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Milho na brasa, com manteiga de nori e togarashi – um dos destaques principais do cardápio da Punk Cuisine.
Milho na brasa, com manteiga de nori e togarashi – um dos destaques principais do cardápio da Punk Cuisine.| Foto: Anacreon de Téos

Há combinações inusitadas, apresentações diferentes, preparos exclusivos e, às vezes, o comensal pode achar estranho. Mas a resposta já está na ponta da língua: “é punk, tudo aqui é punk”.

É a Punk Cuisine, restaurante que se propõe às fusões de culturas gastronômicas e combinações de sabores. Foi aberto a menos de quatro meses, depois de ser desenhado como projeto desde 2019. É o mais novo empreendimento de Arthur “Gim” Maia e Rafael Kac, já com experiência em outros estabelecimentos da área – como o Bar + 55 -, mas o primeiro com um restaurante.

De acordo com o que eles passam, o conceito da Punk liga-se à visão contestadora do negócio. Uma ideia que foge do que se vê tradicionalmente na cidade. Seja pelo cardápio que se desenha, seja pelas decoração e música, seja pela dinâmica do espaço e da forma de servir.

O oriente é a base do cardápio da Punk Cuisine, mas apenas a base, pois há uma mistura em todas as suas execuções. A cozinha asiática pode vir aliada a ingredientes do mediterrâneo e a temperos latinos, por exemplo. Um restaurante e um cardápio vivos – eles costumam definir.

Carpaccio de robalo, vinagrete de tomate-cereja e jalapeño.
Carpaccio de robalo, vinagrete de tomate-cereja e jalapeño.| Foto: Anacreon de Téos

Isso porque o cliente que se sentar defronte ao balcão pode acompanhar a elaboração de um prato criado na hora ou provar um drinque especial, também de inspiração imediata. E essa imprevisibilidade se deve exatamente à preocupação com o que há de mais fresco, sazonal e mais presente no mercado.

Fui lá assim, do nada. Tinha ido a um jantar harmonizado na Zahil e vi aquela porta ao lado, chamando atenção para as cores e para a decoração peculiar. Era a Punk Cuisine, com capacidade para apenas 42 pessoas, distribuídas entre as mesas e o balcão.

O sushiman William Tanaka apresenta o que há de mais fresco do dia para o sushi bar.
O sushiman William Tanaka apresenta o que há de mais fresco do dia para o sushi bar. | Foto: Anacreon de Téos

Os sabores

As opções de pedidos estão contidas entre o sushi bar e a cozinha. De um lado, os sushimen William Tanaka e Renan Soares se esmeram para oferecer os peixes mais frescos, com os acabamentos da hora. De outro, os chefs Giovani Vivan e Krystian Borges (já bem rodados a apreciados por seus trabalhos) contam com o apoio dos auxiliares Kauann Lunardi e Gabriel Fradique para tudo o que se possa ou não esperar da chapa, das panelas ou da grelha.

E foi essa experiência que vivi ao chegar para sentir como seria algo punk transformado em sabor. Começou pelo que veio do sushi bar: Carpaccio de robalo, vinagrete de tomate-cereja e jalapeño, com os complementos discretos, permitindo sentir todo o sabor do peixe fresquíssimo. Aliás, Tanaka fez questão de apresentar, num tabuleiro, os pescados que estavam sendo utilizados naquele dia. Um quadro lindo!

Os chefs Krystian Borges e Giovani Vivan e os auxiliares Kauann Lunardi e Gabriel Fradique, a brigada da cozinha da Punk Cuisine.
Os chefs Krystian Borges e Giovani Vivan e os auxiliares Kauann Lunardi e Gabriel Fradique, a brigada da cozinha da Punk Cuisine.| Foto: Anacreon de Téos

Era a ordem para o início do desfile. Vieram ainda alguns niguiris e aí entrou em ação da turma da cozinha, para apresentar alguns dos surpreendentes pratos quentes. Como o Milho na brasa (rodelas de milho doce assado na brasa, acompanhadas de manteiga de nori e togarashi – R$ 32), que se apresenta numa louça linda, como que rachada ao meio, que é marca em vários pratos servidos na casa. São todas de muito bom gosto, feitas pela La Oficina Cerâmica, que fica em Santa Felicidade.

E abacate grelhado? Já comeu? Sim, existe, é punk. O Avocado na brasa (meio avocado grelhado na brasa, com molho ponzu, gergelim e cebolinha – R$ 33) traz uma consistência diferente das maneiras que costumamos consumir o fruto, quase sempre cru, em combinações salgadas ou doces.

Avocado na brasa  - meio avocado grelhado na brasa, com molho ponzu, gergelim e cebolinha.
Avocado na brasa - meio avocado grelhado na brasa, com molho ponzu, gergelim e cebolinha.| Foto: Anacreon de Téos

Daí volta o pessoal do sushi bar com um Sashimi punk (R$ 75), que combina com precisão o peixe branco defumado com chips de macieira, a massa harumaki crocante e o molho curry. E a gente vai comendo, apreciando, de vez em quando se surpreendendo, mas sempre querendo saber o que será a próxima atração. No caso, foram duas ao mesmo tempo, vindas dos cozinheiros: Salada punk (acelga grelhada na brasa, finalizada com molho de maçã verde, shoyu e gengibre - R$ 32) e o Polvo na brasa (Polvo cozido em baixa temperatura por 4 horas, temperado com gengibre, nabo, manjericão, pimenta preta e semente de coentro e finalizado com maionese de pimenta coreana gojugang - R$ 135).

Salada Punk e Polvo na brasa chegaram juntos ao balcão.
Salada Punk e Polvo na brasa chegaram juntos ao balcão. | Foto: Anacreon de Téos

E quando se supõe não haver mais o que aprontar, vem uma Cauliflower punk (couve-flor cozida na manteiga, empanada na farinha panko temperada, acompanhada de espuma de mix de cogumelos e temperada com layu, que é um óleo de pimenta, e shoyu - R$ 59). E tinha mais, porque não havia nada de carne vermelha: Steak punk (fraldinha Black Angus grelhada na brasa e finalizada com demi-glace da casa - R$ 144).

Sashimi punk - peixe branco defumado com chips de macieira, massa harumaki crocante e o molho curry.
Sashimi punk - peixe branco defumado com chips de macieira, massa harumaki crocante e o molho curry.| Foto: Anacreon de Téos

Menu degustação

Isso tudo sem contar mais sashimis, sushis, carpaccios, dyos e temakis, do sushi bar. E ainda gyozas, baos, wontons, gohan e outras entregas da cozinha.

Vale observar que coloquei os preços em cada prato servido, porque todos fazem parte do menu oficial da casa – que pode ser visualizado aqui -, assim como os drinques e coquetéis. Mas há a opção de pedir o menu-degustação da casa – que foi o meu caso -, quando vem uma sequência de 10 pratos e custa R$ 290.

Couve-flor empanada.
Couve-flor empanada. | Foto: Divulgação
Steak punk, com fraldinha Black Angus.
Steak punk, com fraldinha Black Angus. | Foto: Divulgação

Outro registro pertinente: as fotos aqui são basicamente do menu-degustação, onde as porções são bem menores – sim, pois são 10 pratos seguidos – do que as porções dos pedidos à la carte.

Ah, sim, tinha me esquecido da sobremesa. Que, aliás, é belíssima e a única que tem no cardápio: Terrário (terra comestível de cacau 90%, esponja de mactha, gel de laranja kinkan, creme de chocolate branco tostado com baunilha, esfera de açúcar com espuma de chá earl grey – R$ 57).

Grand finale!

O bar de drinques é bem criativo também e há uma boa carta de vinhos, saquês e cervejas.

Sabe aquela vontade que dá de logo estar de volta ali? Aconteceu comigo e certamente acontece com outros tantos que visitam a Punk Cuisine.

E ainda tem um fator positivo: ao contrário da maioria dos restaurantes, a casa funciona na segunda-feira, abrindo diariamente até sábado, folgando apenas no domingo. Horário de funcionamento: das 19h às 24h.

Terrário, a sobremesa com vários efeitos, para surpreender também na saída.
Terrário, a sobremesa com vários efeitos, para surpreender também na saída. | Foto: Anacreon de Téos

Punk Cuisine

Rua Dr. Brasílio Vicente de Castro, 111 - loja 05 - Campo Comprido

Fone: (41) 991229241

Instagram: https://www.instagram.com/punk.cuisine/

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Blog anterior: http://anacreonteos.blogspot.com/

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