, veio desmanchando de macio e saboroso.

E, para o final feliz, a sobremesa servida era Canolli com creme legeré de cognac, farofa de cacau e castanha de caju, servido com ganache de chocolate ao leite e laranja e sorvete de castanha (R$ 29).

É, como deu para perceber, o La Varenne retornou com tudo, após os tempos de reclusão. Dei uma espiada no restante do cardápio, que é bem convidativo para alguns retornos. Entre outros pratos, tem Salmão grelhado ao molho curry e legumes da estação, Lombo de bacalhau Gadus Morhua grelhado, com sauté de legumes, Blinis com tartar de salmão marinado e creme azedo, Peixe da estação ao creme de caviar, com legumes sauté, Camarão crocante com risoto milanês, Camarão gratinado ao molho de queijo Gruyère com gnocchi fresco e Mousse de Mascarpone com calda de goiaba, creme de limão siciliano e chocolate branco aerado.

Canolli com creme legeré de cognac, farofa de cacau e castanha de caju, servido com ganache de chocolate ao leite e laranja e sorvete de castanha, a sobremesa.
Canolli com creme legeré de cognac, farofa de cacau e castanha de caju, servido com ganache de chocolate ao leite e laranja e sorvete de castanha, a sobremesa. | Foto: Mariana Lima

Novo espaço

Como disse lá em cima, o restaurante reformou seu espaço interno no ano passado, mas somente agora está sendo possível usufruir dessa mudança. Ficou muito mais aprazível, sem aquele balcão de bar que se projetava no salão, interrompendo o fluxo e dividindo o ambiente de forma desnecessária.

Agora o bar fica ao lado e está bem mais convidativo para começar com um drinque ou algo que o cliente deseje.

Com a nova disposição do espaço interno e a irrepreensível comida, certamente o La Varenne reafirma sua posição de um dos principais locais de se comer bem em Curitiba.

RonaldoBohnenstengel, restaurateur do La Varenne e referência como sommelier.
RonaldoBohnenstengel, restaurateur do La Varenne e referência como sommelier. | Foto: Mariana Lima

O restaurante funciona, para almoço, das 12h às 15h, de segunda a sexta e até as 16h aos sábados e domingos. Para jantar, 19h às 22h, de segunda a sábado.

La Varenne

Avenida do Batel, 1.868 – Piso L4 (Shopping Pátio Batel) - Batel

Reservas: (41) 3044-6600 | 99512-5501

Site: www.lavarenne.com.br

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