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Reinaldo Bessa

A vida nem sempre foi um arco-íris para Claudinha

  • Reinaldo BessaPor Reinaldo Bessa
  • 21/10/2020 15:14
Claudinha dedicou sua vida ao direito do consumidor
| Foto: Arquivo Pessoal

Chego para a entrevista com a expectativa de encontrá-la em uma sala minimamente imponente, com uma secretária pelo menos. Que nada! Subo dois lances de escada e, ao final, entre uma infinidade de salas separadas por divisórias, a vejo sentada atrás de uma pequena mesa com um computador. “Fico no meio da galera, não tem essa de salinha”, me diz. No chão e sobre as mesas incontáveis caixas com processos em andamento. É ali que ela passa o dia, das 8h30 às 18h. O Procon é seu mundo interior e exterior. Ali, ela é a celebridade, mesmo que rejeite o rótulo.

Vestida com um de seus inseparáveis “pijamas”, que fazem sucesso nas redes sociais, onde tem milhares de fãs, Claudia Francisco Silvano – ou Claudinha – me recebe de máscara e com um sorriso nos olhos. Por aproximadamente uma hora e meia conversamos sobre sua vida e carreira de funcionária pública, que se confundem. “Adoro ser servidora pública”, fala com entusiasmo. Claudia teve só dois empregos até hoje, numa joalheria em São Paulo, aos 12 anos, e na extinta Fidepar, em Curitiba. Na Berta Joias, lavou xícaras e aproveitou para beber da convivência diária com clientes exigentes. Com 15 anos, entrou para o Estado – na época não se exigia concurso. Na Secretaria da Administração do Paraná, que sucedeu a Fidepar, foi para o setor técnico, como aprendiz. “Passei a montar treinamentos para outros órgãos. Foi assim que vim parar no Procon”. Em 2011, passou a ocupar a chefia, onde está até hoje pela reconhecida competência com que lida e fala do tema.

A roupa nunca lhe causou problema tampouco as 16 tatuagens e os dois piercings, no nariz e na orelha. Para não dizer que nunca enfrentou olhares enviesados, ela cita apenas o período em que presidiu a associação nacional de Procons. “Foi quando começaram a me chamar de Claudinha”, conta, rindo.

Nascida há 53 anos, a paulistana Claudia formou-se em Pedagogia na UFPR e em Direito na Curitiba. Hoje, leciona Direito do Consumidor. Filha única de mãe solteira, veio morar na terra materna com um ano e meio de vida. Foi criada pela mãe, Paulina, e conheceu o pai só aos 18 anos. “E uma vez só”, frisa. Diz que gostaria de carregar o Borovsky, sobrenome da mãe, judia, que morreu em 2011, aos 80 anos, após 12 anos sofrendo as sequelas de um AVC. Do pai, além do Silvano, lhe restaram dois meio-irmãos descobertos já na maturidade.

Solteira, Claudia mora sozinha com suas duas cachorras, a vira-latas Cissa e a “linguiça” Rebeca, em um apartamento próximo do Centro. Caseira, gosta de fazer trabalhos manuais em sua overlock. Além de panos de prato, costura os próprios coletes e às vezes também ataca de marceneira e pedreira dentro de casa. Sem aptidões culinárias, adora comer fora. Bebe pouco, às vezes um vinho ou uma cerveja sem álcool.

Sobre seus modelitos extravagantes, feitos por uma costureira, conta que os adotou pelo conforto e pelas cores, que adora. Quanto mais colorido, melhor, como o arco-íris, que, aliás, traz tatuado numa das orelhas. A roupa nunca lhe causou problema tampouco as 16 tatuagens e os dois piercings, no nariz e na orelha. Para não dizer que nunca enfrentou olhares enviesados, ela cita apenas o período em que presidiu a associação nacional de Procons. “Foi quando começaram a me chamar de Claudinha”, conta, rindo.

Claudia adora mostrar-se no Instagram com selfies diárias no elevador ou no local de trabalho. Mas garante que não se trata de autopromoção. “Tem sempre uma pegada de defesa do consumidor”, justifica.

Por fim, a pergunta que não quer calar: se nunca pensou em entrar para a política, com a popularidade que tem. Apesar de adorar o assunto, diz que jamais se arriscaria numa disputa eleitoral. “Gosto de entender como a coisa funciona, mas não é para mim”. Seu mundo parece ser mesmo a salinha abarrotada de pastas. É ali que ela se realiza diariamente resolvendo todo tipo de conflito entre fornecedores e consumidores. E sem essa de celebridade.

*Reinaldo Bessa é jornalista, colunista, apresentador e diretor do portal www.reinaldobessa.com.br

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Comentários [ 4 ]

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  • W

    W

    ± 8 minutos

    arco iris só a vestimenta dela...kkkk

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    • L

      Luigi Tenco

      ± 1 horas

      Eu já sou sonolento, se trabalhasse de pijama, dormiria o tempo todo.

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      • F

        Franklim Irapuam Maderna Leite

        ± 4 horas

        Sou assinante da revista Veja, há três meses ou mais não recebo a revista, fiz queixas em vários lugares como SAC e ouvidoria da editora, mas o único lugar onde fui atendido efetivamente foi o PROCON, Agradeço a Claudia por isso.

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        • M

          Meg Litton

          ± 5 horas

          Claudinha deveria servir de inspiração a muito funcionário público inepto por aí!!! Excelente trabalho frente ao Procon!

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