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Cidades inteligentes
| Foto: Sergio Souza/Unsplash

Mais do que nunca, as cidades ganham protagonismo na sociedade contemporânea. Se elas geram condições favoráveis, os cidadãos ganham em qualidade de vida, serviços e oportunidades de emprego, renda e lazer. Se elas não correspondem às necessidades da população, perdem em atratividade e, consequentemente, talentos e potencial econômico.

O Grupo de Cidades Inteligentes (GCI) — iniciativa do Programa WTC de Competitividade mantido pelo World Trade Center (WTC) Curitiba, Joinville e Porto Alegre — foi criado em 2020 para acelerar a evolução da pauta de smart cities dentro do ambiente empresarial e da sociedade como um todo, especialmente nos três estados da região Sul do país.

Neste primeiro ciclo de atividade, o GCI é presidido por Jean Vogel, diretor executivo do Ágora Tech Park, localizado em Joinville.

O grupo, formado por executivos C-Level de grandes empresas, se reúne mensalmente para adquirir conhecimento e trocar experiências que possam contribuir com esta agenda. Já como um dos resultados deste trabalho, o GCI vem a público para compartilhar ideias e conhecimento, com atenção especial aos gestores públicos recém-empossados.

Para isso, o grupo lançou uma Carta Aberta contemplando estratégias e planos de ação que contribuam para o desenvolvimento das cidades. Além de um fórum de debate, queremos servir como um player de conexão entre lideranças do mercado, academia e setor público, e atuar como um hub de boas práticas, conteúdo e inspiração.

Eduardo Pimentel, vice-prefeito de Curitiba, e Topázio Neto, vice-prefeito de Florianópolis, são os primeiros gestores a receber a Carta Aberta. Joinville e Porto Alegre também serão convidadas nos próximos dias.

Ancoramos nossa visão sobre a importância dos novos gestores públicos em desenvolver cidades mais inteligentes a partir de cinco premissas:

  1. Uma cidade inteligente é mais do que tecnologia, é colaboração;
  2. Smart spaces: equipamentos públicos como ambientes inteligentes;
  3. Atração de talentos, e não apenas de CNPJs;
  4. Uso de dados e inteligência artificial para tomada de decisão;
  5. Inovação nas cidades mobilizam o ambiente empresarial.

Cada cidade tem realidades, desafios e potencialidades distintas, mas o mindset deve ser o mesmo: entender que a sinergia entre os vários atores do ecossistema é que trará as soluções para seu desenvolvimento.

Os governantes devem atuar em conjunto com setor privado e instituições de ensino para estimular, com políticas de fomento ao empreendedorismo e inovação, projetos que sejam capazes de transformar as cidades, estados e até mesmo o país. Que sejam capazes de transformar a vida das pessoas. Uma cidade inteligente salva vidas.

Em um momento sensível à economia dos municípios, e em meio a uma acelerada transformação digital, não faltam razões para os futuros gestores públicos estimularem iniciativas que criem uma relação de inteligência entre as cidades e seus moradores.

*Milton Fabricio é diretor executivo do World Trade Center (WTC) Curitiba, Joinville e Porto Alegre.

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