i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Paulo Cruz

Foto de perfil de Paulo Cruz
Ver perfil

A liberdade é um direito radical. Coluna semanal

Não seja um “negro limitado”

  • Paulo CruzPor Paulo Cruz
  • 08/06/2020 18:08
Jim Corw
Jim Crow, estereótipo criado nos EUA para retratar o negro como inferior| Foto:

Dificilmente induziremos os negros a acreditar que, se seus estômagos estiverem cheios, pouca importância terão os seus cérebros. (W.E.B. Du Bois)

Na última sexta-feira (05/06/2020) estive no célebre Flow Podcast, programa conduzido pelos youtubers Igor 3K e Monark, dois monstros sagrados entre os jovens gamers, que conduzem de maneira competente e divertida esse que é um dos melhores podcasts no mercado. Gostei demais de participar e poder contribuir com o debate sobre o racismo no Brasil – ainda mais atingindo um público mais amplo.

No programa, em determinado momento citei a música Negro Limitado, do álbum Escolha o seu caminho (1992), do Racionais MC's, que fez parte de minha juventude e, de certo modo, ajudou a moldar meu caráter de jovem negro da periferia. A música é uma bordoada de moralidade – que causa náuseas em progressistas e, atualmente, até nos próprios membros do grupo –, e apresenta o confronto entre um negro consciente e um negro limitado, caracterizando este último como alguém que não está preocupado com sua condição nem com os estereótipos que maculam os negros da periferia, mas somente em “tirar um barato, morô?”. Ou seja, alguém que qualquer jovem da periferia é capaz de reconhecer, pois, infelizmente, são mais comuns do que se imagina. O início da letra, cantado por Edi Rock, é uma chamada de atenção; e é bom frisar que o consciente não se coloca no lugar de alguém que quer ser melhor, mas que é capaz de discernir os prejuízos de uma postura acomodada numa conjuntura que, digamos, joga contra eles:

Você não me escuta ou não entende o que eu falo / Procuro te dar um toque e sou chamado de preto otário / Atrasado, revoltado / Pode crê / Estamos jogando com um baralho marcado / Não quero ser o mais certo / E sim o mano esperto / Não sei se você me entende / Mas eu distingo o errado do certo

É curioso notar isso, pois, no ensaio que abre o livro Sobrevivendo no Inferno, que contém as letras do álbum homônimo e um ensaio introdutório escrito por Acauam Silvério de Oliveira, professor de Literatura Brasileira na Universidade de Pernambuco, essa música, assim como outras dessa, digamos, primeira fase do Racionais, é tratada como portadora de um discurso em “tom professoral” e autoritário. Mas Oliveira vai além, diz que essa fase é marcada por certa imaturidade do grupo:

Podemos afirmar que em seus trabalhos iniciais – Holocausto urbano e Escolha seu caminho — os Racionais ainda não haviam encontrado a linguagem mais adequada à sua proposta. Apesar de diversos elementos do rap já estarem presentes, como a denúncia e a crítica social, ainda não é possível dizer que existe ali uma linguagem em que a comunidade periférica se encontra efetivamente representada. Isso porque em várias dessas canções iniciais o rapper assume uma postura autoritária que apresenta pelo menos dois elementos principais. Por um lado, ele se coloca como superior em relação a quem está do lado de fora da comunidade, por ser alguém que vive a realidade periférica e que por isso pode falar com mais propriedade sobre o que se passa ali […] Por outro lado, ele também assume um tom de autoridade em relação à própria periferia, acusando os moradores de serem alienados e limitados.

O que Oliveira não compreende – talvez porque, à época do lançamento de Escolha o seu caminho, não tinha idade para avaliar o seu impacto – é que essa música falava fundo ao coração da imensa maioria dos jovens negros que a ouviam na década de 1990. Não só pelo sample da poderosa Walk on by, de Isaac Hayes, mas pela letra sem meias-palavras. Falo não só por experiência própria, mas pelo sentimento compartilhado com muitos outros negros que, por exemplo, nos bailes da Chic Show – lendária equipe de bailes black na capital de SP – se uniam em coro cantando Negro Limitado. Não por serem alienados, mas por viverem essa realidade; o negro limitado é uma realidade da periferia, assim como em todos estratos sociais existem pessoas que desprezam não só o senso de ordem moral individual mas da própria comunidade. E a experiência também nos mostra que tais sujeitos são mais suscetíveis às aventuras que os levarão às drogas e ao crime. Quando o limitado da música pede ao seu interlocutor “mostre um caminho aí e tal”, Brown é certeiro:

Cultura, educação, livros, escola; / Crocodilagem demais, / Vagabundas e drogas. / A segunda opção é o caminho mais rápido / E fácil a morte percorre a mesma estrada, é inevitável. / Planejam nossa extinção / Esse é o título / Da nossa revolução, segundo versículo / Leia, se informe, se atualize, decore, / Antes que os racistas otários, fardados, de cérebro atrofiado / Os seu miolos estourem e estará tudo acabado. / Cuidado! / O Boletim de Ocorrência com seu nome em algum livro, / Em qualquer distrito, em qualquer arquivo; / Caso encerrado, nada mais que isso, / Um negro a menos contarão com satisfação / Porque é a nossa destruição que eles querem, / Física e mentalmente, o mais que puderem; / Você sabe do que estou falando: / Não são um dia nem dois, / São mais de quatrocentos anos. / Filho, é fácil qualquer um faz, / Mas cria-los, não, você não é capaz. / Ele nasce, cresce, e o que acontece? / Sem referência a seguir, sem ter a que ouvir, / Um mau aluno na escola certamente ele será, / Mais um menino confuso no quarto escuro da ignorância. / Se o futuro é das crianças / Talvez um dia de você ele se orgulhará. / Você tem duas saídas: / Ter consciência ou se afogar na sua própria indiferença. / Escolha o seu caminho: / Ser um verdadeiro preto, puro e informado / Ou ser apenas mais um negro limitado.

E o mais surpreendente é que, após esse discurso incisivo de Brown, o limitado tenta invocar um princípio coletivista, dizendo: “É, consciência, consciência, e os outros manos e tal?/ Então, você é consciente sozinho, mano?” A resposta de Edi Rock não deixa dúvida de que buscar a liberdade individual, impor-se diante das adversidades (e do racismo) será mais importante como referência aos que nos cercam do que abstrações como consciência social – ou de classe:

Faça por você mesmo e não por mim, / Mantenha distância de dinheiro fácil, / De bebidas demais, policiais e coisas assim, / Enfim, de modo eficaz. / Racionais declaram guerra / Contra aqueles que querem ver os pretos na merda; / E os manos que nos ouvem irão entender / Que a informação é uma grande arma / Mais poderosa que qualquer “PT” carregada; / Roupas caras, de etiqueta, não valem nada / Se comparadas a uma mente articulada, / Contra os racistas otários é química perfeita. / Inteligência, e um cruzado de direita / Será temido, e também respeitado / Um preto digno, e não um negro limitado.

O fato do professor Acauam de Oliveira considerar essa postura como característica de um grupo que não havia “encontrado a linguagem mais adequada à sua proposta” é, em minha modestíssima opinião, mais uma tentativa acadêmica de transformar o negro em tema, enquanto ignora sua vida. É disso que fala o eminente Alberto Guerreiro Ramos, um dos maiores intelectuais negros brasileiros, em Patologia social do branco brasileiro: “Há o tema do negro e há a vida do negro. Como tema, o negro tem sido, entre nós, objeto de escalpelação perpetrada por literatos e pelos chamados ‘antropólogos’ e ‘sociólogos’. Como vida ou realidade efetiva, o negro vem assumindo o seu destino, vem se fazendo a si próprio, segundo lhe têm permitido as condições particulares da sociedade brasileira”. O olhar distanciado do acadêmico, daquele que procura compreender a periferia de forma a encaixar nela seus próprios pressupostos, é o mesmo erro que o filósofo Eric Voegelin denuncia, em sua obra  Anamnese, nos intérpretes contemporâneos que tentam aplicar fundamentos da ciência política, que é uma ciência noética – ou seja, de caráter racional –, à realidades sociais complexas, sem levar em consideração aquilo que ele chama de autointerpretação de tais sociedades. O que ele quis dizer com isso? Que “quem quer que tente interpretar de uma maneira noética e crítica a ordem do homem, da sociedade e da história, verifica que, ao tempo desta tentativa, o campo já está ocupado por outras interpretações. Pois cada sociedade é constituída por uma autointerpretação de sua ordem”. Ou seja, cada grupo social abriga uma série de autointerpretações que fogem ao olhar acadêmico, fechado em conceitos (ou mesmo em preconceitos e ideologias); é preciso confrontar sua interpretação noética com a autointerpretação não-noética de tais grupos sociais; caso contrário, corre-se o risco de menosprezar os valores cultivados nesses grupos e imprimir neles conceitos que os descaracterizam. Se o Racionais não quer mais cantar músicas que, por exemplo, depreciem as mulheres, isso não significa que precisam renegar suas músicas de exortação.

Músicas como Negro Limitado, Voz Ativa, Pânico na Zona Sul e outras, principalmente dos três primeiros álbuns do Racionais, não se encontram isoladas da cultura hip hop mundial. Músicas como The Watcher, de Dr. Dre, Colors, de Ice T, ou mesmo álbuns inteiros como Apocalypse 91... The Enemy Strikes Black, do lendário grupo Public Enemy, tratam de problemas internos da periferia – drogas e violência – e fazem críticas a quem se comporta de maneira autodestrutiva. Um exemplo é a música Shut 'Em Down, do Public Enemy (que está no álbum citado), que termina de maneira tragicômica, com um interlúdio de um membro da Ku Klux Klan agradecendo a “todos vocês, gangues, bandidos, traficantes, usuários de drogas e outros negros inúteis que se matam; gostaríamos de agradecer por pouparem o nosso tempo”. Chuck D, líder da banda, disse numa entrevista para a revista Spin, em 1991: “Este disco é aquele no qual lidamos com os problemas que temos entre nós. Responsabilidade negra”. Não se trata de uma realidade livresca, mas de uma das preocupações mais fundamentais da periferia, na qual pessoas honestas e comuns têm de lidar com o ambiente violento e vulnerável enquanto trabalham, estudam e tentam criar os seus filhos longe das más influências.

Como digo num artigo anterior sobre o tema, “não se trata de gostar ou não de rap, da letra ou da música; se é poesia ou não, se tem qualidade literária ou não. A questão aqui é perceber a autointerpretação, o senso comum da periferia e sua capacidade de compreender qual era a sua responsabilidade e o que cabia ao Estado – ou até à elite […] Quando essa autointerpretação foi substituída, sumariamente, por teses que não nasceram na periferia, mas em gabinetes confortáveis de universidades europeias renomadas, por gente que só conhece a pobreza de ouvir falar […] a capacidade de compreensão da periferia foi destruída e substituída por ideologias” que, inclusive, nos transformam em negros limitados – principalmente pelo Estado assistencialista. Uma das principais características dessas ideologias – em geral, ao mesmo tempo, abstrata e paradoxalmente coletivistas e individualistas – é a substituição dos únicos fundamentos morais (dentre eles, a família e o espírito de associação comunitário) capazes de elevar uma sociedade em situação de marginalidade e fornecê-la as bases morais e culturais capazes de possibilitar uma ascensão material consistente. A responsabilização e o fortalecimento do indivíduo, bem como das comunidades e da família, são as únicas saídas. Portanto, não nos limitem; e como eu disse na entrevista ao Flow: Tire(m) a mão do meu (nosso) bolso!

20 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 20 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

  • P

    Pedro Lucas Ramos de Oliveira Marques

    ± 0 minutos

    A esquerda usa a causa negra para atingir uma ascensão de suas ideias, como já é sabido eles não se preocupam com a causa em si, mas sim com suas ideias.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • P

      Pedro Lucas Ramos de Oliveira Marques

      ± 2 minutos

      Como sempre o professor demonstra um notório conhecimento das questões raciais. Agradeço por compartilhar seu conhecimentos conosco.

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

      • J

        Jarbas Paranhos

        28/10/2020 11:19:46

        Excelente texto!!

        Denunciar abuso

        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

        Qual é o problema nesse comentário?

        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

        Confira os Termos de Uso

        • I

          Igor Antônio Calgaro

          17/06/2020 11:09:57

          O antídoto na dose certa para a descontaminação do vitimismo. Obrigado mais uma vez professor. Deus abençoe o seu trabalho.

          Denunciar abuso

          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

          Qual é o problema nesse comentário?

          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

          Confira os Termos de Uso

          • I

            Isaias Lobao

            15/06/2020 0:57:17

            Mais um excelente artigo.

            Denunciar abuso

            A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

            Qual é o problema nesse comentário?

            Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

            Confira os Termos de Uso

            • C

              Carlos Eduardo Lopes Nunes

              14/06/2020 10:55:34

              Um primor de texto! Parabéns!

              Denunciar abuso

              A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

              Qual é o problema nesse comentário?

              Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

              Confira os Termos de Uso

              • R

                Ricardo alves feitosa

                13/06/2020 17:37:54

                O olhar deles é sempre nessa perspectiva utilitária, veem na periferia apenas um meio. Os reais valores, a real cultura, o verdadeiro espírito periférico quando retratado em alguma obra é rapidamente reinterpretado para ser descartado. É essa perspectiva utilitarista que faz um acadêmico escrever maravilhas sobre o "PANCADÃO", e desprezar uma poesia que mesmo com ressalvas, expressa com fidelidade o desejável por qualquer pai ou mãe de periferia.

                Denunciar abuso

                A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                Qual é o problema nesse comentário?

                Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                Confira os Termos de Uso

                • N

                  Nico Gavelick

                  10/06/2020 17:06:31

                  Infelizmente, hoje está disseminada a ideia de que as pessoas, quando em circunstâncias desfavoráveis, não devem ser responsáveis por seus atos. A culpa é sempre da sociedade, do governo, e por aí vai.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                  • V

                    Vitor Chvidchenko

                    10/06/2020 15:35:53

                    Excelente texto! Concordo em tudo.

                    Denunciar abuso

                    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                    Qual é o problema nesse comentário?

                    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                    Confira os Termos de Uso

                    • J

                      JOSE Z. NETO

                      10/06/2020 14:29:59

                      Parabens, excelente artigo.

                      Denunciar abuso

                      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                      Qual é o problema nesse comentário?

                      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                      Confira os Termos de Uso

                      • R

                        Rafael de Freitas Teixeira

                        10/06/2020 13:53:09

                        Professo, as referências intelectuais trazidas por você são sensacionais. Muito acrescenta em um meio acadêmico que sabemos ser a maioria das vezes tendencioso em uma única linha de percepção das coisas.

                        Denunciar abuso

                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                        Qual é o problema nesse comentário?

                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                        Confira os Termos de Uso

                        • L

                          Luiz

                          10/06/2020 12:52:25

                          Boa Paulo, é isso. A responsabilização, )livre arbítrio) o fortalecimento do cidadão, e a educação de qualidade fortalecerá o individuo. Só assim a roda da pobreza terá fim. Boa educação, gerará um emprego digno. Como consequência teremos famílias amparadas que darão vidas dignas aos seus. Só assim os mais necessitados deixarão de ser inocentes úteis nas mãos de políticos populistas que rebaixam o cidadão. Dignidade se adquire com instrução e muito esforço próprio. Independente de raça e cor.

                          Denunciar abuso

                          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                          Qual é o problema nesse comentário?

                          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                          Confira os Termos de Uso

                          • D

                            Daniel

                            10/06/2020 12:49:15

                            Interessante, professor. Eu ouvia os primeiros albuns dos Racionais e sentia certa inspiração pela maneira que mandavam "a real". Com o passar do tempo, sinto que foram contaminados por uma certa politização vitimista. Também fui aguçando minha percepção para as fontes dessas influências na nossa sociedade, graças a textos como os seus. Parabéns por sua coragem e sua habilidade.

                            Denunciar abuso

                            A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                            Qual é o problema nesse comentário?

                            Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                            Confira os Termos de Uso

                            • R

                              Ricardo Toledo

                              10/06/2020 12:17:54

                              Mais uma vez o professor Paulo esgota o tema. E pergunto: será que algum "pedagogo" ou "antropólogo" teriam caráter o suficiente para discutir com honestidade o texto em sala de aula, incentivando jovens de todas as cores e classes sociais a pensar por si próprios?

                              Denunciar abuso

                              A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                              Qual é o problema nesse comentário?

                              Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                              Confira os Termos de Uso

                              • P

                                PAULO SOUZA

                                10/06/2020 12:02:10

                                Para o racismo patológico á meio constitucionais para lidar e há que se discutir a melhor estratégia a adotar no combate deste, considerando cada realidade/local.

                                Denunciar abuso

                                A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                Qual é o problema nesse comentário?

                                Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                Confira os Termos de Uso

                                • P

                                  PAULO SOUZA

                                  10/06/2020 12:01:42

                                  Certamente havia alguém com racismo patológico, mas não recordo de ter presenciado algo que tenha me marcado e sequer havia necessidade de meus pais ficarem nos alertando sobre racismo (eles ensinavam na prática o respeito a todos, sobretudo os desfavorecidos, independente de etnia)

                                  Denunciar abuso

                                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                  Qual é o problema nesse comentário?

                                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                  Confira os Termos de Uso

                                  • P

                                    PAULO SOUZA

                                    10/06/2020 12:01:31

                                    Vivi minha infância na decáda de 70 em pleno regime militar numa cidade pequena e tinha na sala de aula desde o negro pobre ao branco rico, convivendo sem o estigma da etnia (por vezes da pobreza sim) e brincava e frequentava a casa dos filhos negros da nossa cozinheira (recordo os nomes de todos eles até hoje, só para ilustrar minha boa lembrança desta amizade), sem lembrança de estigma de convivência quanto a esta realidade. Tinha esta referência da minha grande familia cristã, nas Igrejas locais e de certa forma na comunidade em geral (escola inclusive),

                                    Denunciar abuso

                                    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                    Qual é o problema nesse comentário?

                                    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                    Confira os Termos de Uso

                                    • D

                                      DENISSON HONORIO DA SILVA

                                      10/06/2020 10:59:46

                                      Paulo, não devemos desconsiderar o racismo patológico, que é uma aberrração. Mas pude observar dentro das Forças Armadas a presença impactante, entre oficiais, de mulatos e negros. Isso antes de cotas raciais. Entraram por concurso sendo estudiosos, mesmo oriundos de classes desfavorecidas. Aceitaram a premissa hierarquia e disciplina. E proporcionam aos seus filhos e netos valores anti-esquerdistas de sociólogos e estudiosos da academia. Parabéns, também por seu exemplo.

                                      Denunciar abuso

                                      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                      Qual é o problema nesse comentário?

                                      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                      Confira os Termos de Uso

                                      • M

                                        Maria Helena T.de Castro Hartard

                                        10/06/2020 6:34:52

                                        Muito bom, como sempre.

                                        Denunciar abuso

                                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                        Qual é o problema nesse comentário?

                                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                        Confira os Termos de Uso

                                        1 Respostas
                                        • J

                                          José R. A. Lobo

                                          10/06/2020 10:47:23

                                          Esse rapaz é sempre inspirado nas reflexões, mas acho que nessa ele se superou rsrs

                                          Denunciar abuso

                                          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                                          Qual é o problema nesse comentário?

                                          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                                          Confira os Termos de Uso

                                      Fim dos comentários.