i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Você, amanhã

Foto de perfil de Você, amanhã
Ver perfil

Um guia de navegação para o futuro em um mundo exponencial e em transformação

Liderança

O que (não) fazer quando você é um líder em plena crise

  • Allan CostaPor Allan Costa
  • 08/09/2020 08:00
O que (não) fazer quando você é um líder em plena crise
| Foto: Annie Spratt/Unsplash

Grandes crises, como a dos Subprimes em 2008 ou a da Covid-19, são grandes testes para os negócios e seus líderes. Quando a situação se torna obscura é que vemos com muito mais clareza quem realmente vive, na prática, o discurso de ter as pessoas no centro, e quem usa a retórica apenas para atrair atenção.

Em momentos intrincados, negócios viram ambientes quase caóticos. Decisões precisam ser tomadas de forma rápida e não há escolha simples. É “o lado difícil das decisões difíceis”, como diria o empreendedor e investidor norte-americano Ben Horowitz.

Uma das coisas mais importantes a se fazer é trabalhar com cenários. Algo que me incomodou profundamente no início da crise do novo coronavírus foi ver alguns empresários anunciando que “essa crise tem data para acabar”. Estávamos em março, e a pandemia chegava ao Brasil.

Isso se mostrou uma tolice absurda porque, por mais otimista que você seja, é arriscado querer acertar em um evento de escala mundial e sem precedentes. Qualquer previsão é, no máximo, um chute. Por isso é fundamental trabalhar com cenários, buscando posicionamentos claros à medida que a crise avança, partindo de percepções de como ela se comporta.

Se a atribuição de cenários pode trazer clareza, o próximo passo seria aproximar o time para perto e comunicar, de forma firme e direta, como deverão ser os próximos meses e quais caminhos a empresa pode traçar. Um senso de urgência e cartas na mesa são ações fundamentais para que as pessoas confiem em quem está no comando e se sintam engajadas em ajudar a organização a passar por aquele período de turbulência. Parece algo simples, mas acredite. A comunicação ainda é um gap gigantesco no gerenciamento de crises em boa parte das empresas.

Outro ponto importante é a liderança. Uma empresa que promove cortes de funções em níveis hierárquicos mais baixos, ao mesmo tempo em que mantém altos salários e até mesmo bônus para alguns dos líderes demonstra incoerência. Claro, mesmo com renegociações de contratos, um bom desenho de cenários e a liderança dando o exemplo, por vezes, não haverá outra saída. Cortes precisarão ser feitos. Mas os líderes precisam ser transparentes.

A lógica financeira dos cortes deve ser explicada à equipe. Jamais será uma decisão fácil. Porém, esse processo pode ser menos doloroso se os líderes tiverem em mente que cada colaborador e colaboradora carregam consigo uma história própria, uma família, diversos sonhos. Isso resultará em decisões mais empáticas, ainda que difíceis.

Essa não é e não será a última crise pela qual nossos negócios vão passar. A do novo coronavírus está sendo uma grande prova para todos nós. Mas ela vai passar. Não sabemos quando, mas vai. E depois dela, outra virá. Os pontos mencionados aqui valem para qualquer quadro desafiador, não importa a dimensão que tenha. Comunicação, liderança e transparência são fundamentais para momentos de turbulência. E pode ser que sejam também decisivos para aquelas empresas boas somente com discursos, a aprenderem, de vez uma vez por todas, a colocarem as pessoas no centro.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.