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Mônica Berlitz se encontrou com a vice-presidente da Meta para a América Latina, Maren Lau, em Brasília.
Mônica Berlitz se encontrou com a vice-presidente da Meta para a América Latina, Maren Lau, em Brasília.| Foto: Divulgação

Como parte das ações do Mês Internacional da Mulher, a Rede de Líderes da Meta me convidou para um bate-papo com empreendedoras, parceiras e lideranças políticas para falar sobre o impacto econômico das mulheres na economia e das ferramentas digitais para os pequenos negócios e comunidades. O encontro aconteceu em Brasília. Participar deste evento foi incrível, principalmente pela oportunidade de conhecer pessoalmente a vice-presidente da Meta para a América Latina, Maren Lau.

Nossa coluna é sobre comunidades virtuais que utilizam a tecnologia da Meta para conectar seus membros e gerar impacto positivo em suas vidas. Por este motivo, eu não poderia deixar de aproveitar a ocasião para conversar um pouquinho com a mulher que comanda esse universo todo na América Latina.

Maren Lau com Gisele Barthar da @clichee.acessorios.
Maren Lau com Gisele Barthar da @clichee.acessorios. | Divulgação

E que mulher maravilhosa…

Maren Lau é a primeira mulher a assumir o comando do Facebook na América Latina. Nascida no Havaí, a executiva mora hoje no Brasil, onde fica a sede da companhia para o mercado latinoamericano e de onde lidera times na Argentina, Brasil, Colômbia, México e Miami que ajudam as empresas a usarem Facebook, Instagram e WhatsApp, para obterem resultados de negócios.

Com um currículo que inclui uma graduação em Ciências Sociais na Universidade Harvard e um MBA em Marketing e Finanças na Kellogg School of Management, Maren Lau tem se dedicado a liderar projetos como o #ElaFazHistória, um programa oficial do Facebook para mulheres com treinamento em ferramentas digitais, gestão e educação financeira para empreendedoras.

O Facebook fez uma pesquisa com micro e pequenos empreendedores na América Latina e no Brasil. A conclusão é que mais de dois terços dos usuários dependem das redes sociais para fazer negócios, desde a propaganda até a comercialização de produtos e serviços. Então, este olhar vindo da liderança da plataforma para a educação em ferramentas digitais é fundamental.

Em nossa conversa, ela me disse que acredita muito no potencial dos Grupos para conectar o mundo, mas também enxerga neles um grande potencial de impacto e crescimento no mundo dos negócios.

“Dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo. O poder é dos líderes. Se mantivermos as pessoas unidas, nós podemos mudar o mundo.” (Mark Zuckerberg).

Em 2017, Mark Zuckerberg surpreendeu ao reconhecer os administradores de comunidades como elemento importante para cumprir essa nova missão. Confira a entrevista:

Como você enxerga o papel dos líderes de comunidades cinco anos após essa declaração?

O trabalho que os líderes de comunidades fazem está diretamente ligado à nossa missão de ajudar as pessoas a se conectarem com amigos e familiares, encontrarem comunidades e expandirem seus negócios. São eles que nos apoiam, criam e gerenciam espaços saudáveis e seguros no Facebook para que as pessoas possam compartilhar mais sobre suas paixões, discutir questões relevantes para as suas comunidades locais, alcançar novos clientes e obter ou oferecer apoio aos que mais precisam.

Existe alguma maneira de medir o impacto social dessas comunidades?

Cada comunidade é singular e pode proporcionar impactos de formas diferentes também. Esse impacto pode ser no apoio ou acolhimento dentro dela mesma, na divulgação de um serviço ou produto de empreendedores que usam os grupos no Facebook para alcançar mais pessoas e potenciais clientes ou até em dicas e experiências compartilhadas para quem começou a praticar um novo esporte.

De acordo com um relatório da NYU - New York University, mensalmente, 1,8 bilhão de pessoas usam os grupos do Facebook e mais da metade de todas as pessoas que usam o Facebook são membros de cinco ou mais grupos ativos. 70 milhões de pessoas estiveram ativas no último mês, liderando esses grupos na qualidade de administradores ou moderadores.

O que você atribui como o principal diferencial de um líder para que uma comunidade se destaque entre tantas outras?

Os líderes que buscam gerar impactos positivos por meio de seus grupos, promovendo trocas significativas e consistentes por meio de espaços saudáveis e seguros, são os que conseguem gerar uma maior conexão com seus membros.

Em quais áreas você acha que as comunidades são mais fortes atualmente e quais você ainda vê potencial de crescimento para os próximos anos?

Atualmente, mais de 600 milhões de pessoas são membros de um Grupo do Facebook que consideram significativo em suas vidas e a beleza de fazer parte de uma comunidade é a possibilidade de se conectar com outras pessoas que compartilham uma paixão, buscar ou oferecer apoio, encontrar potenciais clientes e até compartilhar experiências e acolhimento. As trocas podem acontecer nas mais diversas áreas. Com nossas plataformas, buscamos construir experiências que melhorem significativamente a vida das pessoas, e as comunidades são um exemplo claro disso.

Mônica Berlitz e Maren Lau.
Mônica Berlitz e Maren Lau. | Divulgação

Existe algum plano para profissionalizar os líderes de comunidades?

Nós acreditamos no potencial dos Grupos para conectar o mundo, mas também enxergamos neles um grande potencial de impacto e crescimento no mundo dos negócios. Temos a plataforma Blueprint, que oferece diversos cursos gratuitos, programas de treinamento e certificações online para quem busca se aprofundar em diversas áreas, incluindo Líderes de Comunidade.

Na sua fala no evento em Brasília, você citou que durante a pandemia pesquisas revelaram uma maior vulnerabilidade de negócios liderados por mulheres, devido ao acúmulo de demandas. As comunidades femininas do Facebook foram um grande suporte para essas mulheres, tanto em relação ao empreendedorismo quanto a outros tipos de apoios encontrados nelas. A Meta tem algum projeto específico para ajudar os líderes de comunidades femininas a continuarem este trabalho assim como o #ElaFazHistória” apoia mulheres que empreendem?

Apoiar e dar visibilidade para vozes femininas e diversas está entre nossas prioridades. Como exemplo, no Brasil, recentemente anunciamos a seleção de 50 negócios liderados por mulheres negras que participarão de um programa de aceleração de seis meses, conduzido pela Meta e Feira Preta, maior festival de cultura preta da América Latina e nosso parceiro de longa data. Elas vão receber mentoria, treinamentos e fundos para alavancar seus negócios.

Nós também realizamos uma parceria com a Rappi no mês de março, que inclui treinamentos para apoiar o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres e a criação de uma seção dedicada dentro do aplicativo para aumentar a visibilidade desses negócios, incentivando os usuários a apoiá-los ativamente ao longo do mês.

O metaverso é o próximo passo na jornada de conexões sociais. O que as comunidades podem esperar neste futuro? Ele está próximo?

O metaverso é uma evolução das tecnologias sociais e móveis que revolucionaram o mundo na última década. Estamos falando de uma jornada que levará de 5 a 10 anos para se concretizar e que vai demandar uma construção conjunta. Por isso, estamos conversando desde o princípio com outras empresas, governos e membros da sociedade civil. Teremos a próxima geração de experiências sociais online que serão mais envolventes e imersivas do que jamais imaginamos. As pessoas poderão se conectar com seus amigos e comunidades de forma mais imersiva, aproveitando juntas hobbies, interesses em comum e experiências como shows, apresentações teatrais, entre outras coisas. Temos um longo e empolgante caminho pela frente!

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