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Investimentos
| Foto: Rafael Matsunaga/Fotos Públicas

O mês de março se encerrou com um sentimento mais positivo em relação à bolsa de valores e abril começou da mesma forma. Isso se deu basicamente por causa do cenário externo animado. No início desta semana, por exemplo, os principais índices das bolsas norte-americanas renovaram máximas diárias, dadas as perspectivas de crescimento da economia dos Estados Unidos, com expectativa por mais um grande pacote ligado à infraestrutura local e o ritmo de vacinação contra a Covid-19, que já ultrapassou 100 milhões de pessoas por lá.

Diante deste quadro, há a possibilidade do PIB avançar entre 6% e 8% em 2021 por lá, diferentemente de países atrasados no processo de imunização, como é o caso de alguns da Europa e emergentes. Este fato, inclusive, sugere um dólar mais forte ante outras moedas no curto prazo, dentre elas o nosso real.

No Brasil, não há como não remetermos ao assunto principal, que é o processo de vacinação que caminha, porém mais lentamente do que as perspectivas iniciais (atrasadas pelas entregas diminuídas da Fiocruz e a relação fornecimento versus aplicação das doses pelo país). Ao que tudo indica, isso ocorre por algumas complexidades. Dentre elas podemos citar a de logística e mão de obra qualificada.

Ademais, segue a discussão do orçamento no Congresso Nacional, que deve ter reduzidos os valores de emendas parlamentares ou será criado um ambiente bastante desafiador para a política econômica do atual governo, somadas as preocupações com o cenário fiscal.

Apesar desses temas, de uma inflação esperada pelo IPCA acima de 5% e da continuidade de alta da taxa Selic, ainda visualizo boas oportunidades no mercado de ações nacional, especialmente pensando no médio prazo. Empresas essencialmente exportadoras devem continuar se beneficiando de um câmbio desvalorizado e algumas ligadas ao varejo nacional devem antecipar uma possível volta na economia. Afinal, o mercado de renda variável reage desta forma, buscando antecipar movimentos que venham a acontecer.

Ainda nesse segmento, tenho sugerido consistentemente a diversificação, que parte do patrimônio deve ser internacionalizado, seja via ETFs ou BDRs. Com todo o cenário descrito acima e as eleições em 2022, cada vez mais deveremos ver aumentar o "nervosismo" do mercado em função das incertezas do que teremos pela frente.

No ambiente de renda fixa e também como forma de mesclar e blindar o patrimônio, há Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do setor Imobiliário (CRI) que vem oferecendo retorno de cerca de 4% aos investidores mais a inflação no período. Vale lembrar que, nestes casos, não há cobrança de imposto de renda sobre o rendimento. No entanto, é necessário avaliar caso a caso pois há riscos e prazos distintos neste tipo de operação.

Uma outra opção aos que desconhecem estas possibilidades nas plataformas digitais de investimento é buscar pelos fundos de debentures incentivadas e/ou de crédito privado, alocando assim os recursos com um gestor qualificado que terá o papel de selecionar e buscar as melhores opções.

A última questão seria quanto ter em cada uma das modalidades. Essa resposta depende mais do perfil de cada investidor, mas, para o momento e para aqueles que se consideram moderados, sugeriria alocar 20% em cada e deixar mais 20% para reserva de emergência e/ou oportunidade dado o momento que atravessamos.

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