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O agrotóxico na Sapucaí
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Para muita gente, o desfile das escolas no Rio de Janeiro teve vencedor de imediato. A Imperatriz Leopoldinense. Entrou na Marquês de Sapucaí com o enredo Xingu – o clamor que vem da floresta, de autoria do carnavalesco Cahe Rodrigues.

E arrasou, para desespero da turma do agronegócio, seus parceiros e afins, todos incluídos na lista de ameaças ao parque indígena do Xingu, criado em 1961, no Mato Grosso.

Vale a pena transcrever a letra do samba-enredo:

Xingu, o clamor que vem da floresta

Brilhou a coroa na luz do luar!

Nos troncos a eternidade a reza e a magia do pajé!

Na aldeia com flautas e maracás

Kuarup é festa, louvor em rituais

Na floresta, harmonia, a vida a brotar

Sinfonia de cores e cantos no ar

O paraíso fez aqui o seu lugar

Jardim sagrado, o caraíba descobriu

Sangra o coração do meu Brasil

O belo monstro rouba as terras dos seus filhos

Devora as matas e seca os rios

Tanta riqueza que a cobiça destruiu!

Sou o filho esquecido do mundo

Minha cor é vermelha de dor

O meu canto é bravo e forte

Mas é hino de paz e amor!

Sou guerreiro imortal derradeiro

Deste chão o senhor verdadeiro

Semente eu sou a primeira

Da pura alma brasileira!

Jamais se curvar, lutar e aprender

Escuta menino, Raoni ensinou

Liberdade é o nosso destino

Memória sagrada, razão de viver

Andar onde ninguém andou

Chegar aonde ninguém chegou

Lembrar a coragem e o amor dos irmãos

E outros heróis guardiões

Aventuras de fé e paixão

O sonho de integrar uma nação

Kararaô, Kararaô, o índio luta por sua terra

Da Imperatriz vem o seu grito de guerra!

Salve o verde do Xingu, a esperança

A semente do amanhã, herança

O clamor da natureza a nossa voz vai ecoar

Preservar!

Carnaval pode ser muito mais do que samba no pé, não é professor Sergio Ahrens?

ENQUANTO ISSO…

 

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